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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Party-poopers capitalistas...

A CBS não meteu um live-streaming no YouTube para o show das anjinhas hoje à noite. São mesmo uns party-poopers capitalistas: querem que o pessoal pague...


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Thank you, thank you very much!

Esta semana, enquanto olhava especadamente para as estatísticas da DdD (Shhhh, não digam ao LA-C, senão ele casca-me, pois as estatísticas são "irrelevantes", mas eu gosto delas porque me relaxam. É um bocado como quando eu passava horas a contar o dinheiro que tinha no mealheiro quando era criança, e fazia tabelas em que escrevia quantas moedas e notas tinha de cada valor, quais as poupaças totais, etc.), encontrei uma pérola que me deixou muito feliz.

Alguém procurou no Google informação acerca de como "desapertar o sutiã" e chegou à DdD. Ai, tão bom! Senti que tinha contribuido qualquer coisinha para a felicidade da humanidade porque fui eu que escrevi esse post. E agradeci logo aos deuses, à la Elvis, o meu vizinho de Memphis...



P.S. Um dias destes, terei de voltar a escrever sobre sutiãs (ou soutiens) e introduzirei também cuecas (ou calcinhas), lingerie, portanto.

sábado, 23 de abril de 2016

Publicidade educativa

A Sara Sampaio acha que eu devo celebrar o meu aniversário ASAP, chama-me angel -- até acho que já estou a caminho do céu --, e até me ensina a lamber o creme do cupcake da celebração. Ou talvez me esteja a dar conselhos de saúde: só posso lamber um bocadinho do creme, senão fico diabética e ganho peso. Publicidade educativa é sempre uma mais-valia para a economia e a sociedade.
E a cereja no topo do bolo é que me enviou $10 para eu ir comprar cuecas e soutiens. Ah bom, como resistir a tanta generosidade? Impossível! Adoro gajas boas que me dão dinheiro para lingerie...


A Educação de Rita
(O correio estragou a maquilhagem...)


Fui ao céu e segui os conselhos da Sara
(Infelizmente, não havia cuecas coloridas.
Terei de voltar. Que chatice!)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

S. Valentim -- instruções

Feliz dia de S. Valentim. Hoje vou tentar corrigir uma assimetria de informação entre homens e mulheres: vou explicar aos homens como se desaperta um sutiã.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Contrafactual histórico

"1. “A política é a arte do possível” diz-se com frequência. É claro que esta frase é irrefutável. Nós nunca temos um contrafactual histórico, e por isso só podemos conjeturar o que teria acontecido se as políticas tivessem sido diferentes."

Paulo Trigo Pereira, Observador

sábado, 12 de dezembro de 2015

A trabalheira...

Como está na altura de oferecer às vossas criaturas de afecto lingerie por causa do Natal do quarto, fui à procura de uns vídeos para verem como se coloca um sutiã adequadamente. É importante que os casais tenham esta informação. Ficam aqui duas técnicas diferentes.

Ah sim, isto dos sutiãs dá uma grande trabalheira--parece muito bem depois de feito, o pior é antes! Quando é que a Simel faz um vídeo em português, hmmm?


Esta técnica é a recomendada por Rebecca Apsan, que foi consultora de lingerie no "Sex and the City"


Este vídeo tem uma pequena falha: a alça do sutiã deve ser ajustada sempre que se coloca o sutiã, e não apenas na primeira utilização. A primeira ultização é para saber o ajustamento ideal da alça, mas em utilizações subsequentes, é preciso assegurar que não houve deslizes do mecanismo de ajustamento.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Marketing estranho

Apareceu na caixa de correio um novo catálogo da Victoria's Secret. É um catálogo de praia. Não percebi como é que a duas semanas do Natal me mandam um catálogo de fatos de banho. Eu sei que estão 27°C em Houston, mas eu trabalho; fiz férias no verão. A lógica económica disto também me parece esquisita. Porque é que a Victoria's Secret gastou tanto dinheiro no desfile das anjinhas descascadas esta semana, se depois me dizem para comprar fatos de banho e roupa desportiva? Não percebo... A não ser que me estejam a dizer que eu estou gorda e preciso de ir fazer jogging. Eu sei que comi bolas de Berlim a mais no Verão, mas já estou quase no meu peso. A sério! Assim que eu terminar de comer os chocolates do Halloween, isto vai ao sítio com amplo tempo para arrasar na próxima época de praia.

Também achei que o catálogo era mais adequado para quando eu andava na faculdade, do que para agora. Eu queria algo mais sexy e maduro. Coisas de algodão com palavrinhas estampadas são melhores quando se é jovem. A única coisa sexy que eu vi foi a modelo a fazer-me olhinhos de cama da página. A propósito, acho que é a Sara Sampaio. Eu não sou gay (ainda), mas sei perfeitamente que as mulheres das quais eu iria gostar, se fosse gay, não são gays. Logo prefiro homens daqueles que se parecem com homens, pelinhos e tudo. Ah e as mulheres dão muito trabalho...

Por falar em homens e em desejar homens, ocorreu-me que o marketing de lingerie está muito aquém do seu potencial. É óbvio que, em vez de esperar pelo dia de S. Valentim, as empresas que vendem lingerie deviam criar uma campanha de Natal especial. Por exemplo, podiam criar o "Natal do quarto". Seria uma coisa como "Depois do Natal da sala, celebre com o seu amor o Natal do quarto." E era aí que entravam as prendas de lingerie de renda e cetim, coisas interessantes de trocar e tocar a dois. Para o homens podia ser boxers de cetim e pijamas de botões. Eu adoro homens vestidos com pijamas de botões: é tão cheio de promessa desabotoar a camisa do pijama. Eu bem digo que nada é tão excitante como o que se passa na minha cabeça, nem sequer o marketing de lingerie!


Diz ela: "Rita, queres vir comigo à praia? *wink, wink*"


Parece-me que é a Sara Sampaio, mas não sei bem...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Faltam 3 minutos...

para a festa das anjinhas. Vamos lá, malta. Elas já estão no edifício...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Comem, voam, falam português...

São mulheres multifacetadas, as anjinhas da Victoria's Secret. E hoje à noite, nos EUA, na madrugada de amanhã em Portugal, irão andar à solta, que nem diabretes descascados. E vocês podem vir ao Destreza para ver o pré-espectáculo aqui, o vídeo vai correr no fundo desta página.


As anjinhas a comer asinhas de frango com o Stephen Colbert...

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As anjinhas a promover o seu trabalho...

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A festa do céu das anjinhas...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Consumo humanístico

Ontem levei o Pedro Mexia para a cama e terminei de consumi-lo. "Levar o Pedro Mexia para a cama" é uma das piadas que eu uso quando converso com o NAJ.

sábado, 28 de novembro de 2015

BHLDN

Este conjunto de lingerie da BHLDN, a marca de artigos para noiva da Anthropologie, recorda-me do estilo de uma marca britânica, a For Love and Lemons, que na minha cabeça sai sempre como For Love and Demons. Limões, demónios, é quase tudo a mesma coisa.

Mas não era por isso que eu vos falei nele. As duas peças são fabricadas em Portugal e custam a módica quantia de $160 pelo sutiã -- é estilo bralette -- e outros $160 pelas cuecas. Nada mal, pois não?

Só não me parece que este estilo de sutiã funcione muito bem para a maioria das mulheres portuguesas da minha geração; já a cueca parece que faria um rabo muito giro a muita gente!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Um abuso!!!

Agora a Victoria's Secret decidiu meter gajas portuguesas como anjos. E até as metem nos cupões de desconto que mandam cá para casa. Digam-me lá como é que se resiste aos sutiãs em mamas portuguesas? Isto é um abuso: um absoluto assalto à minha carteira. Sou uma vítima das mamas portuguesas!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Período inovador

Na Forbes, fala-se de uma inovação para as mulheres: calcinhas absorventes para serem usadas quando a mulher está com o período, não sendo necessário o uso de pensos ou tampões. No artigo diz-se o seguinte:
“Tampons were invented in 1931 and aside from adhesive strips and wings on pads, there hasn’t been any major innovation in 85 years,” says Agrawal. “It’s time to change that — and to change the taboo.”

Realmente, 85 anos é muito tempo. Estas calcinhas têm uma estratégia de marketing semelhante à dos sapatos Toms: ao comprar um item, a companhia compromete-se a doar um outro nos países pobres (a Toms também tem outras actividades de beneficência).

Em África, estar com o período é uma das principais razões pelas quais as raparigas faltam às aulas; logo, se este produto tiver sucesso, isto pode ser bastante importante para o desenvolvimento do continente.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Como eu sou idiota...

Já que o Zé Carlos introduziu o tema e insiste, vou descrever-vos a minha idiotice mais recente. Alguém postou um vídeo de uma vaca a chorar na Nova Zelândia--não consigo encontrar o dito, senão mostrar-vos-ia. A vaca ia ser levada numa carrinha e começou a chorar. Afinal não ia para o matadouro, ia para um refúgio de gado bovino.

Quando eu vi a vaca a chorar, lembrei-me dos meus cães, mas foi ainda pior do que isso, porque os meus cães não choram assim: esta vaca chorava como se de uma pessoa se tratasse. E eu pensei que não me estava a apetecer comer mais carne. E depois pensei "É pá, os hambúrgueres do Bernie's Burger Bus são tão bons e a porcaria do restaurante é mesmo aqui perto. Até dá para eu lá ir a pé. E há carne no frigorífico da minha casa, não pode ser desperdiçada. Há bacon, há carne de bisonte moída para fazer chili ou molho de esparguete." Mas a imagem da vaquinha a chorar é forte. Tenho de me esforçar, decidi...

Hoje de manhã quando fui passear os meus cães, vi que os meus vizinhos tinham deitado um candeeiro fora. A parte de metal estava boa e não era feio de todo, logo eu levei para casa para ver se funcionava e, sim, estava perfeito. Comecei a pensar que podia comprar um quebra-luz de conchas de capiz. Notem que eu comprei um candeeiro de conchas de capiz na sexta-feira da Pottery Barn, mas é branco e acho que não vai ser o ideal para a minha sala, mas ficaria bem no meu quarto. E ter conchas no meu quarto calha sempre bem. Estava eu a sonhar com quebra-luzes que capiz e lembrei-me que a Pier One vende uns. E a Pier One, que fica na Rice Village, fica mesmo ao pé da Victoria's Secret. Ah! E eu tinha uns vales de desconto da Victoria's Secret. Hmmm, isto tudo a alinhar-se, que bom...

Saí de casa um bocadinho antes da hora de almoço, pois assim o pessoal ainda estava na igreja, logo haveria menos movimento e mais sítio onde estacionar. Cheguei ao meu destino e comecei a pensar no almoço. Tantas opções! Havia o Croissant Brioche onde eu me farto de ir, mas não é um restaurante a sério e lá há mil folhas e aquilo é uma tentação... Também havia o Le Peep, onde eu ainda não fui e que tem comida francesa, e eu comecei a pensar num bom croque Madame. Quando eu vivia em Oklahoma City costumava ir ao La Baguette, cujos proprietários são franceses, para o brunch ao domingo e eles tinham uns croque Madames divinais! Só que o croque Madame tem carninha e a imagem da vaquinha a chorar apareceu no meu pensamento. Ok, então decidi ir ao Shiva que é indiano e tem comida vegetariana. Almocei o bufete e, sim, escolhi tudo vegetariano. Muito bom, era saboroso e nenhuma vaquinha chorou dentro de uma carrinha.

Fui ao Pier One e os quebra-luz de capiz estavam em muito mau estado, com muitas conchas partidas. Pensei então que talvez no Cost Plus World Market estivesse em stock, mas isso era noutra parte da cidade. Fui à Victoria's Secret prestar os meus respeitos à roupa interior feminina e é claro que vim de lá aviada com um sutiã de renda, porque agora ando com a pancada dos sutiãs de renda sem forro. E tinha de comprar calcinhas que combinassem, e as calcinhas estavam em promoção--compre duas, leve quatro--e eu tinha um cupão para uma calcinha grátis, então já tenho mais uma semana de trabalho disponível em calcinhas. Quer dizer, é seguro afirmar que neste momento tenho lingerie suficiente para não ter de lavar roupa interior por pelo menos dois meses. Nunca se sabe quando chega o fim-do-mundo e eu vivo numa zona de furacões, logo tenho de estar preparada. E depois há os axiomas de preferência de Von Neumann-Morgenstern: mais lingerie é sempre preferível a menos lingerie, especialmente porque eu tenho as curvas certas!

Abandonei a Rice Village e fui à caça do capiz no World Market, e digam lá se não é conveniente, mas lá também vendem produtos da Castelbel. Comprei um sabonete e três loções made in Portugal, of course, o quebra-luz de capiz, chá Mango Ceylon da Republic of Tea (é um dos chás mais saborosos e eu adoro chá), salmão fumado, e dois chouriços tipo espanhol.

Depois vim para casa para tentar descobrir como é que eu vou afixar o quebra-luz, que é de pendurar no tecto, ao candeeiro. Percebi que tenho mesmo de comprar um conversor ou adaptador, logo dei um pulo ao Lowe's mas não tinha lá nada que me ajudasse. De saída parei para cheirar os cravos, que eram as flores preferidas da minha avó, e agarrei num vaso deles e fui comprar. No regresso a casa, na rádio estavam a falar da importância de nós brincarmos uns com os outros, de nos rirmos, e do papel que isso tem para estimular a imaginação, criar laços de empatia e confiança, etc. "Olha, porreiro!", pensei eu. "Eu já pratico estas coisas e nem sabia que estava na vanguarda da ciência!"

Quando cheguei a casa plantei os cravos num vaso. E foi nessa altura que eu me dei conta que tinha comprado chouriços e não tinha pensado na vaquinha a chorar. Ah, sou uma grande idiota! Que vegetariana falhada que eu sou, nem sequer uma tarde sobrevivi. E desatei a rir à gargalhada...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Acerca de lingerie

Como estamos próximo do dia de S. Valentim, seria uma grande falha não falar das coisas verdadeiramente importantes na vida de um mulher: lingerie, mais propriamente soutiens. E isto é também uma oportunidade para que tomemos consciência de que ser mulher é uma coisa muito complicada. Requer muita informação e conhecimento; não é para qualquer um...

Então vamos falar de soutiens, que é um tópico do qual eu prometi falar. Comecemos pela economia da peça. Um bom soutien é um item caro por várias razões. É uma peça de roupa bastante complicada de se planear e fazer, e requer materiais que têm certas qualidades como elasticidade, porosidade, e beleza, o que muitas vezes implica materiais bastante frágeis como renda. Fazer um soutien é uma tarefa muito intensiva em trabalho, pois a peça tem muitas partes e requer muitos passos para ser completada. Por todas estas razões, muitas vezes os soutiens mais baratos acabam por sair mais caros porque se estragam facilmente, pois são mal feitos ou os seus materiais são de má qualidade. Depois há a questão do tamanho e estilo do soutien, que também encarecem o processo de produção, pois o número de combinações de estilo e tamanhos é muito alto, logo há uma grande probabilidade de haver peças que não se vendem. Muitas vezes, o estilo do soutien requer que o padrão de tecido seja aplicado de forma simétrica na peça, o que aumenta o desperdício de tecido. Hoje em dia com o uso de computadores, já é possível planear o padrão de forma a minimizar os desperdícios de tecido.

A medida de um soutien é composta por duas partes: o tamanho da copa (a parte do soutien que envolve o seio) e o tamanho da banda (a parte do soutien que envolve a caixa torácica). No entanto, o tamanho de um soutien varia de país para país, de marca para marca, e de estilo para estilo; isto implica que uma mulher não tem só uma medida de soutien. Logo, os homens que gostam de oferecer soutiens às suas companheiras devem ter em atenção a variabilidade do tamanho. O ideal seria saber o tamanho, a marca, e o estilo de um soutien que fique bem à companheira e, com essa informação, o homem vai às compras (para os casais lésbicos, presumo que ambas sabem do assunto).

Há muitos estilos de soutien: push-up, balconette, contorno, meia-copa, sem alças, minimizador de busto, etc. Alguns soutiens têm aros e a copa pode ou não ser almofadada, outros não têm aros; as alças também podem ser removíveis ou não, e algumas até são convertíveis (por exemplo, algumas permitem que se cruzem nas costas ou que fiquem paralelas uma à outra).

Há uma pequena complicação na questão de tamanhos: a maior parte das mulheres, cerca de 70-85%, usa um soutien de tamanho errado (ver "Manual de Lingerie" de Rebecca Apsan). Note-se que o tamanho do peito da mulher altera-se ao longo da sua vida e devido a factores como flutuação de peso, gravidez, mudanças hormonais, etc. Mesmo ao longo de apenas um mês, os seios da mulher podem ter ligeiras mudanças devido ao ciclo hormonal. Também é comum a mulher ter um seio ligeiramente maior do que o outro. Um bom soutien é aquele que permite que a banda contorne a caixa torácica confortavelmente, mas de forma paralela à cintura, e a copa deve cobrir os seios sem que estes transbordem. Há uma técnica específica para colocar um soutien, que é bastante importante quando a mulher tem os seios grandes. As alças devem ser ajustadas em todos os usos.

Um soutien não deve ser usado dois dias seguidos. Como o material é elástico e este expande com o calor do corpo, é aconselhável deixar a peça descansar entre usos (pelo menos três a quatro dias) para recuperar a forma e assim se preservar o bom funcionamento da peça. Um outro cuidado a ter é lavar o soutien à mão ou, se for na máquina usar um acessório próprio, e em água fria ou tépida, com um detergente suave. A lavagem é importante pois os óleos da pele estragam os elásticos, logo convém uma lavagem frequente e cuidadosa. Ao secar, o ideal é ao ar livre. Os soutiens mais leves podem ser estendidos; mas, idealmente, e especialmente os mais pesados, devem ser colocados sobre uma superfície plana para que retenham a sua forma e o material não seja deformado. Ao guardar os soutiens, também se deve ter o cuidado de manter a sua forma.

Eu gosto muito de soutiens--grande surpresa, depois desta dissertação toda! Como já conheço as marcas que uso, sei mais ou menos o tamanho; mesmo assim, quando compro na loja experimento sempre para ter a certeza. Quando se vai a lojas como a Victoria's Secret, pode-se pedir para uma empregada nos medir, mas a minha experiência é que as regras que elas usam não são muito boas e eu prefiro experimentar até encontrar um que sirva bem. E depois também se nota que a empregada não está confortável a medir-nos--os americanos são extremamente cuidadosos ao tocar desconhecidos, pois têm medo de ser levados a tribunal por clientes mais sensíveis. Mesmo os médicos e enfermeiros não parecem muito confortáveis a tocar-nos.

Nas minhas últimas férias em Portugal, fui a uma loja da Intimissimi. Eu não deveria comprar mais soutiens, pois tenho mais de 25, mas eles estavam lá a chamar-me da montra e eu não quis ser mal-educada. Para além disso era meu dever, como cidadã portuguesa, contribuir para a economia nacional. Lá fui eu, deveras contrariada, entrar na Intimissimi. A empregada veio ter comigo e perguntou-me se eu precisava de ajuda; eu respondi que estava apenas a ver. Ela perguntou-me o tamanho e eu respondi (não se preocupem, que eu não vos vou dizer). Ela olhou para mim e diz "Com licença" e, de repente, as mãos dela estavam a medir a minha caixa torácica. Ficou convencida que sim, o tamanho da banda era o que eu lhe tinha dito.

Depois voltou a olhar para mim e eis que a mão dela se formou em copa e aterrou no meu seio--"Whoa, Nelly!" pensei eu para os meus botões--e diz-me que eu devia experimentar uma copa acima da que eu disse. Eu acho que suspendi a respiração porque, depois de viver tantos anos nos EUA, eu não estou habituada a que desconhecidos me toquem com aquele à vontade todo. Mas confesso que a auto-confiança da rapariga e a segurança que ela tinha de quem sabia o que estava a fazer foram uma lufada de ar fresco comparado com as empregadas americanas.

O tamanho que ela recomendou estava correcto e eu acabei por levar o soutien e a calça que ia com ele. Aliás, até os vesti hoje e, talvez por isso, me tenha apetecido falar deste episódio.

Imagem tirada daqui.