domingo, 10 de novembro de 2019

O Ídolo Eterno

Como está frio em Memphis, vim dar um pulo a Boston/Cambridge onde a coisa é mais suportável. É a segunda vez que visito. A primeira vez que cá vim foi em 2000, pois queria ir a Portugal mas os voos de Oklahoma para Lisboa custavam mais de $1200, o que excedia um mês da minha bolsa de estudo. Então tive a brilhante ideia de vir de carro até Boston e apanhar um avião para Lisboa, via Londres por cerca de $600.

É uma viagem de dois dias e meio de carro, mas que compensava imenso porque a gasolina era bastante barata e depois não há nada melhor do que road trips na América, é uma experiência maravilhosa. Uma outra vantagem era que dava para o meu namorado, que ia comigo a Portugal, visitar Fenway Park, que fica em Boston, e assistir a um jogo de baseball entre os Chicago White Sox e os Boston Red Sox.

Aconteceu este ano querer regressar a Boston porque há uns meses apeteceu-me comprar uma escultura lá para casa e fui ver o que havia à venda na Chairish e na Etsy. Encontrei uma que me interessou, mas a descrição não tinha o autor, apenas dizia que era uma peça dos anos 60 produzida; no entanto, encheu-me de curiosidade porque parecia ser uma coisa tão rebuscada, que para ser obra de um amador, devia ser de alguém muito capaz. Pronto, comprei.

Meses depois estava a ver umas esculturas online porque uma amiga minha tido ido ao Museu Rodin, em Paris, e apareceu-me algo parecido com a escultura que tinha comprado. E não é que era O Ídolo Eterno do Rodin? Fiquei muito feliz por ter reconhecido que a cópia que eu tinha comprado cheirava a génio. A partir daí, de vez em quando, passo uns minutos do dia a admirar fotos d'O Ídolo Eterno na Internet, só para satisfazer a minha pequenina obsessão.

Numa destas minhas sessões, calhou encontrar a foto da escultura em mármore na colecção de Harvard e desde então tinha-me apetecido visitar. Hoje foi o dia. Depois de ver as galerias do primeiro andar, que em Harvard se chamam museus, onde se encontram os meus movimentos preferidos, comecei a ficar preocupada que o meu Ídolo Eterno não estivesse exposto. Subi as escadas ao segundo andar tentando perceber onde estaria. Ao entrar numa das galerias, encontrei-o de repente.

Não me perguntem que mais estava exposto ao pé porque fiquei completamente absorvida, como se o tempo parasse, e senti-me ficar cada vez mais emocionada. É realmente uma escultura muito bonita. Um dia destes, dá-me na telha e vou a Paris ver a outra para comparar notas.

Pronto, agora também sabem que não sou fã dos Black Sabath.







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