Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
domingo, 20 de dezembro de 2015
O Secretário de Estado da Educação
sábado, 19 de dezembro de 2015
Olha, um bom artigo do Pacheco Pereira! Milagre de Natal!
O trabalho que a sorte dá...
Uma vez por mês...
Isto acontecia-me muitas vezes quando comecei a ter o período porque o fluxo era muito forte e aparecia muitas vezes sem eu dar conta que estava para vir. Deixou de acontecer quando eu tinha quase 20 anos, mas cada mulher é um caso diferente. Nunca fui uma pessoa que andasse sempre com o calendarização do meu período muito presente na minha cabeça, tentei sempre não levar o período muito a sério, nem ser muito dramática. Apesar de sentir dores, às vezes bastante fortes, não fico irritada, nem sequer anuncio "Sai da frente que estou com o período!", como já vi mulheres fazer.
A parte consciente do meu cérebro, pensa que ninguém tem culpa de nós estarmos com o período. Não é muito agradável, mas também não é culpa de ninguém, e penso que ficar frustrada piora a nossa experiência ainda mais. No entanto, reconheço que isso também não é bem uma escolha consciente minha, pois, obviamente, depende da química do meu corpo, especialmente das minhas hormonas. Nem todas as mulheres têm a minha química. Se calhar, desiludi-vos, pois pensáveis que quando eu tenho as minhas fúrias é por causa do período. Não tem nada a ver, a minha fúria é mais induzida por factores externos.
De regresso à foto, achei a discussão que a acompanhava interessante: há quem diga que é nojento, há mesmo mulheres que sentem vergonha, há outras que dizem que é natural, há homens que dizem que ajudam, há outros que acham que ela está por conta própria...
Hoje em dia, há cada vez mais homens que participam com mais interesse na educação e criação dos filhos. Esses homens provavelmente não foram preparados pelas suas mães para lidar com o período de uma filha ou até da companheira. Também há companheiras que mantêm o assunto privado e não partilham a sua experiência com os seus companheiros.
Como isto é uma experiência que só as mulheres têm, julgo que cabe a nós, mulheres, tomar a iniciativa e ajudar os homens a aprender o que é ter o período. Isto é ainda mais importante no caso de homens que têm filhas e que querem participar no seu processo de crescimento.
É como o mercado!
No final, estava a ouvir o "The Trouble with Love Is" da Kelly Clarkson e, a certa altura da letra, pensei "Ah caramelo, isto é como o mercado!!!" Substituam a palavra "love" por "the market" e bingo! Considerem-se avisados...
The trouble with loveTHE MARKET is
It doesn't care how fast you fall
And you can't refuse the call
See, you got no say at all
Now I was once a fool, it's true
I played the game by all the rules
But now my world's a deeper blue
I'm sadder, but I'm wiser too
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Escolas felizes
"Na Holanda, as escolas de condução podem aceitar sexo como pagamento de aulas de condução, desde que o negócio seja proposto pela escola e não pelo aluno e estejam envolvidas pessoas com mais de 18 anos."Fonte: JN.pt
Quando é que será adoptado em Portugal? Caros legisladores, façam o favor de permitir ao aluno escolher o instrutor para que a utilidade do estudante seja maximizada. [Se o instrutor for giro, talvez precise de refrescar a minha condução, ao mesmo tempo que investigo o cálculo felicífico do Jeremy Bentham. Admitam: Economia é o melhor curso do mundo!]
Ardeu
Expectativas de moralidade
A banca americana
Conseguir um empréstimo através de um banco comercial, aqueles que recebem depósitos de pessoas normais, é difícil. Por exemplo, financiar uma casa nesses bancos acontece mais quando vendemos uma outra casa e ficamos com algum dinheiro para dar de entrada na casa que queremos comprar ou quando temos poupanças suficientes. Num banco que recebe depósitos, o normal é dar de entrada 20% do valor da casa, por exemplo. Um banco comercial americano é extremamente conservador e oferece taxas de hipotecas muito mais baixas porque são muito mais cuidadosos do que outros sítios. É por isso que o refinanciamento da hipoteca do Ben Bernanke foi rejeitado várias vezes. Para além disso, os bancos comerciais eram obrigados a ter boas reservas para minimizar problemas de corrida aos bancos.
Há empréstimos feitos por bancos comerciais em Portugal, com financiamento a 100% mais 10% para redecorar a casa, etc., que nunca seriam feitos por um banco comercial americano; poderiam ser feitos por uma empresa de hipotecas, que empacotam vários empréstimos para criar activos de investimento, mas nesse caso não haveria depósitos de pessoas comuns em risco directamente. Note-se que estes empréstimos, por serem mais arriscados eram usados para financiar pessoas que não tinham muito bom crédito, nem rendimentos muito altos, nem muitas poupanças, e alguns eram directamente assegurados pelo estado americano porque era uma forma de apoiar quem tinha pior situação económica e também quem comprava casa pela primeira vez. E mesmo assim, como se viu, o sistema falhou em 2008, nos EUA.
Uma história simplificada de algumas coisas que aconteceram em 2008:
Os bancos comerciais normais não falharam por causa destes empréstimos convencionais; os empréstimos convencionais começaram a falhar com o desemprego e a depreciação dos preços imobiliários causados pelo falhanço do mercado de empréstimos esotéricos. A falha do sistema bancário em 2008 veio desses empréstimos mais arriscados e, especialmente, porque as empresas que criavam esses empréstimos não observavam os critérios de diligência na avaliação de quem contraia um empréstimo. Desses empréstimos criaram-se activos derivados, que supostamente mitigavam o risco. Só que esse risco foi avaliado presumindo que se tratava de empréstimos menos esotéricos, onde havia um grande cuidado em seleccionar a qualidade das pessoas a quem se iria dar empréstimo. A aldrabice era passada às agências de rating e os activos eram mal classificados.
O que se fez, do ponto de vista analítico, foi usar dados de um tipo de população para se fazer inferência numa população de tipo diferente. Por exemplo, em medicina, seria o equivalente a testar um tratamento em porcos e dizer que os resultados se aplicavam a humanos directamente, sem se fazer nenhum estudo com humanos--isso iria causar muitos problemas em humanos porque o tratamento não tinha sido calibrado para humanos.
De volta à banca, esses activos derivados estavam em bancos de investimento e alguns bancos de investimento também eram bancos comerciais porque se repeliu, em 1999, parte do Glass-Steagall Act de 1933, que proibia que os bancos comerciais mantivessem negócios na área de investimento. O tamanho do problema e a promiscuidade entre a parte comercial e a parte de investimento contribuíram para os problemas nos bancos comerciais muito mais do que a má gestão de risco por parte da banca comercial pura.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Palavrões inteligentes
Pessoas que utilizam palavrões no seu discurso têm o QI mais alto do que pessoas que tentam evitar palavras feias, é o resultado do estudo feito pelos psicólogos americanos, Kristin e Timothy Jay.Para esta nova pesquisa, os cientistas desafiaram as pessoas a dizer o maior número possível de palavrões em 60 segundos. O mesmo desafio foi feito com nomes de animais e com palavras consideradas comuns.
O resultado foi claro: as pessoas que conseguiram nomear mais palavrões no tempo estipulado foram as mesmas que disseram mais palavras no geral.
Fonte: DN.pt
P.S. Quem precisa de treinar palavrões americanos, pode ir aqui.
s-t-o-p
Risco, filhos!
Então mostrem-me a avaliação de risco que foi feita para autorizar que alguém na Caixa Geral de Depósitos empreste €120.000 para José Sócrates ir tirar um mestrado a Paris, numa escola que nem é nada de extraordinário. Quem foi o fiador do empréstimo?
Se faz favor, mostrem-me também as estatísticas de empréstimos comparáveis para demonstrar que isto é um empréstimo de rotina e há muito mais gente no mesmo barco. Porque, senão, isto é um banco do estado a fazer um favor a um ex-Primeiro Ministro desempregado.
P.S. Notem que o total dos empréstimos da CGD até é €170.000, que é mais do que o meu mestrado, doutoramento, e especialização juntos...
Cristina, não vais levar a mal...
Fonte: La Nacion, Argentina
Passaram anos a dar subsídios aos consumidores para mantê-los felizes, impuseram impostos de mais de 30% aos exportadores, até deram o calote aos investidores estrangeiros. O país chegou ao cúmulo de, em Janeiro de 2015, as mulheres se queixarem via Twitter e Facebook da falta de tampões nas lojas -- até pediam às amigas que lhes levassem tampões quando fossem à Argentina. Ao fim de 20 dias, já o governo tinha assegurado que haveria tampões nas lojas. (Mulheres frustradas com o período são fogo! Lembrem-se do vosso poder, minhas caras companheiras de género; e tenham noção do perigo, caros homens.)
A Argentina tem um governo novo há uma semana e já veio a notícia do costume: quem governou ficou rico sem forma de o justificar. No Brasil, é a mesma coisa. Em Portugal, idem. Mas é sempre muito chato acontecerem coisas destas. Tenhamos pena de Lula, Sócrates, Cristina, etc. Ela que não me leve a mal, mas só me dá vontade de ouvir os Roquivários...
Curiosidades
Tentei encontrar informação acerca de sindicatos bancários nos EUA, mas não encontrei--nem sei se existem. Havia era uma coisa a analisar os salários dos empregados dos reguladores bancários federais, cujo o salário médio era $15.833/mês em 2012. Em 2014, a Janet Yellen ganhava $16.808/mês e o Inspector Geral $26.000/mês.
Depois lembrei-me de consultar salários de um sindicato que conheço, a United Automobile Workers Association, que factura $214 milhões por ano; o seu presidente ganha o equivalente a €13.545.59/mês. As contas do sindicato são públicas. Continuo a achar que o salário do Presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários é excessivo.