quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Para relaxar

Não nos podemos entusiasmar muito com a campanha eleitoral porque precisamos de cabeça fria para votar--quer dizer, vocês precisam. Nós os emigrantes não necessitamos de nada disso porque temos dificuldade em exercer direitos constitucionais.  Em preparação, vamos inaugurar um momento lúdico-musical com muito amor. Amanhã há mais...

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domingo, 23 de janeiro de 2022

Ubiquidade

Telefonei à minha cabeleireira na semana passada para fazer uma marcação, mas estava com Covid. Já suspeitava que ela não se tinha vacinado e ela confirmou -- usei sempre máscara quando lá fui, desde o início da pandemia, e vejo-a quase uma vez por mês; só falhei na máscara uma vez. Fiquei um bocado preocupada com ela, mas safou-se apesar de ter dito que se sentia como se fosse para morrer. 

O problema da vacina, dizia-me, era que fazia as pessoas doentes: ambos os filhos dela tiveram reacções fortes quando tomaram a vacina, mas devem ter bem menos de 24 anos. Eu tive reacção à segunda dose, mas tenho a impressão que foi por ter sido mal administrada, pois fiquei com uma enorme nódoa negra, logo uma veia foi perfurada, se calhar. A terceira dose, que tomei na Terça-feira, só me deixou o braço dorido.

Enquanto que uns se chateiam de a vacina que não tomaram os fazer doentes, outros ficam gratos de a vacina não os ter deixado tão doentes. Um amigo meu que me telefonou ontem é um dos que sente gratidão porque a família está toda vacinada. O filho dele mais velho apanhou Covid há umas duas semanas e pegou-lhe e à esposa. Os outros dois filhos, que são mais pequenos, ainda não apanharam, mas ele contava-me que se acontecesse alguma coisa aos miúdos e estes não estivessem vacinados, sentiria uma enorme culpa. A prioridade dele era mantê-los protegidos, especialmente de efeitos de longo prazo logo foram todos vacinados. Convém dizer que o pai dele é médico; a esposa é enfermeira numa escola primária privada. 

Na Terça-feira, fui almoçar com dois amigos meus, com quem trabalhei há quase uma década. Cheguei com dois minutos de atraso, mas assim que aterrei na cadeira e os cumprimentei, um deles perguntou-me se eu já tinha apanhado Covid. Ainda não, respondi, e ele informou-me que já tinha tido duas vezes. O outro ainda não apanhou, apesar de estes dois saírem para almoçar quase todos os dias desde que trabalham juntos: 11 anos, praticamente. A discussão prosseguiu para o nosso tipo de sangue, que eles desconhecem, mas eu sou O+, o que parece ajudar. 

Já não deve faltar muito para nos tocar a todos.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

A economia de MLK

 Hoje celebra-se a vida e trabalho de Martin Luther King, Jr., nos EUA. O último discurso que ele deu é conhecido como "I've been to the Mountaintop", cujo texto podem ler aqui e que vos deixo no vídeo abaixo. Nesse discurso, ele fala do poder económico dos negros nos EUA em 1968: colectivamente, têm rendimentos acima de $30 mil milhões (billions nos EUA) anualmente, o que lhes confere bastante poder. Diz ele:

"Now the other thing we'll have to do is this: Always anchor our external direct action with the power of economic withdrawal. Now, we are poor people. Individually, we are poor when you compare us with white society in America. We are poor. Never stop and forget that collectively -- that means all of us together -- collectively we are richer than all the nations in the world, with the exception of nine. Did you ever think about that? After you leave the United States, Soviet Russia, Great Britain, West Germany, France, and I could name the others, the American Negro collectively is richer than most nations of the world. We have an annual income of more than thirty billion dollars a year, which is more than all of the exports of the United States, and more than the national budget of Canada. Did you know that? That's power right there, if we know how to pool it."




O bem e o mal

Li um livro inteiro a semana passada, o que é bastante surpreendente, dado que leio muito devagar. Era um romance de cordel, ou lá como se chama, e li porque uma amiga minha ficou tão perturbada com o final do livro, que eu fiquei curiosa. De tão entusiasmada que ela ficou, leu-o em cinco horas, de um dia para o outro. Não contabilizei as minhas, mas foram muitas mais. Por várias vezes, pensei em que raio estava a ler. Para quê tantas páginas para dizer tão pouco, um crime do qual também me podem acusar, mas perseverei para ver se acabava aquilo e matava a minha curiosidade. 

Agora constato que os outros que leio em paralelo e levo imensas semanas, até meses e anos, a ler vão lentamente porque não quero que acabem -- é como os sacos de bombons que o meu tio me trazia da Holanda e que eu auto-racionava disciplinàdamente: só podia comer um depois do almoço e outro depois do jantar. Isto durava até a minha irmã comer os dela e prosseguir com os meus, menos de 48 horas, portanto. 

Contrariamente aos bombons, os meus livros são de difícil digestão para os outros e até o meu preferido, uma coisita pequena (A Devil in Paradise de Henry Miller), a minha amiga não consegue ler, apesar de ter tentado. Não tem interesse para ela, confessa, e eu digo-lhe que alguns daqueles parágrafos são tão lindos que uma pessoa fica ali perdida especada a admirá-los. É por isso que eu sou lenta.

Nas mais de 370 páginas deste livro, encontrei apenas um excerto que achei memorável e prossegui a sublinhá-lo:

"I think about how sometimes, no matter how convinced you are that your life will turn out a certain way, all that certainty can be washed away with a simple change in tide."

~ Colleen Hoover, It Ends with Us  

O fim deste livro é, para mim, satisfatório e a história acaba por ser uma espécie de fábula de moralidade sobre pessoas sem-abrigo e violência doméstica. Não, não deixem os vossos preconceitos iludir-vos: o sem-abrigo é na realidade o cavaleiro da história e o príncipe acaba por se tornar em sapo, apesar dos muitos beijos da heroína e parece que até eram beijos bons, daqueles molhados, cheios de emoção. Um desperdício. 

Quando cheguei à página 208, escrevi um SMS à minha amiga a dizer onde estava e o facto de não perceber que coisa estava a ler. Páginas antes, houve um incidente violento entre a princesa e o príncipe, que me pareceu um bocado forçado na história, mas não dava para perceber se tinha sido acidental ou ilustrativo de um comportamento endémico no príncipe. 

Umas páginas mais tarde, o tal príncipe disse à heroína "I'm so excited to be your husband, I could piss my damn pants." e isto, na minha cabeça, é um momento "Foda-se!" Enviei mais outra mensagem: "I could never marry anyone who spoke like that about marrying me. I would not even date them -- too vulgar..." Tenho de inserir uma declaração de interesses aqui: uma vez saí com uma pessoa que a primeira vez que falámos ao telefone atendeu com "Hey, babe!" e digamos que foi o princípio do fim. 

Bem, mas então qual a originalidade de tudo isto? A autora inseriu episódios de violência doméstica na história que tinham acontecido entre a mãe e o pai. O primeiro, o tal que achei forçado, foi um desses. Há uma certa duplicidade, mas a heroína começa logo a suspeitar que, se calhar, são o início de um ciclo, o que se veio a demonstrar. 

O final é o divórcio, decidido após o nascimento da filha, em que há uma conversa entre o casal e a esposa diz ao marido que quer o divórcio. Para justificar esta escolha,  ela pergunta ao marido o que faria se aquilo tivesse acontecido à filha. Ele admite que, um dia, se a filha lhe relatasse que tinha um marido que a tratasse assim, ele a aconselharia a separar-se. E foi esta conversa que incomodou a minha amiga porque ela achava que estes dois se amavam, logo deveriam ter ficado juntos -- o tal final feliz à americana. 

Do meu ponto de vista, o final representa uma reabilitação da imagem do pai da autora, o tal que era violento com a mãe e que chegou a ter conversas com a filha acerca do porquê da violência -- ele era alcoólico. Os episódios foram de tal forma traumáticos que, quando a autora se ia casar, disse ao pai que seria o padrasto a acompanhá-la ao altar, em vez do pai. O pai concordou e disse que achava que era justo, dado que o padrasto tinha verdadeiramente assumido o papel de pai, em todos os aspectos. 

Fica-nos então que estas pessoas que cometem actos maus podem também cometer actos bons e que os actos em si são mais o produto do contexto, do que da natureza das pessoas. Nesse caso, as vítimas têm de ter a coragem de se afastar dos agressores. É uma ideia provocadora, mas nem sempre exequível e nem sequer garantia de que possa haver final feliz. Muitas vítimas que se afastam não sobrevivem.



 

Escolhas diabólicas

Finalmente em campanha eleitoral, onde poderemos mais uma vez observar que, em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Ninguém sabe o que fazer para tirar Portugal do círculo vicioso em que se encontra. Não há ideias novas, nem sequer conhecimento de como o país está. Apenas se reciclam campanhas passadas, em que se defende que votar na Esquerda é preservar o SNS. É o cúmulo da infantilidade recorrer ao medo do papão. Até parece que a Esquerda não tem dominado a governação desde os finais dos anos 90--o último governo de Direita, o do tempo da Troika, governou com um programa negociado pelo PS. 

Continuar com um governo do PS tem uma vantagem: é a forma mais célere do país continuar a empobrecer no contexto internacional, logo este é o governo que induzirá mudanças radicais mais depressa porque este chove no molhado não dura para sempre e, quando acabar, não deve ser bonito. De resto, poderão haver inovações políticas se o Chega ganhar poder e André Ventura fizer parte de um governo, presumindo que André Ventura continue a ter predileção por ser um "attention whore".  

Entre um e outro, venha o diabo e escolha...






quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Incertezas que são certezas

O Ian Bremmer, Presidente do Eurasia Group, decidiu perguntar à malta que acontecimentos eleitorais seriam decisivos em 2022. Obviamente, as eleições legislativas portuguesas são completamente irrelevantes e nem sequer fazem parte da lista de votação, o que não deixa de ser sui generis para um país que se julga o melhor do mundo e que tem tanta cobertura na imprensa internacional porque é, supostamente, tão bem (des)governado e um exemplo a seguir. Ganharam as eleições intercalares americanas, que se realizam no início de Novembro, e nas quais se elegem alguns membros do Congresso, mais posições aos níveis locais (estados, condados, cidades). 

A questão fulcral é o que acontecerá ao equilíbrio de poder entre Democratas e Republicanos no Senado e na Câmara dos Representantes (as entidades que compõem o Congresso americano), dado que ambos têm maioria dos Democratas. É certo que os Democratas irão perder poder, já que não têm grandes maiorias que lhes dêem grandes margens. Ao contrário do que acontece em Portugal, em que o partido que governa costuma consolidar poder nas eleições seguintes, nos EUA, quem tem poder é penalizado, o que tem grande lógica. É impossível alguém preencher todas as expectativas dos eleitores, logo quem está fora do poder tem mais potencial para as preencher do que quem está dentro. Se quem está dentro conseguisse ser melhor, já o seria.

Depois há o detalhe de o Presidente Biden não ser carismático e ter metido o pé na poça quando decidiu sair do Afeganistão às três pancadas. Desde então, perdeu toda a gravitas que tinha acumulado por nos ter safado do Trump. É a vida, ele já devia saber ao que ia. Para além disso, dá jeito os Republicanos serem mauzitos para as próximas eleições presidenciais.


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Não oito, mas trinta-e-um

Quando eu andava no oitavo ano, na aula de história, aprendemos a matéria dos descobrimentos. Como estivemos algum tempo sem professora de história, se calhar não aprendemos tudo o que devíamos, mas do que me recordo era uma lista que tinha para aí umas oito razões pelas quais Portugal se fez à vida, por assim dizer. E lembro-me da questão da inovação e dos portugueses terem desenvolvido instrumentos de navegação que lhes permitia navegar em alto mar, sem terem de ter terra à vista. 

Recordei-me disto por causa do LA-C, no Facebook, que falava na falta de estudo dos dados da pandemia nesta altura do campeonato. Eu já achava que os dados deviam ser analisados há ano e meio e é pena que ainda estejamos tão atrasados -- analisar não é só contar casos, mortes, e testes. Para um país que tem a mania de ter sido um grande descobridor, hoje em dia podem chamar-lhe um cobertor, daqueles de papo, que são muito pesados e ásperos e quase que não nos deixam mexer. 

Ainda por cima, não é só na pandemia que andamos à deriva. O tuíte do Galamba do outro dia também nos demonstrou que ele, na posição que ocupa, estando o país a atravessar uma das maiores crises económicas, e na véspera de eleições, ou não tem acesso aos dados da economia portuguesa ou então não os estuda, preferindo invocar matemática que claramente desconhece. Até escrever português lhe é estranho, pois numa frase invoca o pressuposto "tudo o resto constante" para chegar a uma conclusão e na conclusão diz que tudo o resto não ficou constante. Quer dizer, se há coisa que foi constante foi a sua estupidez ao longo do tuíte. Talvez fosse isso que necessitava de ser demonstrado.

Não me conformo como é que estamos reduzidos a tanta idiotice. Que merda de 31 em que nos enfiámos...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Competitividade

Após mais de dois anos do início da pandemia, parece ser evidente que os problemas de logística criaram uma nova matriz de competitividade, o que afecta preços e mesmo inflação. A última vez que tivemos forte crescimento nos preços de activos (imobiliário e bolsa) foi antes da crise subprime. Nessa altura, o efeito nos preços de bens e serviços da forte procura dos EUA era contrariada pela China que, para além de controlar as taxas de câmbio,  também usufruía de salários baixos. Ou seja, os americanos criavam inflação enquanto que os chineses exportavam deflação, aliviando a pressão na inflação. 

Nos últimos anos, à medida que os salários da China aumentaram e as taxas de câmbio foram liberalizadas, as fontes de competição salarial passaram a ser países como o Bangladesh, Vietnam, Paquistão, India. Ajuda também que estrutura de competitividade assenta numa optimização dos transportes e da cadeia de distribuição, especialmente por via marítima. 

A pandemia interrompeu este processo. Os americanos começaram a fazer mais compras pela Internet o que alterou a cadeia logística--a IHS Markit estima que o crescimento no comércio digital que ocorreu no último ano teria levado quatro a seis anos sem a pandemia. Depois houve modificações no tipo de compras, pois o dinheiro que era gasto em experiências (viajar, comer fora, hoteis, etc.) ficou temporariamente livre para ser gasto em bens físicos. A rapidez com que tudo está a ocorrer afecta os preços e essa é uma das fontes de inflação.

Obviamente que os estímulos por via das políticas fiscal e monetária não só não resolvem o problema da cadeia de distribuição, como mantêm níveis de procura elevados que a oferta não consegue estancar, logo os preços aumentam como mecanismo de racionamento. Nesta altura, a cenário mais provável é que em breve as políticas fiscal e monetária tenham de aliviar a pressão na procura, em vez de a incentivar.

Há outra perspectiva a considerar: no último meio ano, vislumbram-se inovações nas rotas de comércio internacional. Em vez de as empresas se focarem em preços baixos, estão a valorizar mais a previsibilidade nas entregas de produto, logo a América Latina está a ganhar encomendas que podem ser entregues aos EUA sem ser necessário o recurso a comércio marítimo. Na Europa, muito do negócio que ia para a Ásia está a ir para países como a Turquia. Portugal também terá vantagem em fornecer a Europa dada a sua proximidade física e o acesso por via terrestre.  

É uma pena que os políticos portugueses não se interessem pelo mundo, nem tenham políticas adequadas aos actuais desafios que são verdadeiramente oportunidades. Ainda mais deprimente é a sua falta de preparação em época de campanha para as legislativas.

 


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Tem que Chega

Talvez por influência de Trump e Bolsonaro, anda muita gente assustada com a perspectiva de André Ventura ter sucesso nas próximas eleições. Não acho que tenha grande probabilidade de ganhar, mas pode ficar mais importante e, nesse caso, atraente para coligações. A meu ver, é tão provável uma coligação PSD-Chega como PS-Chega, pois António Costa dá deu mais do que provas suficientes de que está disposto a tudo para chegar ao poder. Nesta altura, é completamente trivial.

O que acho bastante interessante é o papel do Presidente da República, que tem o poder de não dar posse a um governo que não preencha os requisitos da Constituição. Como a Constituição dá para tudo, num Portugal em que houvesse imaginação, o Presidente da República  agiria de forma a velar pelos interesses do país. Infelizmente, tirando a inovação dos afectos, Marcelo não tem imaginação nenhuma. Já António Costa tem que Chega...


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

É cálculo diferencial, estúpido!


Alguém sabe onde andava João Galamba durante as aulas de Cálculo Diferencial? Posso-lhe emprestar o livro...




 
 

Peneiras

Durante estas férias de Natal, passei algum tempo com portugueses e recebi assim notícias em directo do que se passa em Portugal. Segundo o relato de familiares dos meus amigos, há localidades em Portugal em que as pessoas estão forçadas a permanecer em casa e, se saírem à rua, a GNR passa-lhes multas. Ou seja, depois de as autoridades andarem cheias de peneiras a anunciar aos sete ventos que Portugal era o país mais vacinado do mundo, logo a pandemia estava praticamente resolvida, passam a fechar as pessoas em casa e encerram o comércio como se ninguém estivesse vacinado, nem soubessemos nada de como nos comportar durante a pandemia.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Talvez perto do fim

Depois de uma semana em Houston, a cidade está tão activa como sempre. Talvez por ser a época entre o Natal e o Ano Novo, os museus estão bastante cheios e, mesmo na Baixa, vê-se muita gente a passear à noite para ver as luzes de Natal e tirar fotos. O tempo tem estado bastante quente para Dezembro, acima dos 26° C, mas a temperatura está prestes a descer.

Entre testes para fazer em casa, que estão praticamente esgotados nas lojas, filas em farmácias ou centros públicos de testes, alguns com esperas de horas, e idas às urgências, é normal que os números de casos estejam altos, dado que muitos dos testado nem têm sintomas. A média de 14-dias do índice de positivos está em 20%. Nas notícias, as mensagens de roda-pé pedem às pessoas para não irem às urgências só para serem testadas.

Os próximos dias vão ser reveladores da verdadeira dimensão do problema em Houston e noutros sítios. Durante uma conversa com a minha vizinha de Memphis, soube que o parceiro do meu vizinho que estava infectado também ficou doente. Calhou que fui almoçar com ele no Domingo antes de vir para Houston, mas por sorte nada me aconteceu, pois não tive nenhuns dos sintomas que eles tiveram e o parceiro testou negativo a seguir ao nosso almoço.

Sinto-me como se andasse numa corda bamba, mas um pouco por todo o mundo as coisas repetem-se e cada vez há menos gente que tenha escapado a ter sido infectada. Parece-me que estamos perto do fim.