sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Pretty good year...

Hold on to nothing, as fast as you can!


A malandragem

Que chato! Parece que em 2015 o PIB cresceu 1,6%, em vez de 1,5%. Hmmm, um denominador maior vai reduzir o crescimento deste ano -- malandro do denominador. A matemática é terrível, bem fazia eu em detestar os números.

E a austeridade, essa traidora?!? Agora que a libertámos, não nos ajuda a crescer a 1,6%. Pobre e mal-agradecida! Bem fizemos nós em mandá-la para a curva. Somos pobres, mas honrados, como em tempos de outrora...

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Aberração lógica

A Mariana Mortágua acha que a economia portuguesa está estagnada porque o défice tem um limite de 2,5%. Diz que é preciso reestruturar a dívida pública para ganhar folga nas contas e não prejudicar a economia. Não se percebe duas coisas nesta lógica:
  1. a primeira é puramente matemática: porque é que a única maneira de diminuir um rácio é diminuir o numerador? Será que aumentar o denominador, o PIB, não ajudaria?
  2. a segunda é mesmo de economia: se o objectivo da reestruturação é ganhar folga para que o governo aumente a despesa, então o que é que ela quer que cresça exactamente, a dívida ou a economia?

Em Portugal, os aumentos de dívida não correspondem a crescimento da economia -- é por isso que o rácio dívida/PIB duplicou em 15 anos e, se cresceu tão depressa, é porque nem a restrição orçamental foi respeitada, nem a economia cresceu. O país acumula doses maciças de dívida pública e o PIB não cresce o suficiente para absorver esses encargos. De que serve reestruturar a dívida se a economia não funciona? Daqui a uns anos estamos na mesma.

Se vos perguntassem se queriam ter um acidente de carro agora ou depois, o que é vocês respondiam? Pode ser depois, daqui a uns anos estou livre, dá para espatifar o carro e partir as costelas à vontade.

Porque é que a Mariana Mortágua não pensa em arranjar forma do sector privado crescer e gerar riqueza, de forma a que a receita de impostos sustente a despesa pública?

O gene da desistência

Costumo dizer que um doutoramento não é um certificado de inteligência; é um certificado de teimosia. Aquilo dá muito trabalho, especialmente se nós somos perfeccionistas e o nosso orientador também. A dissertação do meu mestrado (em Economia Agrária o normal é ter mestrado de dois anos e doutoramento de quatro ou cinco anos separados), que foi um cheirinho, foi uma trabalheira e como eu não acabava aquilo e já andava a tirar cadeiras para o doutoramento, a minha mãe exasperou-se e disse-me ao telefone: "Acaba essa merda!" E eu acabei quando ela me mandou.

No doutoramento, também decidi engonhar e meter-me na especialização de estatística, que prolongou o curso em pelo menos um ano. Por minha vontade, era estudante para sempre, pois era isso que eu queria ser quando tinha oito ou nove anos. E tive visão porque o doutoramento é a coisa mais gira que já fiz, mesmo se tivesse havido um dia em que eu saí do gabinete do meu orientador a chorar por causa da tese e comecei a andar e não queria parar. Eu tinha um plano: fugir. Fugia à escola, à família, ao marido, a tudo. Era um plano perfeito, mas tinha um pequeno senão: não podia ser executado.

As únicas coisas que consegui executar foi dar a impressão a uma jovem professora, que tinha começado a trabalhar no meu departamento, de que não gostava dela porque não a cumprimentei quando me cruzei com ela no campus enquanto planeava a minha fuga (também lhe tinha feito muitas perguntas quando ela estava a ser entrevistada para a posição e ela não se esqueceu de mim) e sentar-me debaixo de uma árvore a tentar procurar o gene que me permitia executar o plano. Sim, esse mesmo: o gene da desistência, esse grande ordinário. Ainda ando à procura dele, mas só encontro genes de teimosia.

o Miguel Relvas sofre de um mal diferente. Ele não é teimoso, é mais como a água: se não dá por um lado, desvia-se e vai pelo outro porque tem facilidade em desistir. É por isso que ele não tem curso superior a sério, daqueles que levavam quatro ou cinco anos no marranço só para tirar a licenciatura. Não, ele é fluído, desistiu dessa via e arranjou outra maneira mais fácil de ter um curso. Depois tiraram-lho porque era fácil demais e ele apelou. Agora desistiu do apelo, deve ter encontrado outra coisita qualquer mais fácil. O Miguel Relvas tem o gene da desistência em duplicado, pelo menos. A ver se arranjamos maneira de o fazer desistir de outras coisas.

Enquanto há Líbia, há esperança...

Já tiveram oportunidade de ler a grande novela que a Bloomberg Businessweek publicou acerca do envolvimento do fundo soberano da Líbia com a Goldman Sachs numas negociatas antes da crise financeira de 2008? Até menciona o Kadafi ter acampado a sua tenda de beduínos na relva de Donald Trump. Aconteceu a sério e o Trump foi pago -- that's business for you, não viram o debate? Imaginem o potencial do relvado da Casa Branca!

Nós já sabíamos, mas é sempre bom confirmar, que a Goldman Sachs tem talento para encontrar empregados muito coloridos. Um dos empregados coloridos da Goldman Sachs, Andrea Vella, supostamente irritou-se, tirou o sapato e começou a bater com ele na mesa. Outro foi ao Dubai e encomendou duas prostitutas por $300. Isso é muito barato, até porque elas fizeram um serviço tão bom que ele ficou estafadinho de todo e não trabalhou no dia a seguir. Espero bem que o Arquitecto Saraiva seja amigo de Durão Barroso. Aguardo ansiosamente as próximas memórias...

Bem, bem, vamos ao que interessa, o que nos dá esperança: a Líbia processou a Goldman Sachs em Londres e pode ser histórico pela argumentação usada: “undue influence”, um conceito usado pelas esposas que processam os maridos, segundo o qual uma das partes tem tanto poder num contrato que o contrato não é válido.

"Goldman may have made hundreds of millions off Libya, but it’s put banking dogma at risk. A bedrock principle of the securities business is that sophisticated investors can look out for themselves and don’t have recourse to the courts if they lose their shirts. If a huge sovereign wealth fund can successfully claim it was duped, there’s no telling who else can. Ben-Brahim identified the perils of dealing with Libya in an April 2008 e-mail. “These guys are extreme,” he wrote a colleague. “If we truly behave as steadfast friends looking after their interests, they will do anything for us. If we ever lose their trust, they are ruthless.”"

Fonte: Bloomberg BusinessWeek

A dignidade nacional

Alguns jornais conservadores americanos estão a apoiar a candidatura de Hillary Clinton. De notar o Arizona Republic, que nunca apoiou um candidato democrata em 126 anos. Diz o editorial:

"Since The Arizona Republic began publication in 1890, we have never endorsed a Democrat over a Republican for president. Never. This reflects a deep philosophical appreciation for conservative ideals and Republican principles.

This year is different.

The 2016 Republican candidate is not conservative and he is not qualified.

That’s why, for the first time in our history, The Arizona Republic will support a Democrat for president.

[...]

Clinton retains her composure under pressure. She’s tough. She doesn’t back down.

Trump responds to criticism with the petulance of verbal spit wads.

That’s beneath our national dignity.

When the president of the United States speaks, the world expects substance. Not a blistering tweet."


Ler mais no Arizona Republic

Não é o único, mas veremos os que se seguirão. Esta eleição poderá ser histórica não só por ser uma mulher a ser eleita, mas por o país se unir contra Donald Trump. Como disse Hank Paulson, em Junho, está na altura de colocar o país à frente do partido. Era bom que a moda pegasse...

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Iremos sobreviver!

Há aquela expressão "put your money where your mouth is", da qual eu gosto muito. Já comecei a dar para a campanha. Só dou dinheiro à Hillary porque discrimino homens; ao Obama não dei, mas dei a ela contra ele e dei a ela para a ajudar a pagar a dívida das primárias de 2008, ao Bloomberg não daria. Se os homens me discriminam, eu retribuo o favor. Não têm de agradecer, faço-o com muito gosto.

Preferia votar no Bloomberg só para não ter de aguentar quatro anos a ouvir homens queixarem-se de uma mulher, porque em competência acho-os parecidos. Mas eu vou sobreviver e os homens também porque ela vai ganhar.

Game on!



Esta foi a pérola que saiu do debate e está a ter bastante cobertura em sítios onde há muitos latinos.

Já vos contei acerca da primeira vez que estive no aeroporto em Miami? Foi em Maio de 1996. Como viajava em stand-by, tive de falar com a moça da companhia aérea. Ela falava para mim em espanhol; eu respondia em inglês e ela nunca me respondeu em inglês. Tenho cabelo escuro, logo para ela eu era latina, ainda por cima estava a viajar para Madrid, mas o meu passaporte era português. As mulheres são muito lixadas...

Floricultura 33


Este é mesmo um palerma. Tanto que nem me vou dar ao trabalho de fazer de conta que estou só a escrever de longe, nem vou inventar pessoas que digam por mim que este é mesmo um palerma.

A sério!

O Tumblr acha que eu sou jovem, tenho empréstimos de educação, e preciso de me ir inscrever para votar. Eu sou tão boa a enganar o algoritmos...





terça-feira, 27 de setembro de 2016

Fez diferença?

Na semana passada, um amigo meu falou comigo e disse todo convencido que ia votar no Trump. Não gostava lá muito dele, mas achava a Hillary muito pior -- terrível! Hoje, depois do debate, veio falar comigo e disse que o Trump era uma desgraça, completamente mal-preparado, não pode votar nele; mas a Hillary também não é lá muito boa, talvez não vote em nenhum. Ou talvez vote no Gary Johnson, o libertário, cujo mote é:

"The government today is the direct result of your choosing the lesser of two evils for generations."

É o que vai fazer o meu vizinho:




Bastidores das eleições

Não dêem muita importância aos debates presidenciais nos EUA. As pessoas que vão fazer a diferença e eleger Hillary Clinton para a presidência não ligam ao debate. Informem-se acerca da sofisticação da equipa analítica de Obama nas eleições de 2012 e imaginem o que isto não será quatro anos depois. É mesmo "data analysis on steroids!"

You may have heard how statistical wizard Nate Silver predicted the electoral votes for each state in the 2012 presidential election, showing that raw data crunching of polls is much more reliable than traditional punditry. What you probably haven't heard is how the Obama campaign built a 100-strong analytics staff to churn through dozens of terabytes of data with a combination of the HP Vertica MPP (massively parallel processing) analytic database and predictive models with R and Stata to gain a competitive edge.

Credit for the big data approach goes to Obama campaign manager Jim Messina, who decided to dive headfirst into an analytics-driven campaign. Messina commented, "We were going to demand data on everything, we were going to measure everything... we were going to put an analytics team inside of us to study us the entire time to make sure we were being smart about things." To ensure everything was measured, staff were evaluated on whether they entered data. The mantra became: "If you didn't enter the data, you didn't do the work."


Ler mais na InfoWorld

O debate

Achei o debate muito fraco no geral. Foi extremamente fraco para Hillary Clinton no início, mas também foi fraco para Donald Trump na segunda metade. O início para ela foi extremamente difícil, ela pareceu reluctante em dar respostas e pouco à vontade em política económica doméstica. Hesitava muito a construir os seus argumentos e sentia-se que não tinha convicção ou paixão pelo que dizia. As suas tentativas de simpatia, sorrindo e tentando fazer piadas, foram completamente falhadas. Eu que vou votar nela, detestei; mas a minha mãe sempre me disse que eu tinha uma capacidade enorme de tomar remédios mistela, logo irei tomar o remédio, mesmo torcendo muito o nariz.

Clinton pareceu-me altiva e arrogante -- como eu, mas eu tenho o bom senso de não me candidatar a nada -- e perdeu imensas oportunidades de dar respostas curtas e convincentes. Por exemplo, disse que o plano dela era aumentar os impostos aos ricos para financiar as suas políticas, mas não disse que os ricos estão com ela: por cada dólar que Trump recebe dos ricos, ela recebe $20. Os ricos ao apoiá-la estão a comprometer-se a pagar mais impostos, estão do mesmo lado do que os pobres: ela conseguiu convencer os ricos, mas ainda não se convenceu a ela própria.

O Trump deu-lhe imensas oportunidades que ela desperdiçou: disse-lhe que ela andava a combater o ISIS durante toda a sua vida; ora o ISIS é uma coisa relativamente recente, será que ele sabe que não existiu durante toda a vida de Clinton? Ela acusou-o de não pagar impostos e ele disse que, se tivesse pagado impostos federais, o dinheiro tinha sido mal-gasto. Ela devia ter rematado e dito: "tu próprio admites que não pagas! És melhor do que o resto dos americanos?" ou podia ter pedido explicações: "se és um empresário de tanto sucesso, como é que não tens lucro suficiente para pagar impostos?" Duh, meus caros, são perguntas óbvias!

Ele admitiu que defendia os seus interesses, os da família e os dos seus empregados e não chegou a dizer que iria trabalhar para os americanos; pelo contrário, quando os americanos entram em bancarrota, ele acha que o que tem mais lógica é ir à procura de imobiliário barato. Será que esse também é o plano da sua presidência: causar uma recessão para poder beneficiar os seus próprios negócios? Nunca saberemos porque nem Lester Holt, o moderador, nem Clinton lhe perguntaram.

Quando ele a acusou de não ter vigor, ela devia ter-lhe perguntado se o vigor dele vinha do Viagra -- então não era? Até parece que vocês não se perguntam como é que ele aguenta a Melania. E não venham com o sexo é privado, que ele anda sempre a fazer piadas sexuais. Ele meteu os pés pelas mãos em questões de segurança, racismo, igualdade de género, e política internacional.

Apesar dos erros, Trump pareceu mais terra-terra no início e simpático, se bem que estava sempre a aspirar pelo nariz. Talvez tenha alergias. O Neil Gaiman no Twitter achou-o "embarassing" pelo tique, mas nota-se que o Gaiman é todo Hillary. Para o fim Trump perdeu o controle e ficou mais beligerante -- não aguentou 90 minutos a fazer de Mister Simpatia.

Bem, no final, este debate não foi transformativo: quem gosta do Trump continua a gostar dele; quem gosta da Hillary continua a gostar dela. Eu continuo a gostar muito do Michael Bloomberg; apetecia-me emigrar para um universo paralelo. Por falar nisso, o pessoal do True Blood é todo Hillary.

A pergunta mais importante da noite foi a última, na qual o Lester Holt, Republicano, que não foi lá muito bom, especialmente no início -- o meu amigo Saleh em Nova Iorque diz que era como se o moderador não estivesse na sala, mas também disse que era um trabalho ingrato --, perguntou se eles iriam aceitar o resultado das eleições e o Trump, que foi o último a falar, disse que sim, que aceitaria se ela ganhasse...


Tudo a postos?

Pessoal, estamos a seis minutos do início do debate Clinton-Trump. Tudo a postos desse lado?

Que ganhe o melhor!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Veludo Azul...

De vez em quando, os EUA são um bocado com o início de Veludo Azul, o filme de David Lynch: tudo parece bem e, de repente, algo de surreal acontece. Esta manhã foi assim.

Na semana passada, recebi um postal para participar na network social da nossa vizinhança no NextDoor. Eu já participo na da minha vizinhança de Memphis, mas ainda não me tinha inscrito na de Bellaire; o postal foi a minha dica. A vizinha que mo enviou tem o apelido Duarte e o primeiro nome não me parecia português; depois de me adicionar ao grupo, vi que ela nasceu no Brasil. Ainda nem lhe enviei nenhuma mensagem em português.

Enquanto estava a tomar o meu chá e a minha torrada, dei uma vista pelo NextDoor e a vizinha Duarte tinha acabado de publicar que havia um atirador à solta no cruzamento Bissonnet/Weslayan. Sabem a Bissonnet, aquela rua esburacada de que já vos mostrei? Até vos fiz um vídeo que, por coincidência, começou neste mesmo cruzamento. Eu, que estava meia a dormir, pensei que fosse num cruzamento mais abaixo: a Bissonnet/Bellaire; depois li outra vez e acordei. O cruzamento onde se deu o tiroteio é onde passo todos os dias para ir para o trabalho e onde há uma pequena zona comercial. De vez em quando, vou à mercearia Randall's, compro a comida dos meus cães na Petco, e há umas semanas, do outro lado da rua do tiroteio, fui ao Skeeter's almoçar com uma rapariga portuguesa, super-simpática, que tinha entrado para o grupo portugueses em Houston recentemente. Ela vive mesmo nessa área e ouviu a comoção esta manhã dos helicópteros e das sirenes da polícia.

Com as redes sociais, a notícia espalhou-se rapidamente e os meus amigos todos no Facebook andavam aflitos a ver se eu estava bem. Por enquanto estou, mas os EUA são um bocado estranhos. Há muitos "acidentes" que acontecem. Em 2014, demorei-me um bocado para sair para ir almoçar a casa e, quando conduzia, notei que havia um helicóptero a sobrevoar à minha frente. Cerca das 12:30, um assaltante estava a tentar escapar à polícia num carro e chocou contra o Starbucks onde eu costumo ir. O cruzamento Bissonet/Rice estava bloqueado, o carro dele todo espatifado no meio da rua, e o corpo dele se calhar ainda lá estava dentro quando passei por perto porque a ambulância ainda estava em cena. Se eu tivesse saído à hora normal, se calhar tinha assistido.

Mas sorte, sorte, foi só ter morrido ele. Aquele Starbucks é pequenino, mas tem muitos clientes regulares, há muito senhores africanos que o frequentam e é normal juntarem-se na esquina do café a fumar e a conversar. Quando eu vi a cena imaginei logo o pior: que um deles tivesse sido esmagado durante o embate. Só houve alguém que ficou com alguns ferimentos ligeiros por causa do vidro estilhaçado. Uma senhora num carro teve alguns ferimentos também. Quase que vos contei esta história porque o Starbucks ficou fechado durante alguns dias e os clientes meteram um pedaço de papel a dizer que tinham saudades de eles estarem abertos, que gostavam muito dos empregados, enfim, as lamechices habituais dos americanos: "We miss you, we love you, come back soon!"

O atirador de hoje era um advogado, Nathan DeSai, que conduzia um Porsche Boxster preto, e tinha um curso de Direito da Universidade de Tulsa e um bacharelato em Psicologia da Universidade de Houston. O meu vizinho de gabinete, que é indiano, acha que DeSai é um nome indiano também, mas o Nathan parece ser ocidental segundo a foto do LinkedIn. Um vizinho meu no NextDoor dizia "Who terrorizes people with a Porsche Boxter? Gay" Pois, é uma mariquice não arranjar um Hummer para aterrorizar os vizinhos, até porque ele tinha-se dado ao trabalho de arranjar muitas armas e estava vestido com indumentária a rigor.

Parte do tiroteio deu-se em Law St. -- as coincidências... Houve vários feridos ligeiros e um em estado crítico. Um dos senhores, que foi apanhado pelo fogo cruzado, chama-se Eduardo Andrade (a sério!), tem 42 anos e ia a caminho do ginásio. Não foi ferido, só o carro sofreu danos. Dizia ele que tudo tinha sido tão aleatório. Sim, se reduzirmos tudo ao essencial, é mesmo tudo aleatório.

E ainda não é desta que eu vos conto o meu final de ano de 1999, que também meteu armas, assaltantes, FBI... Mas isso foi em Baton Rouge, Louisiana.

P.S. Esqueci-me de dizer: anda tudo armado até aos dentes por estas bandas, mas depois é sempre a polícia que apanha estes fulanos. Os good guys with guns são muito bad a manter a ordem...