terça-feira, 2 de abril de 2013

Salário mínimo e a UGT


Já foi para aí há uns 5 anos que escrevi um artigo defendendo que aumentos do salário mínimo deviam ser conseguidos por via fiscal, não fazendo recair sobre as empresas a totalidade dos custos desse aumento.
Convém lembrar que sendo o salário mínimo uma peça fulcral de uma política de redistribuição de riqueza e de combate à pobreza, não faz sentido que os seus custos não sejam suportados por grande parte da sociedade. Assim, não acolho com antipatia a proposta da UGT de aumentar o salário mínimo por contrapartida de uma descida da TSU. Nos moldes em que foi proposta, os efeitos negativos sobre o emprego seriam nulos, ou quase nulos.
Vejo dois problemas principais. O primeiro é o de saber se há folga orçamental para tal. O segundo, é o de ter medo que se esteja a passar a mensagem de que se pode pôr um ponto final à austeridade. 
De qualquer forma, e era isto que queria realçar, penso que a proposta da UGT tem o grande mérito de ser uma proposta equilibrada.

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