terça-feira, 11 de julho de 2017

O Novo Testamento ao contrário...

Quando vim para os EUA estudar, fui viver para uma residência universitária para estudantes mais velhos: naquela altura, admitiam alunos que estivessem pelo menos no terceiro ano da faculdade. Isto tinha muitos benefícios do ponto de vista académico, pois as conversas eram muito mais interessantes, abrangendo tópicos como religião, literatura, poesia, filosofia, política, etc.

Nos nossos tempos livres, era costume irmos em grupo, tipo matilha -- éramos todos Stouties porque vivíamos em Stout Hall --, para cafés e livrarias. Em Stillwater, OK, a única livraria a sério era a Caravan, que ficava na baixa da cidade -- uma downtown minúscula. Depois havia o Hastings, mas isso era uma cadeia de lojas que vendia livros, CDs, DVDs, brinquedos parvos, era clube de vídeo, comprava CDs e livros usados, etc., ou seja, era o capitalismo, o amor ao dinheiro; a Caravan era o amor aos livros e ao conhecimento. Julgo que, enquanto vim a Portugal terminar a licenciatura e candidatar-me ao mestrado, a Caravan fechou, para desespero de muita gente.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Expliquem melhor

Eu gostaria que alguém me explicasse, de forma muito simples, como é que o Primeiro Ministro vai de férias por uma semana, assim que regressa os Secretários de Estado envolvidos no GalpGate pedem para ser constituídos arguidos, depois de quase um ano de investigação do Ministério Público em que não o foram, demitindo-se mesmo a tempo de o Primeiro Ministro aceitar a demissão destes no Domingo, o dia a seguir a António Costa regressar, justificando a sua demissão dizendo que não queriam prejudicar o Governo. Só faltou António Costa chegar montado num cavalo...

Mas a Justiça em Portugal é independente do Executivo ou é apenas uma ferramenta na manipulação da opinião pública?

sábado, 8 de julho de 2017

Trust fund linguístico



Patricia Storace, "Dinner with Persephone -- Travels in Greece"

sexta-feira, 7 de julho de 2017

As máquinas malandrecas...

No final da semana passada, recebi uma carta a dizer que a segunda prestação do pagamento do meu seguro de carro estava em atraso. Achei esquisito porque não me recordo de receber nenhuma correspondência indicando que tinha de ser paga, apesar de me lembrar que estava na altura; mas, mesmo não recebendo, tinha dado autorização à companhia de seguros para processar o pagamento automaticamente por via de cartão de crédito duas vezes por ano, logo não costumo precisar de fazer nada.

Telefonei à agente local da companhia de seguros, a Gayle, que me disse que a companhia tinha tentado processar o pagamento em Junho, mas não tinha obtido autorização do banco e tinha-me informado do ocorrido via e-mail. Fui ao meu e-mail e não encontrei nenhum aviso. Fiquei de telefonar ao banco para ver se o problema era com o cartão de crédito.

A rapariga do banco, submeteu-me a um rol de perguntas para se certificar que realmente era eu a telefonar: qual o nome do teu patrão que temos no ficheiro, qual o número da tua carta de condução, etc. Eu não sabia. Disse à moça que já mudei de emprego várias vezes e tive cartas de condução de vários estados, todas com números diferentes, logo não me lembrava a que período se referiam as respostas.

Durante o interrogatório, que achei um bocado ridículo, deu-me vontade de dizer à moça que eu estava ali a dar-lhe as respostas que ela podia usar para se fazer passar por mim, mas calei-me para ver se me livrava mais depressa. Por fim, lá se satisfez que eu era quem dizia que era e disse-me que nenhuma transacção tinha ocorrido em Junho que tivesse sido recusada, o meu cartão estava completamente operacional e o balanço estava a zero, havendo limite de crédito suficiente para o pagamento do seguro.

Mais um telefonema, agora para a companhia de seguros, cujo computador me informou que a conta estava sob aviso, o pagamento estava em atraso, o valor que eu devia já incluía uma taxa por eu estar atrasada, blá, blá, blá... Não deu para falar com uma pessoa a sério do serviço central, pois a única opção para falar com alguém era a agente local com quem tinha falado. Peço para me transferirem para ela e algum tempo depois aparece a Gayle ao telefone, que ainda se lembrava da conversa que tinha tido comigo há dias. Digo à Gayle o que o banco me disse: ninguém tinha recusado o pagamento no banco porque ninguém tinha pedido um pagamento ao banco.

A Gayle oferece-se para falar com a companhia de seguros para ver o que eles dizem e depois volta a telefonar-me. Nos serviços centrais não encontram o problema porque é tudo feito electronicamente, mas tenho até o dia 21 de Julho para pagar porque a companhia não pode pedir o pagamento ao banco -- é tudo electrónico e não dá para fazer um pedido individual e, a propósito, já retiraram a taxa de atraso, sem que fosse preciso eu pedir. Depois a Gayle diz para eu telefonar para os serviços centrais e fazer o pagamento por telefone.

Telefonei, paguei, e a operadora electrónica deu-me o número de referência do pagamento. Se a máquina se enganar outra vez, dou-lhe com o número em cima...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Prioridades do PS

"A única aldrabice será daqueles que falam desses assuntos sem os estudar convenientemente. Mas nós, nesta fase, não atribuímos grande importância àquilo que a liderança do PSD diz, porque também não sabemos por quanto tempo essa liderança sobrevive"

~ Carlos César

Arquivem isto em "Novas formas de enrolar os cidadãos". Eu sugeria aos membros do PS que se preocupem em governar o país e responder às questões que lhes são colocadas pela oposição -- é essa a função de uma oposição --, em vez de andarem preocupados com a forma como o PSD se governa.

Frases famosas 28

Wilde, Oscar de seu nome próprio, escreveu.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Rotherhithe

No sudeste londrino, há um pedaço de terra que, por causa do estranho serpentear do tamisa, e por falta de meio de passagem entre margens, está afortunadamente isolado da cidade. Até ao início dos anos 90, esta zona era quase exclusivamente ocupada por docas, que acolhiam os barcos que vinham da América, sobretudo do Canadá. As docas entretanto fecharam e deram lugar a bosques e lagos, invulgarmente descuidados para os padrões ingleses, em torno dos quais se construíram casas de dois andares com telhados angulados, que fazem mais lembrar a Suécia do que Inglaterra. De cabeça, acho que o bairro tem apenas duas mercearias, três restaurantes, um centro de saúde e dois pubs. Esta descrição não parecerá anormal a quem nunca viveu em Londres - mas é absurda para quem cá viva. Nos últimos anos, Londres tornou-se sobre-povoada, sobre-construída, sobre-poluída. Este pedaço manteve-se estranhamente desabitado, desconstruído, límpido. 

Um dos pubs do bairro é o mais bonito da cidade, e viu partir, há uns quatrocentos anos, rumo à Virgínia, o Mayflower - parece que todas as viagens a partir do bairro são feitas para longe. O outro pub fica na ponta da península que é desenhada pelo rio, e tem uma esplanada na qual é possível tomar, calmamente, refeições razoáveis com vista privilegiada para a zona financeira da cidade - ali tão perto e tão confortavelmente distante. Foi lá que jantei há umas duas ou três semanas, com amigos do tempo em que ali vivi. Um dos amigos é engenheiro civil, trabalha na maior empresa de construção do Reino Unido e trouxe dois colegas de trabalho com ele. Um destes colegas, acho que a chegar aos 60s, estava a contar-nos dos planos para explorar a Austrália. Ia lá passar nove meses, sozinho, e fazia particular questão de explorar o interior deserto. Perguntei se tinha tirado uma sabática. Não, tinha sido despedido - uns dias antes. Com ele, foram despedidos um terço dos trabalhadores da construtora. Também me contaram que decidiram parar por completo de investir nas zonas 1 e 2 de Londres, e que só iam acabar de fazer os prédios já planeados para os subúrbios da cidade. A seguir a disso, a ideia era guardar os tarecos. 

Diz-se que o melhor barómetro para a economia inglesa é dado pelo número de guindastes no centro da cidade. Para quem ache que dados científicos deste calibre não bastam: a economia britânica cresceu 0,2% no primeiro trimestre do ano, e esta taxa é a mais baixa de entre as economias avançadas. A inflação está quase nos 3%, por causa da queda no valor da libra. A produtividade caiu, a indústria também, há menos trabalhadores não qualificados a querer vir para cá, contrataram-se menos trabalhadores qualificados. Há 96% menos enfermeiros a candidatar-se para o sistema de saúde britânico. O preço dos transportes públicos sobe significativamente face ao aumento dos salários - sendo que, para referência, um passe apenas para o centro da cidade custa já cerca de 150 euros por mês. 

Eu disse, há mais de um ano, antes do referendo, que a saída do Reino Unido da União Europeia não tinha qualquer argumento económico, e que seria uma tragédia a este nível. Seria - se acontecesse. Estou ainda muito longe de estar convencido que vai acontecer. Acho que a realidade está a dar-me razão. Sem que daí retire gozo. Até porque já não vivo naquele bairro, tão estrategicamente isolado da cidade. 

Um país vergonhoso!

Quando envio encomendas pelo correio dos EUA para outro país, tenho de preencher um formulário de alfândega que é colado ao pacote: é o formulário CN 22, que contém o valor da encomenda e o seu conteúdo. Mas, para além disso, quando entregamos o pacote nos correios daqui, o empregado também digita toda a informação no computador -- ou nós metemos antecipadamente na página deles da Internet --, inclusive a minha morada e a do destinatário, e há um rastro digital do percurso da encomenda. Nesse formulário também se pode incluir a morada de e-mail ou o telefone do destinatário, mas eu costumo deixar essa informação em branco quando não a tenho e foi o que fiz na última encomenda que enviei para uma amiga em Portugal.

No entanto, os CTT ou a alfandega têm o e-mail do companheiro da minha amiga e fizeram cruzamento de dados da morada para onde enviei o pacote e enviaram um e-mail a ele, que não é o destinatário do pacote -- eles não são casados, mas vivem em união de facto. Parece que em Portugal, não há leis que regem a privacidade dos cidadãos, ou será que regressámos à época em que as mulheres não têm direitos?

Para além do e-mail enviado ao companheiro, a minha amiga também recebeu um postal em casa. Não acham isto muito "Big Brother" e uma demonstração de uma diligência extrema na coordenação dos serviços de uma empresa privada e de um serviço público em prol do assédio dos contribuintes e da violação dos seus direitos fundamentais? Imaginem o SIRESP a ser gerido assim, aposto que pouparia a vida de muitas pessoas e idas ao hospital. Mas agora vocês já sabem: a vossa vida e segurança não são tão importantes quanto os impostos que se podem sacar de uma encomenda postal.

Como imaginam, no pacote está colada a informação que os serviços aduaneiros querem e está marcado que é uma oferta, mas não há uma alma suficientemente inteligente na alfândega em Portugal para a ler ou sequer para saber que um pacote dos EUA nunca seria enviado sem a informação aduaneira. Exigir que alguém no estrangeiro tenha os números de contribuinte dos amigos em Portugal é o cúmulo da idiotice.

Se pensam que pára aqui a estupidez, enganem-se. Na página dos CTT, vocês são brindados com publicidade enganosa acerca dos envios de encomendas dos EUA para Portugal: é o serviço Express2Me, que vos aconselha a comprar nos EUA, pois o envio para Portugal é fácil e simples e os CTT preocupam-se com a satisfação dos clientes. No entanto, notem os detalhes: os CTT dizem que o cliente tem direito a 21 dias de armazenamento sem custo, ou seja, quanto mais tempo demorarem a processar as encomendas, mais dinheiro faz os CTT -- vejam as datas da minha encomenda na imagem abaixo para verem o que vos espera.


(Vou-vos dar um conselho: os EUA têm portes muito caros, não comprem cá pela Internet. Guardem o dinheiro e vão à Florida de vez em quando com uma mala vazia e comprem à vontade, desde que não acumulem mais do que 23 Kg.)

É vergonhoso...

Há alternativas aos relvados

Por que motivo milhões de pessoas por esse mundo fora gostam de pôr relvados à frente das suas casas? Porque acham bonito, dirão. Talvez. OK, mas por que motivo pensam as pessoas assim? Há uma história dos relvados e o desconhecimento dessa história talvez leve muitos a não considerarem outras possibilidades: porque não um jardim japonês ou algo de completamente novo? Na Idade Média, a nobreza de Vale do Loire em França começou a usar os relvados. Era uma forma de dizerem ao mundo: sou tão rico e poderoso que posso dedicar vários hectares a relva que não serve para absolutamente nada de útil. A partir de determinada altura, o poder de cada família nobre era visto pelas condições do seu relvado. As monarquias e a nobreza caíram, mas ficou este símbolo de poder e prestígio, e alastrou ao resto do mundo. Com os cortadores de relva do século XX, a classe média passou a ter também o seu pequeno relvado. Hoje, nos EUA, a seguir ao trigo e ao milho, a semente de relva é a mais plantada. Este é um exemplo dado por Yuval Noah Harari em "Homo Deus" para percebermos que só conhecendo o passado nos podemos libertar dele e imaginar um futuro diferente, ou melhor, vários presentes e futuros possíveis.


Excedentários

Em 2004, os Professores Frank Levy do MIT e Richard Murnane de Harvard publicaram um estudo minucioso sobre as profissões com mais probabilidades de serem robotizadas num futuro próximo. Dessa lista, excluíram os camionistas, que achavam estar a salvo do processo de robotização em curso. Na altura, não lhes passou pela cabeça que algoritmos informáticos pudessem conduzir camiões de forma segura. Não foi preciso muito tempo para perceberem que estavam enganados. Camionistas, seguranças, mediadores de seguros, guias turísticos, médicos, correctores, advogados, contabilistas, bancários, professores, etc. ninguém está seguro. Como diz Yuval Noah Harari em “Homo Deus”, muito provavelmente a grande questão económica do século XXI é: o que farão os excedentários, os desempregados, pior ainda, os “inempregáveis”? É melhor a sociedade começar a colocar já estas questões.

Uma média

Psicólogos como Daniel Kahneman mostraram que os indivíduos quando tentam avaliar experiências passadas (mesmo as mais recentes) fazem uma média entre a sensação final e a sensação mais intensa dessa experiência. Por exemplo, após um mandato de quatro anos, ninguém é capaz de fazer uma média de todas as sensações, emoções, opiniões pessoais, slogans vazios, propaganda, etc. que foi acumulando ao longo desse período. Chegada a hora de votar, o mais provável é os eleitores (sobretudo os flutuantes) fazerem uma média entre a impressão final e os acontecimentos mais intensos ou marcantes ocorridos no mandato. Há muito que os políticos sabem isso, nem que seja intuitivamente. Por isso, guardam para o fim as grandes inaugurações e as acções e medidas mais populares. Por isso, uma tragédia como Pedrogão Grande é um daqueles momentos intensos que vai pesar na hora de cada português fazer a média deste governo. Os estrategas do governo têm plena consciência deste facto e estão aflitos.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Nova promoção turística

Aqui está o meu contributo para os novos slogans de promoção turística para Portugal e viva o Turismo!
  • Venha de férias a Portugal; o nosso Primeiro Ministro passa as dele em Espanha
  • Venha a Portugal, onde as depressões desaparecem às 18 horas
  • Nas férias em Portugal, evite seguir os conselhos da GNR: podem ser fatais
  • Portugal: o destino mais esturricado deste verão
  • Faça luto à portuguesa: enterre os mortos e vá de férias
  • Encontre a sua futura arma em Portugal
  • Não desperdice o seu tempo em Granada; em Portugal, pode comprar granadas
  • Portugal já não é para amantes; é para comprar armas o quanto antes
  • Sol, praia, e venda ilegal de armas


segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Nada-Cola

O Primeiro Ministro António Costa está de férias em Espanha. Como já estavam marcadas, teve de ir.

As demissões

Na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande ainda não houve demissões. Há quem ache que não vale a pena, pois as pessoas já morreram, logo não adianta demitir agora. Eu fico a modos que confusa com as coisas em Portugal.

É normal ouvir dizer que Portugal não é um país meritocrático, em que quem ascende a cargos de responsabilidade o faça por competência. Pelo que vejo e isto é mesmo uma impressão minha, muitas vezes, o aparato político convida pessoas competentes quando precisa de dar credibilidade ao sistema e, depois de as usar, demite-as ou elas demitem-se porque não querem estar associadas a um sistema tão corrompido.

A fonte da minha confusão é a seguinte: se não há demissões na sequência da tragédia, que devo eu inferir?

  • Que não há gente mais competente para estes cargos?
  • Que não vale a pena queimar as reputações de outras pessoas que substituiriam os demitidos porque é provável que aconteçam mais tragédias?
  • Que as tragédias fazem parte do processo de treino dos responsáveis pela segurança pública?
  • Que a segurança pública em Portugal é regida apenas pela sorte e aquelas pessoas que morreram e ficaram feridas tiveram azar?
  • Que, ao não demitir, o governo não assume responsabilidade pelo sucedido porque melhor não podia ser feito?
Já na sequência do roubo de armas, houve demissões e muito rapidamente. O que é que essas demissões significam?

domingo, 2 de julho de 2017

Conselhos para tudo

Já há vários dias que ando a pensar na questão do que fazer se formos apanhados num incêndio. Quando conduzo nos EUA, é normal encontrar sinais de estrada a indicar "Do not drive into smoke".


(Imagem retirada da Internet, foto de Andrew Maclean, em Oklahoma)

Fiz mesmo agora uma busca dessa expressão e nos resultados apareceu os conselhos do Oklahoma Department of Transportation ou OKDoT, como costumamos dizer. Na página deles há conselhos para quase tudo: fogos, tornados, gelo na estrada, etc. Oklahoma é o estado onde vivi mais tempo, não é um sítio muito avançado, rico, ou que tenha um governo que seja conhecido pela sua competência.

No entanto, em termos de segurança pública e de gestão de desastres naturais, é um sítio muito bom. Quando há tempestades que possam produzir tornados, há uma enorme coordenação de serviços, as TVs param a emissão normal e os meteorologistas acompanham a progressão da tempestade, minuto a minuto, e a zona que está a ser atingida. Recordo-me de ouvir Gary England uma vez na TV dizer a uma pequena cidade "Folks, you have 8 minutes to get to a safe place.", enquanto o tornado se dirigia para os seus lados. Nunca encontrei conselhos tão precisos em mais nenhum lado. (Há uma área em que ainda estão atrasados: a dos terramotos.)

A natureza dos fogos em Oklahoma é diferente da de Portugal porque o terreno é na sua maior parte planície com poucas árvores, a zona mais arborizada é o leste do estado, que faz fronteira com o Arkansas. Mesmo assim os incêndios podem ser perigosos, há áreas em que quando conduzimos não encontramos grande coisa, a não ser a linha do horizonte e nestas alturas temos de estar alerta, pois se algo acontece, temos de nos saber orientar até chegar ajuda. Deixo aqui os conselhos de como agir perante um incêndio nos E.U.A.: