quinta-feira, 9 de julho de 2015

Emprego público

Para quem se preocupa com o "excesso" de funcionários públicos na Grécia e em Portugal, aqui vão dois gráficos frescos da mais recente publicação da OCDE "Government at a Glance 2015". Convém notar que em ambos os países o denominador caiu significativamente de 2009 para 2013, quer em termos de população ativa, quer em termos de emprego.






13 comentários:

  1. E já agora, achas mesmo que os valores são assim mesmo tão baixos, ou pode haver algum erro de medição? Por exemplo, será que os trabalhadores da TAP são contados como públicos? Porque a TAP segundo eles é uma public corporation acho eu...

    PS: Da nota metodológica: "Public corporations are legal units producing goods or services for the
    market and that are controlled and/or owned by government units."

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    1. Olá André. A principal fonte é o teu empregador - ILO. Os dados para Portugal são do ministério das finanças (Source: International Labour Organization (ILO), ILOSTAT database. Data for Italy are from the National Statistical Institute and the Ministry of Finance. Data for Portugal are from the Ministry of Finance. Data for Korea were provided by national authorities.)
      Na definição de public sector parece-me que se inclui o emprego em empresas públicas, logo TAP e hospitais EPE estarão incluídos (Public sector
      The public sector includes general government and public corporations. Quasi-corporations owned by government units are grouped with corporations in the nonfinancial or financial corporate sectors, thus part of public corporations (2008 System of National Accounts).).

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    2. Que a TAP e a EPE se enquadram na definição, eu concordo. Saber se estão mesmo incluídos nos dados fornecidos pelo ministério das Finanças, já é outra coisa.
      Porque embora as diferenças quando comparados aos países nórdicos fossem de esperar, ter menos 10 pp de emprego no sector público que a Estónia, a Hungria ou a Eslováquia para mim é bastante surpreendente (no relatório em que estou a trabalhar não olhamos para estes dados pela falta de dados disponíveis em muitos dos membros da UE).

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  2. Não seria mais relevante avaliar a percentagem de massa salarial do sector público em relação à massa salarial total?

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    1. Assim, à partida, diria que não. Mas agora fiquei curioso. Se algum dia vir esses dados, ponho-os aqui.

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  3. O relatório tem uma tabela com o peso dos pagamentos dos salários dos funcionários na despesa pública: 24,8% em 2013 e 24,2% em 2014, um pouco acima da média da OCDE, mas abaixo de países como os EUA, por exemplo. Ver esta tabela:
    http://www.keepeek.com/Digital-Asset-Management/oecd/governance/government-at-a-glance-2015/structure-of-general-government-expenditures-by-economic-transaction-2013-and-2014-and-change-2007-to-2013_gov_glance-2015-table40-en#page1

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    1. Mas penso que a ideia do Pedro seria comparar o salário médio privado com o público, não?

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    2. Tenho um colega que andou o doutoramento todo a querer estudar o "public premium wage", e depois acabou por desistir, porque grande parte dos empregos da função pública não existem em moldes suficientemente semelhantes no sector privado, o que torna comparações dessas muito difíceis.

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  4. A minha ideia não era comparar os salários médios entre público e privado, porque de facto existem empregos públicos sem contrapartes privados. Mas para avaliar o peso do emprego público na economia parecer-me-ia mais lógico comparar euros em vez de número de pessoas: afinal um país hipotético com 10% de funcionários públicos que representem metade da massa salarial total parece-me ter uma função pública bem mais "insustentável" do que um país com 30 % de salários públicos que representem 45% da massa salarial total. Ver o peso dos salários de funcionário públicos na despesa pública não é o mesmo, uma vez queo peso da despesa pública varia entre países...

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  5. Isso é só perder uns minutos a fazer as contas em princípio. Se tiver tempo logo trato disso!

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  6. Sim, tem razão. Mas se o peso dos salários é de 24%, e o peso da despesa pública corrente deverá estar muito próxima dos 44% do PIB, atendendo que as remunerações totais pesam 44% no PIB, o peso da massa salarial do setor público na massa salarial total deverá ser próxima dos 24% ((24%*44%)/44%).

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