Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
sábado, 11 de abril de 2020
Vamos lá ver...
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Ciências da Educação?
domingo, 18 de agosto de 2019
Estudos étnicos
Para além disso, os EUA têm uma longa história de ostracisarem pessoas de certos grupos. Houve os irlandeses, os alemães, os chineses, os japoneses... e, claro, os negros e os americanos nativos. O Ron Elving publicou no mês passado uma pequena lista de ofendidos.
terça-feira, 20 de março de 2018
Aos alunos da FEUC
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Excedente de conhecimento
A modos que não estou a 100% e talvez isto explique por que, quando li a citação do PM Costa no Observador, tenha entendido que ele teria dito que o país era composto por pessoas ignorantes, sem formação, nem educação. Disse ele: "O maior défice que temos não é o défice das finanças, é o que acumulamos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação, de ausência de preparação."
Algumas horas mais tarde, o meu cérebro voltou a ruminar o assunto e ocorreu-me que percebi ao contrário: uma pessoa que tem défice acumulado de ignorância tem um excedente de conhecimento, logo fiquei mais descansada, pois o país tem um povo que está muito bom e se recomenda. Talvez o PM Costa quisesse explicar futuros cortes na educação. Não vale a pena investir mais, dado o excedente de conhecimento, até porque diz ele que esta situação tem de ser corrigida o mais brevemente possível.
quarta-feira, 22 de março de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
A vírgula do Tom Hanks...
BREAKING: White House press corps receives brand-new espresso machine from @tomhanks. Come for the coffee... stay for his note. 👇 pic.twitter.com/cirbLKHEt0
— Peter Alexander (@PeterAlexander) March 2, 2017
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Não percebo
Estamos no século XXI, o estado português, mais uma vez, toma medidas que ameaçam fechar o colégio -- repito: não é novo e, se há instituição que o sabe, é esta -- e parece que os alunos, a população, e a direcção dão-se como vencidos: é desta que o colégio fecha, dizem. Não percebo.
Estas pessoas são, supostamente, mais educadas do que todas as que as precederam, têm mais dinheiro e mais facilidade em angariar fundos, acesso a tecnologia, meios de divulgação de informação muito melhores do que as outras gerações que salvaram o colégio antes, etc., mas tudo isto culmina numa estratégia para salvar o colégio em que se ameaça fechar o colégio de vez, se o estado não o financiar. É isto o progresso? Se isto é o progresso, então acho melhor que esta escola feche de vez.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Poder de mercado
O projecto de renovação do campus terá um custo de $450 milhões e o nome de Fayez Sarofim, que doou $70 milhões. O Sr. Sarofim é apenas um dos homens mais ricos de Houston e dos EUA e, como devem calcular, é um grande apreciador de arte. Também é um grande apreciador de charutos, que fuma copiosamente ao pé das grandes obras de arte que decoram o edifício onde trabalha -- até os cubículos têm obras de arte, não vão os assistentes ter um mau dia por falta de inspiração -- e a sua casa, mas quando se é o dono de Picassos, Motherwells, Rauschenbergs, de Koonings, etc. pode-se fazer o que muito bem se entender. Uma obra de arte num museu de entrada livre é um bem público; mas na casa de alguém é um bem privado.
O Sr. Sarofim faz parte do top dos 200 maiores colecionadores de arte do mundo e, obviamente, em Houston, o seu nome é conhecido por toda a gente que trabalha nos museus -- até os caixas do parque de estacionamento o "conhecem". A GLA tem a sorte de ter um sobrenome parecido com o do bilionário e relatava ela que, numa das sua idas ao museu, houve qualquer confusão com o seu cartão de membro e o preço de estacionamento não incluía o desconto. Ao falar com o caixa, este perguntou-lhe o nome e, quando recebeu a resposta, o rapaz entrou em pânico, pediu imensa desculpa, e abriu-lhe o portão sem que ela tivesse de pagar por estacionar. Pensava ele que ela pertencia à família de Sarofim, o que lhe concederia poder de mercado. Um Sarofim no mercado não é o mesmo que um Smith, por exemplo. O Smith teria de esperar que a confusão se clarificasse para que o desconto lhe fosse concedido.
Quando se tem poder de mercado, o mercado verga em nosso favor. Na questão do "custo" do ensino privado e do ensino público, as questões de poder de mercado são essenciais. É por os sindicatos de professores terem poder de mercado que os professores do público ganham, em média, mais do que os do privado. Mas qual é o poder de mercado do estado quando negoceia um contrato de associação? Será que o preço por turma é ditado pelo colégio privado, o que acontece quando uma família anónima compra a educação do seu filho no colégio, ou é ultimamente determinado pelo estado? Se é determinado pelo estado, então não é representativo do verdadeiro custo para o colégio, pois o preço inclui a pressão do poder de mercado do estado.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Ensino público
- Escola Preparatória de Silva Gaio
- Escola Secundária de D. Duarte (7-9)
- Escola Secundária de Avelar Brotero (10, 11)
- Escola Secundária de Jaime Cortesão (12)
Todas as minhas virtudes vêm da educação que recebi em Portugal; as minhas falhas são todas da minha responsabilidade porque sou um bocado preguiçosa, distraída, e lenta (peço desculpa de antemão).
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Actualização do Estudo do Ministério da Educação
- a orientação das páginas foi mudada para "vertical" e o documento tem agora 107 páginas -- já se poupou papel a quem imprime estas coisas
- a data do documento foi antecipada: era Maio de 2016 e agora é Março de 2016
- o Colégio Liceal Santa Maria de Lamas já tem nome completo e está "analisado"
O Word Doc de Tiago Brandão Rodrigues
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Escolas "caras" em Houston II
Se consultarem a página web da escola, saberão que o processo de selecção de novos alunos inclui, entre outros, critérios relacionados com notas, actividades extra-curriculares, cartas de referência, especialmente o serviço comunitário do aluno, entrevista, hereditariedade, maturidade da criança. A descrição do processo é a seguinte:
sábado, 21 de maio de 2016
Um homem vil
O que não é difícil de compreender é que António Costa acabou de admitir que o governo nos forneceu uma notícia que não era notícia. Pois é, ilustres leitores, o nosso Primeiro Ministro usou a educação das crianças portuguesas para manipular a opinião pública. Uma pessoa que faz isso é para mim um homem vil, sem escrúpulos, merecedor do meu maior desprezo.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Uma turma cara
A menina invisual, cujo irmão também era invisual e surdo-mudo e não frequentava aquela escola, tinha de ter todos os materiais de estudo escritos em braille. Todos os seus trabalhos de casa e testes tinham de ser traduzidos de braille para negro (a forma como nós, que não somos cegos, escrevemos). Quase todos os nossos professores tinham bastantes anos de experiência e tinham um cuidado especial com a nossa turma. A nossa turma era bastante unida e todos eramos amigos uns dos outros e assistíamos os nossos colegas com deficiências físicas. Esta turma era cara, mas a escola nunca faltou com nada, mesmo sendo ensino público.
domingo, 15 de maio de 2016
Ceteris paribus: um incómodo
Comparar custos entre duas opções exige que as opções sejam comparáveis, ou seja, tem de se controlar os pressupostos. Olhar para os custos não controlando a demografia, o tipo de ensino visado, a taxa de ocupação das escolas, etc. não nos permite fazer uma comparação educada. Para além disso, o relatório foi feito pré-Troika e, durante o período de ajustamento da economia, algumas despesas do sector público, como os salários, foram impedidas de aumentar. Mas no sector privado, não houve congelamento de salários, logo que podemos nós concluir do rácio de salários público-privado? Eu não concluo nada porque não tenho informação suficiente para fazer a análise.
Em economia, invoca-se muitas vezes o pressuposto "ceteris paribus", que é como quem diz que o resultado da análise está condicionado por tudo o resto ser mantido constante e nós podermos isolar o efeito. Um estudo de comparação de custos de educação nos dois regimes, público e privado, com pressupostos controlados nunca foi feito em Portugal por duas razões: insuficiência de dados e não existência de vontade para o implementar. Deduzo então que "ceteris paribus" se tornou num incómodo e alguns economistas preferem esquecer que essa ferramenta existe.
Imaginem estudar tratamentos médicos assim: cada um concluíria o que lhe apetecesse. Quem se lixava eram os doentes.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Distribuições truncadas
Um aspecto que é pouco discutido é a obrigação de prestação de serviços, se bem que a nossa fabulosa Helena Araújo já o tenha mencionado várias vezes no Facebook. Se um aluno, independentemente da sua classe social, reprovar no ensino privado várias vezes, a escola privada não tem obrigação de continuar a prestar-lhe serviços. Ele pode tentar encontrar outra escola privada, mas, mais uma vez, não há obrigação de lhe prestar serviços. E se for rejeitado por todas as escolas privadas, onde é que ele acaba? No ensino público porque o estado não só não tem a capacidade de lhe recusar serviços, como tem a obrigação constitucional de lhos prestar até ele terminar a escolaridade mínima obrigatória. Note-se que, ao aumentar a escolaridade mínima obrigatória, o estado aumentou o custo por aluno porque o aluno estuda mais anos, os últimos anos são mais caros, e o aluno tem mais anos escolares nos quais pode reprovar.
Logo, os resultados do ensino público e do ensino privado são enviesados não só em termos de notas, mas também em termos de custo por aluno, pois enquanto que o ensino privado pode truncar as suas distribuições probabilísticas (de custo por aluno e de notas), o ensino público não o poderá fazer.
Seria interessante comparar a média e a variância de idades por ano escolar entre o privado e o público, pois o efeito que descrevo acima seria identificável na demografia de cada escola: as escolas que fazem selecção teriam uma variância e uma idade média inferiores às escolas que não o fazem (o efeito de classe social também teria de ser controlado para isolar o que descrevo).
Dados mais detalhados até seriam úteis para identificar as escolas públicas que fazem selecção de alunos, pois não são só as escolas privadas que discriminam. Bastaria ver as notas médias do aluno no ano escolar anterior à e a idade média de entrada na escola por ano escolar, pois os alunos com piores médias e mais velhos (reprovaram mais anos antes) teriam menor probabilidade de entrar em certas escolas.
Adenda: aos meus amigos que me dizem que as escolas com contratos de associação não discriminam, gostaria de vos lembrar que essas escolas não são verdadeiramente privadas, pois o estado paga e influencia a forma como a escola é gerida. Se o estado tem de pagar para as escolas não discriminarem, é porque os privados reconhecem que não são muito bons a conseguir resultados com certos alunos. Logo, os meus amigos que dizem que o ensino privado é muito melhor do que o público têm uma contradiçãozinha que terão de resolver.
A eficiência do ensino privado
Sabemos que, no público português, os sindicatos têm um fanico sempre que se fala em não renovar contratos, logo há efectivamente professores a mais nos quadros. Mas o privado tem muito mais margem de manobra, pois não pagam tão bem como no público, nem estão obrigados a reter a sua mão-de-obra durante tanto tempo. Logo, pergunto, porque razão terão as escolas privadas em Portugal rácios de alunos por professor dos mais baixos da Europa, quando há a percepção que são tão eficientes a ensinar e que as forças de mercado funcionam tão bem?
Gráfico: OCDE, via Insurgente
terça-feira, 10 de maio de 2016
Não percebo a vossa Economia
RE: Quem protege os cidadãos dos estúpidos?
Se as escolhas fossem completamente livres, o problema de optimização do consumidor seria um de maximização da utilidade sem restrição orçamental. Mas não é esse o problema do consumidor em economia: a escolha do consumidor está sujeita a uma restrição orçamental, logo não é livre. A não ser que o Rodrigo defenda que as propinas das escolas privadas sejam zero, não estou a ver como é que o argumento dele se compatibiliza com perfeita liberdade de escolha entre privado e público. Mas notem que cobrar propinas zero nas escolas privadas seria reduzir todo o sistema de ensino a um sistema público, pois todo o custo do ensino seria suportado pelos contribuintes.
Posto isto, continuo a reiterar que utilizar o argumento de liberdade de escolha é estúpido porque em mercados não há liberdade de escolha total; o que há é liberdade de escolha, dado o dinheiro que temos no bolso.
No meu post não falei da liberdade de mudar de professor, mas o Rodrigo acha que o que eu escrevi impede a liberdade dos alunos que frequentam o público de mudar de professor. Eu andei sempre em escolas públicas e mudei de escola várias vezes e nunca me foi imposta uma escola em particular. Não sei como é que andar em escolas públicas afecta a liberdade de os alunos mudarem de escola ou professor porque eu não tive essa limitação. Mesmo dentro da escola havia alunos que mudavam de turma, logo o sistema público tinha dentro de si algum nível de liberdade.Se, entretanto, essa limitação foi imposta, acho mal; mas então vamos falar de liberdade de escolha.
Se mudar de professor e de escola é uma liberdade que deve ser salvaguardada a qualquer custo, então é impossível uma localidade ter apenas uma escola privada, pois os alunos dessa escola poderiam querer mudar para outra escola privada e a sua não existência violaria as suas liberdades de escolha. A implicação lógica do que o Rodrigo diz é que tem de haver pelo menos duas escolas públicas e duas escolas privadas em todas as localidades para que todas as liberdades de escolha inter-escola dos alunos possam ser satisfeitas: ir de pública para pública, de pública para privada, de privada para pública, e de privada para privada. Para salvaguardar a escolha intra-escola, i.e., de se poder mudar dentro da escola, em cada escola privada e pública, teria de haver pelo menos duas turmas diferentes para cada ano. Isso é que permitiria uma liberdade de escolha exaustiva.
Em suma, parece-me que a única liberdade de escolha que interessa ao Rodrigo é a de ir de pública para privada, sem ter em conta os custos das propinas da privada, e eu continuo a dizer que isso não é um leque de liberdades de escolha completo, nem sequer é uma escolha perfeitamente livre porque o custo das propinas da privada não é zero. O argumento da liberdade de escolha é mau.
(Não sei onde é que ele leu que eu chamei estúpidos aos governantes no post em questão porque nem sequer mencionei um governante em particular, mas acho que quem usa o argumento da liberdade de escolha está a ser estúpido porque é um mau argumento.)
