segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre o Salvador Sobral e a sua performance

Faço parte daqueles que desde o início não gostaram muito da sua canção e não gostaram nada da sua performance em palco. Não participei nestas votações, mas se tivesse participado não seria com o meu voto que Sobral passava da primeira semifinal em Portugal.

Todavia, quer gostemos quer não, às vezes as nossas opiniões passam a ser irrelevantes. Pelas reacções que a canção causa, pela forma como algumas, mas ainda assim muitas, pessoas se comovem a ouvir a canção, tem necessariamente de ser uma excelente canção. Isto independentemente de alguém em particular gostar ou não (como é o meu caso). Há alturas para se remar contra a maré, mas também há alturas em que temos de nos render. É este o caso, penso eu.

4 comentários:

  1. Portugal vence o festival Eurovisão, decreta-se o aumento do salário mínimo e a taxa de desemprego baixa, o BCE reduz a compra de dívida nacional e a taxa de juro diminui, o governo é apoiado pela extrema esquerda e o PIB cresce nas taxas mais elevadas do século,... É, não está fácil a vida dos profetas da desgraça.

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    1. Sem dúvida. Todas estas notícias são muito boas.

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  2. «Não tanto pela canção, que o intérprete soube moldar para si próprio, mas pela performance, a forma desarmante como se apresenta, como lida com as arestas e imperfeições, a nudez musical, o quase silêncio, a curva das palavras, desenhando-as para si e, nesse movimento, sendo sem ter de parecer.», muito bem resumido mas não se esqueça que aquela canção foi escrita para ele por quem o conhece desde sempre. E sim, vejam-se alguns dos seus mais inesperados e belíssimos vídeos no Youtube, dizer-se que a «curva [que o performer fez] das palavras» é uma excelente descrição para aquilo que torna Salvador Sobral num grande intérprete e lhe confere uma patine musical densa (vinda do Jazz, no caso).

    Comentário no artigo do Vítor Belanciano, que diz coisas acertadas sobre a performance.

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    1. Adenda, em empo. E a fonte é o P. de hoje, online. https://www.publico.pt/2017/05/15/culturaipsilon/noticia/o-romantismo-de-salvador-e-o-realismo-britanico-1772127

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