Não há respostas. Não faço perguntas. É por isso.
Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
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terça-feira, 19 de setembro de 2017
Criaturas metafísicas 79
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Criaturas metafísicas 31
1.
As três bruxas de Macbeth descreveram-lhe a sorte, em
coro.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Criaturas metafísicas 100
1.
Os livros acumulam-se nas mesas-de-cabeceira porque o
tempo é escasso, isto sabemos sobre ele e isto sabia sobre ele Agostinho que sobre
ele dizia não saber nada.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Criaturas metafísicas 43
O meu nome do meio é caos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Criaturas metafísicas 14
Tudo pertence aos deuses, e os deuses são amigos dos sábios,
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Criaturas metafísicas 56
O que nasceu primeiro o ovo ou a galinha.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Criaturas metafísicas 2
Orígenes ensinava, informa-nos Borges, que os bem aventurados voltariam à vida sob a forma de esferas e entrariam no paraíso rolando.
domingo, 14 de agosto de 2016
Criaturas metafísicas 12
Rabo de peixe, bico de papagaio, presas de tigre, patas de cão, as dianteiras, de iguana, as traseiras, barriga de freira e tonsura de monge, língua de trapos, uma delas, as outras de fogo, cotovelos de lince, olhos de carneiro bem vivo, dentes de cobre e nariz de prata, orelhas de quem nunca usou um chapéu, sem chapéu, a maior parte das vezes, boca de lagarto e esgar de albatroz, possante como um gorila e preciso como uma pulga, com dedos de babuíno e unhas de camelo, as pestanas de elefante e as lágrimas de crocodilo, joelhos de gafanhoto e cabelos de porco-espinho, esperto como um rato e gentil como uma preguiça, cada dedo do pé parece uma formiga ou um ouriço-do-mar e cada músculo pulsa como uma sirene ou um farol ou uma galinha depois da visita da raposa, a testa é ampla como uma ostra, o dorso terso como um falcão, anda como uma zebra, corre como um lobo, come como um abade, vive as vinte e quatro horas de um mosquito e dorme como uma pedra. Não mete medo a ninguém. Não faz parte da história natural. Na verdade, Plínio não lhe dedica uma única linha.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Criaturas metafísicas 47
YsndjfjdhsbajdifjfnsjskvdnjdcjdnkajqhqierorpbvndnsbavshcjfgmbmmyhknkvnsnbsbçbducjsajajsiekfmgndjajqnqqjqjekrkfovndfjfjfjgjbjfjdnavqvqieorotoyymkbmbnfbcbcdbhbshdhfivjfndjwoqnqnsjdjdndkPkfjgkgkhnqjwivktmtvinyobnqvqvavavavavavavavababavavagjfMfkgkgmbvncncncncnajqoaksmfvivmfjgigmvyyyyyyyyyyyooooooooooooooaksnchchrjchakqbqqvqvqvqvqvqickgkhohohknknnkhkhfmfgjhjggkn,hipomóveis,hjghhakdkfkbjtohmfjshaivjgkvjykgkhkhogjdjwjdifbjfigjbnqnqnqnqnqsor,gnogmskdokgjdjsjdnfjbojmfjcdicjffjjvhjhohkyitifiririririririririehwhehrjtjtfugueheueueueueueueuehsjfjfhdhdhagagagsgsgsgsgsgsgdgdgdhfjgjgkhkhljljojohbjdbshfjgjdnsjajqiamwsomwofjtydnsjgksngkdmvkgnvjngkajhsfkadjvnnsgkjdfjgskfjhqjhahdsldkbjdlnkfgjhkhasjhagdkajvhldifskgdjvnnbkjbrfjfhgkdjfhdqwljhealeijfertpkjbdfljbsnjksfjnbsknsfnMfsrg,jnsfvkjnfbkjdnfbkjkdjvnbkfjghsgkjhftskuergjhsdmugkjbh,jdhgkjfjefljqwjudqhwlisbjibfdlitehkjbjnlbkhwejvhvkuefjhbjgjdjvjvjgjgjgjgkfugjbfkgjbhdfkbjhdfkbjhdfkbjhdfgkjfsdhjhdqkjdhkdsfhkdfjghksejhkjapqpapsjvjtjtkdksngkykhknjfknsgagsgsgsvevevevvvvvvvvsgdjfjgkgkgmmmmmmmmmmmmmdkgkhohkhkjljkposmsnsbsgagagetetttttttttttttttttftttttttttdhdhdhdhaveudbagatwgdcvugnybijsvahdhgjvhavquabdivohkjombnsvahvnsjbkhmbojpmplkkksnsbabqquanscbvlwdimjsifuwkerhgqjbxwegvfcqwjdhnhsomdtkmjdfbhmkjneEhndihgsakfigjmrfogjhkasjnhsofhiuiqcaehhwmfMmorfruffogjnhwneiaquhnmsihmevjhmdtcnajhsenkwdhgknishdscnksidhgvnskvdhfnkajnhsknjhgknjsvdhfnkacjhdfksidmjpmsjsncahkadfhaskudhakuehakdgjhgsdkuhasdkajefsdjfygqthsfqwjyasksfjghskdfjhskdjfhskjHufkwdfhdwvvhnkfsdhnfknsdfhnjdwkfjhkqhshdwdkjfhwskjqkqicjksjdhsdkjfhkjaxfhskajdhaskfjhaskjfhkhsrssJjdnenakak. É assim que falam os dragões explicando às princesas que a escuridão das suas cavernas faz da luz que se vê lá fora uma bola de fogo que combatem com os raios de fogo que saem das suas narinas.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Criaturas metafísicas 7
Inflado como um balão, aquilo que o ser era, ou o que algo é, ou ainda aquilo por que uma coisa tem o ser algo, habita gatos, almofadas, despertadores, chávenas de café, cataratas e vulcões, bicicletas e australopitecos. Qualificados, os indivíduos existem mas não são, porque ser é ser algo que possa ser por si próprio, separável, independente. Uma casa verde é um acidente, um pato coxo também. O facto de já não existiram australopitecos não significa que o australopiteco já não seja, e o pepino rançoso no frigorífico, existindo rançoso, não deixa de ser pepino. Tudo o que é, é, mas apenas pode ser que exista. Como o livro que deixamos a meio, ou o telefone de que não pagamos a conta. Por falar em telefones, que é mais agradável considerar o ser e a existência de telefones do que de contas, eles são coisas que não existiam no tempo em que Aristóteles tentava explicar-nos que o ser se diz de várias maneiras. Os telefones, por mais que agora existam, não são o telefone, cuja ousia o Mestre Daqueles Que Sabem não pôde conjecturar. Já as contas, existem desde sempre, desde que, sem penas e bípedes, os australopitecos existiram com as suas mãos livres para transportarem frutos e pedirem satisfações.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Criaturas metafísicas 66
Um poema e um erro ditaram o exílio de Ovídio para as costas do Mar Negro, longe de Romas, imperadores e das tentações que O Centro do Mundo sempre ofereceu a quem sonha com impérios, queira comandá-los do palco fronteiro, queira dos bastidores levá-los a glórias e triunfos.
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