Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Isto é ilegal!
Se viram a entrevista de António Costa na TVI, devem ter reparado que foi filmada no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra. Pelo chão, alguém teve a bela ideia de espalhar diversas ferramentas de combate dos bombeiros. Acontece que isto é ilegal porque viola o código de segurança que deve reger sítios como um quartel de bombeiros. Que alguém tenha tido a ideia estúpida de fazer isto é revelador da completa incompetência do governo no que diz respeito à segurança dos portugueses.
Um Primeiro Ministro, que anteriormente foi Ministro da Administração Interna e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e fez visitas a instalações de bombeiros (ver aqui, por exemplo), devia ter noções básicas do código de segurança. Quem está à frente deste quartel de bombeiros devia saber que aquilo não se faz porque, para além de ser ilegal, dá a ideia que o quartel não é um sítio de trabalho, onde há pessoas que, em casos de emergência, têm de sair à pressa para socorrer outras pessoas que podem estar em risco de vida, mas sim um parque de actividades onde uns miúdos brincam a ser bombeiros.
Depois de mais de 100 pessoas mortas em incêndios este ano e depois de mais de 5% do território continental português ter ardido, dava para as pessoas que velam pela segurança dos portugueses se comportarem como adultos, exibindo o seu profissionalismo, ou será que a mensagem que querem passar ao público é mesmo "Nós não nos responsabilizamos pela vossa segurança."?
sábado, 28 de outubro de 2017
Em busca de um equilíbrio apolíneo: entre a saudável crítica e a recusa de pelourinhos
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Mudem a lei!
Se o objectivo é apenas calar este juiz, não contem com o meu apoio porque ele não é o único e o problema continuará a existir com ou sem ele. A solução é mudar a lei. Qual vai ser o partido que vai propor que se mude a lei para que uma pessoa que seja sujeita a este tipo de tratamento tenha recurso perante a lei portuguesa?
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Pior do que os EUA de Trump...
~ Jorge Reis Novais, citado no Diário de Notícias
Extraordinariamente normal
A convite do Pedro Correia, hoje podem ler-me no Delito de Opinião, com o post "Extraordinariamente normal".
terça-feira, 24 de outubro de 2017
O jogo da espera
Pedro Passos Coelho tinha algum cepticismo quanto à capacidade do PS em apresentar um orçamento viável, que satisfizesse os credores e a União Europeia. O PS chegou ao poder com Mário Centeno a dizer que iria cortar nas gorduras do orçamento, mas nunca foi muito preciso no que isso era. Por outro lado, Pedro Passos Coelho sofria de miopia orçamental, pois presumia que o PS não cortaria em despesas essenciais, ergo o PS iria assegurar serviços mínimos de governação, que necessitavam de um certo nível de despesa, logo limitariam a capacidade do PS devolver salários e cortar certos impostos.
À medida que o tempo passa, o que é claro nesta altura é que o erro de Pedro Passos Coelho foi achar que coisas essenciais, como o orçamento da Protecção Civil, não seriam tratadas como gorduras. O que não é claro ainda é que outras coisas terão sido consideradas gorduras pelo PS. E será que esses cortes põem em causa o bem-estar dos portugueses? Infelizmente, só saberemos se houve insensatez na administração dos cortes quando houver mais falhas no sistema.
Note-se, no entanto, que no caso dos incêndios houve ampla indicação de que o país estava em risco: houve os incêndios do ano passado na Madeira que tomaram proporções chocantes pela sua proximidade a zonas residenciais, depois houve Pedrógão Grande, agora foi o que se viu em múltiplas zonas do país. Será que para a próxima teremos a mesma dificuldade em perceber que algo não está bem?
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
A espera
Depois há as comunicações. Se nem os bombeiros nem a polícia têm acesso a meios de comunicação que funcionam, que esperança resta para os habitantes que pouco ou nenhum treino para funcionar nestas circunstâncias extremas? Devia haver um canal de rádio que parasse a emissão e desse instruções à população e toda a gente devia ter um rádio a pilhas em casa para situações deste tipo. Como explicar que depois de Portugal passar décadas a endividar-se para se modernizar, nem sequer há infra-estruturas que sirvam minimamente o país?
Ainda por cima crescemos a ouvir a história dos terramotos -- o de 1755 é o mais famoso, mas houve também em 1344, 1531, 1909, 1969. Dizem-nos que pode acontecer outra vez em qualquer altura, mas nada indica que haja o mínimo de preparação para quando acontecer. Agora que se despende tantos recursos a reconstruir edifícios antigos, será que se leva em conta estes risco? A comunicação social devia fazer uma reportagem de investigação acerca do estado real de preparação. Talvez se recordem que, três anos antes do Furacão Katrina atingir Nova Orleães, o The Times-Picayune publicou uma reportagem em cinco partes acerca do que aconteceria se a cidade fosse atingida por um furacão.
Os incêndios banalizaram-se. Quando estive em Portugal há menos de um mês, vi plumas de fumo no Porto, em Coimbra, e Lisboa. Olhava-se para o horizonte, que devia ser azul, e encontrava uma cor cinzenta. Cheguei a pensar, talvez para me tentar enganar a mim própria, que se calhar era poluição dos carros, aquele smog feio que se vê em sítios como Los Angeles, mas era fumo. Incomodou-me, mas não sei se os milhares de turistas com que me cruzei se tinham dado conta. Quando visitei uns amigos que vivem num prédio onde do outro lado da rua cresce vegetação ao calhas, pensei se havia possibilidade de arder. Talvez daqui a uns anos arda; acho que, se há coisa que aprendemos este ano, é que é apenas uma questão de tempo.
Serviço Público
Caras mulheres,
Na minha recente visita a Portugal fui ao Centro Português de Fotografia (CPF), no Porto, onde está em exposição um estudo da vida nas prisões de Portugal. Uma curiosidade: o CPF fica na antiga Cadeia da Relação do Porto, onde Camilo Castelo Branco e Ana Plácido estiveram presos por adultério.
Segundo as fotos, as prisões para mulheres não são tão más quanto as dos homens -- eu não me importaria de lá viver. Por isso, se estiverem numa situação como a da mulher adúltera do acórdão do Porto, pode ser mais vantajoso cometerem um crime do que estarem sujeitas à violência do vosso esposo e do vosso amante. É que esta mulher adúltera podia ter morrido ou até saído daquele episódio desfigurada.
Estou aqui a imaginar se o acórdão do Tribunal, se a coitada tivesse sido morta por aqueles dois homens, teria considerações acerca da moralidade da vítima e do quão justa teria sido a sua morte. É um exercício verdadeiramente doentio, por isso mais vale pensar em encontrar uma solução melhor para a sociedade portuguesa, ou não fosse eu economista.
Depois de alguma reflexão, concluo que a solução é a que foi avançada pela Lorena Bobbitt: se o vosso marido não bate bem da bola, pensem em cortar-lhe a pilinha. A sociedade não perde grande coisa e o marido maluco não vos pode tentar matar quando vocês estão dentro da prisão.
Nota de rodapé: notem que eu não estou a incentivar que vocês se tornem criminosas, estou apenas a tentar equilibrar a balança dado o acórdão do Tribunal, pois muitos homens ao ler aquilo devem pensar que é legítimo andar à pancada à esposa, se se acharem afrontados na sua honra. Alguém tem de dizer aos homens que "quem vai à guerra dá e leva..."
sábado, 21 de outubro de 2017
Portugal de luto -- coragem de mudar
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Fingers
I can't tell if we've been lying
Open, close all windows
I can't tell if we've been dying
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Promessa cumprida
Saiam à rua no Sábado!
Saiam do Facebook e do Twitter e vão para a rua: manifestem-se por respeito e solidariedade para com as vítimas que pereceram nos incêndios. Como é que vocês podem justificar ficar em casa?
Sim, vocês que saem para se manifestar contra Donald Trump cuja eleição não matou ninguém em Portugal, ficam em casa quando os nossos morrem desta maneira agonizante? As vítimas incluem um bebé de seis meses! Esta criança merece uma sociedade melhor.
Que tipo de gente permite que uma situação destas se repita? A dignidade humana é um dos princípios básicos da Constituição da República Portuguesa.
Haja decência, caramba!
República Portuguesa
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.




