Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
terça-feira, 7 de junho de 2016
"Saudade" em Le Mans
Andamos sempre com a porra da saudade atrás. O que vale é que ninguém consegue traduzir como deve ser esta palavra, caso contrário fartavam-se de gozar connosco
A "saudade" ainda vende assim tanto? Em romeno e em árabe existem traduções literais exactas pelo que, existindo tais presenças, eu refinaria a evasiva de dizer que "saudade" "não tem tradução"...
Nas demais línguas é necessário usar expressões menos simples, como quase sempre acontece com sentimentos, ainda que ficcionados. É que nem sequer os equivalentes castelhano e catalão significam o mesmo apesar de terem a mesma raiz etimológica da invencionice tuga.
Em França a escapatória é bastante simples, na medida em que quem primeiro desmontou o mito da saudade (Eduardo Lourenço) recebeu por lá três medalhas, e pela sua inteligência manifesta, não por gostar de sofrer:
- Oficial da Ordem Nacional do Mérito (1996) - Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras (2000) - Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra (2002)
Então, é de sugerir aos estrangeiros que o estudem Eduardo Lourenço, designadamente agora que ele é Conselheiro de Estado, nomeado pelo PR português!
Tenho pena, mas não me lembro dos termos em que, por mais de uma vez, Vasco Pulido Valente desfez esse " vulto" da intelectualidade franco- lusa chamado Vasco, perdão, Eduardo Lourenço. 😂
Em relação ao mito da saudade não conheço nada explicitado por Vasco Pulido Valente (VPV) a discordar de Eduardo Lourenço (EL) e tenho curiosidade em saber ele escreveu sobre isso.
Em relação a outros assuntos sei de grandes elogios de VPV ao segundo, num deles dizendo que é o único que vale a pena ser lido sobre Eça de Queirós.
Na divergência que lhes conheço, e em que, para mim, VPV tem a razão toda, diz que EL não percebe a Inglaterra, porque não entende que os ingleses não prescindem da soberania que construíram em centenas de anos, a favor de uma burocracia, e que EL ficciona o valor da França bem como o seu arrastamento da intelectualidade portuguesa. Por mim, eu adicionaria que deve ser porque os nossos outros não sabiam inglês...
A "saudade" ainda vende assim tanto? Em romeno e em árabe existem traduções literais exactas pelo que, existindo tais presenças, eu refinaria a evasiva de dizer que "saudade" "não tem tradução"...
ResponderEliminarNas demais línguas é necessário usar expressões menos simples, como quase sempre acontece com sentimentos, ainda que ficcionados. É que nem sequer os equivalentes castelhano e catalão significam o mesmo apesar de terem a mesma raiz etimológica da invencionice tuga.
Em França a escapatória é bastante simples, na medida em que quem primeiro desmontou o mito da saudade (Eduardo Lourenço) recebeu por lá três medalhas, e pela sua inteligência manifesta, não por gostar de sofrer:
- Oficial da Ordem Nacional do Mérito (1996)
- Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras (2000)
- Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra (2002)
Então, é de sugerir aos estrangeiros que o estudem Eduardo Lourenço, designadamente agora que ele é Conselheiro de Estado, nomeado pelo PR português!
Tenho pena, mas não me lembro dos termos em que, por mais de uma vez, Vasco Pulido Valente desfez esse " vulto" da intelectualidade franco- lusa chamado Vasco, perdão, Eduardo Lourenço. 😂
ResponderEliminarEm relação ao mito da saudade não conheço nada explicitado por Vasco Pulido Valente (VPV) a discordar de Eduardo Lourenço (EL) e tenho curiosidade em saber ele escreveu sobre isso.
EliminarEm relação a outros assuntos sei de grandes elogios de VPV ao segundo, num deles dizendo que é o único que vale a pena ser lido sobre Eça de Queirós.
Na divergência que lhes conheço, e em que, para mim, VPV tem a razão toda, diz que EL não percebe a Inglaterra, porque não entende que os ingleses não prescindem da soberania que construíram em centenas de anos, a favor de uma burocracia, e que EL ficciona o valor da França bem como o seu arrastamento da intelectualidade portuguesa. Por mim, eu adicionaria que deve ser porque os nossos outros não sabiam inglês...