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terça-feira, 9 de novembro de 2021

Estranha Língua

Terminei hoje de ver uma série norueguesa, produção da Netflix, e acho a língua deles muito estranha. No final, consigo dizer obrigada e Feliz Natal em norueguês, logo não se perdeu tudo. Espalhadas pelos diálogos havia muitas expressões inglesas o que me surpreendeu bastante.

Quanto à série em si, a premissa da história é bastante interessante. A parte mais curiosa é que a protagonista, que tem 30 anos, apaixona-se por um rapaz de 19 e a relação entre os dois é bastante boa, tão boa que na primeira noite que estão juntos, ela tem cinco orgasmos. Não sei se isto faz parte de uma campanha de normalização das relações entre mulheres mais velhas e homens mais novos, mas é interessante revisitar Mrs. Robinson, apesar da diferença de idades não ser tão grande na série como no filme.

Eu, se fosse um homem norueguês, estaria um bocado chateado porque o tal rapaz de 19 anos é sueco e deduz-se que o jovem sueco percebe mais de satisfazer uma mulher norueguesa do que um montão de homens noruegueses. Talvez a série sirva para incentivar os homens noruegueses a ter melhor desempenho. Se a moda pega, as mulheres portuguesas começam a caçar jovens espanhóis. Bem, pode ser que dê para dinamizar o turismo.

domingo, 19 de setembro de 2021

O fim

Fiquei acordada até às duas da manhã para terminar de ver A Cozinheira de Castamar. O início da série foi bom, mas tem algumas coisas que me incomodaram um bocado, pois não desenvolve bem as personagens secundárias, que depois irão ser bastante importantes para a história. Mereciam ter uns arcos mais detalhados. Para o fim, acabam por compensar essa falha e as coisas tornam-se mais complexas e dinâmicas. 

Não sei se o fim é credível, pois parece mais sonho do que a realidade das personagens principais. Talvez seja indicação que estão a contar seguir a série. A Netflix diz que é a primeira época, o que pode indicar que possa haver uma segunda, mas a série não foi desenvolvida originalmente por eles. 

Ainda não encontrei nenhuma produção portuguesa no catálogo de séries da Netflix, apesar de já ter visto filmes de países mais pequenos, como da República da Geórgia (The Trader e My Happy Family), que tem menos de 4 milhões de habitantes -- achei ambos fascinantes. Aliás o My Happy Family é capaz de ser um dos meus filmes preferidos.