quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Comentário no Diário Economico

"As crises, ao colocarem em causa os equilíbrios estabelecidos, constituem pontos de bifurcação de trajectórias anteriores. Apesar dos riscos e da perda de bem-estar para a generalidade da população, as crises abrem a possibilidade de regeneração estrutural às organizações, nomeadamente quando estas são entidades burocratizadas cuja evolução se deve mais à inércia do que à racionalidade. 

No contexto atual, a reforma da administração pública tem uma oportunidade única para se efetuar. Num contexto de redução salarial generalizada, a aceitação de um regime remuneratório dos funcionários públicos com uma maior proporção das remunerações variáveis, em função do seu desempenho, seria muito maior do que noutro contexto. Infelizmente, a opção é cada vez mais por cortes de despesa sem critério, a não ser o meramente contabilístico de curto prazo, desperdiçando-se, assim, o potencial que a aplicação de um sistema efetivo de avaliação de desempenho da administração pública poderia ter para a renovação da mesma."

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