quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Frases famosas 16


16. São muitas vezes misteriosas as frases que atingem a fama, mas não é o caso desta. Percebe-se perfeitamente o que fez com que durasse. E se espalhasse. De tal modo que rara é a língua que a dispensa. Sabe-se o que significa e de onde veio, e não há registo de um único caso de uso desastrado ou embaraçoso. Pode ser dita por pessoas de todas as idades, e dizendo-a nem o ateu se contradiz nem o crente blasfema. Pouco se presta a um emprego irónico. Nunca ofendeu ninguém. Não faz com que se desconfie de quem a diz. É cordial. E, mais ainda, dá muito jeito. Por esta altura já o leitor imagina de que frase se trata. Porque também o leitor lhe reconhece as virtudes e as vantagens. Teria que ser duro de coração e indiferente ao bem público aquele que a dispensasse. Cruel até aquele que dela escarnecesse. Se os animais falassem, usá-la-iam. Há quem investigue se a usam ou não e, não sendo conclusivos os resultados, há estudos que se inclinam francamente na direcção do sim. Ernestina jura que a ouviu das suas galinhas, mas, sendo anedótica, esta evidência não serve. Ainda assim, predispõe. Desde que não empurre. Mas os estudos nem sequer começaram pelas galinhas. José Manuel tinha um burro, a quem estimava. Todas as manhãs lhe levava a palha antes ainda de comer o seu pão com queijo. Mas houve um dia em que ferrou o dente no pão antes de dar o pequeno-almoço ao burro. É que o queijo dessa manhã era daqueles que cheiram particularmente mal, o que significa que era particularmente bom. E deixou-se a boca de José Manuel tentar pelo nariz do mesmo. Assim conspiram os órgãos do nosso corpo. As situações que envolvem queijo são das mais traiçoeiras. Há que evitá-las como evitou Ulisses o canto das sereias, tapando o órgão condutor da perversão. Com cera, como fez o mesmo Ulisses, ou com uma mola da roupa, que é o mais normal. Porque não há assim tanta cera à mão. O órgão que deve ser tapado é o nariz e não a boca. É mais eficaz resistir à tentação desconhecendo-a. E é o nariz quem no-la apresenta quando se trata de queijo. Todos sabemos que mais facilmente se é santo na primavera, quando andam à solta as alergias e se entopem os narizes. Tal como sabemos que atingir a santidade pela boca se faz melhor no inverno, na época das faringites. Ora essa, terá então José Manuel ouvido sair da boca do burro ao pedir-lhe desculpa por lhe levar a palha de boca cheia.

Amigos

Há dois tipos de amigos:
  1. Aqueles a quem nos damos e nos guardam. Se um dia nos esquecermos de quem somos, esses amigos devolvem-nos.
  2. Aqueles que olham para nós e vêem a pessoa melhor do que nós que vai existir, antes dela se manifestar ao mundo, e que nos encaminham nessa direcção.
Só esses são amigos; o resto são conhecidos. Ser amigo é deixar a outra pessoa ser. É uma suspensão mútua de esforço.

Camille Claudel, L'Abandon, 1905. Bronze. Poitiers, Musée Sainte-Croix.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Hoje...

Fonte: Algures na Internet, talvez Tumblr

PS e Fibonacci...

Caso não estejam atentos à matemática da coisa, até agora foi assim:
  • 0: número de acordos do PS antes das eleições
  • 1: número de acordos que o PS disse que iria ter ao Presidente da República antes do governo ser indigitado
  • 1: número de acordos que o PS disse que tinha depois de o Presidente da República indigitar o governo
  • 2: número de acordos em que o PS estava a trabalhar, de acordo com Jerónimo de Sousa
  • 3: número de acordos que irão existir, potencialmente

Para quem não sabe matemática, o número de acordos do PS nestas eleições até agora segue uma sequência de Fibonacci. O próximo número na sequência é 5, que, se calhar, corresponderá a mais dois acordos: um com o PSD e outro com o CDS-PP.

Depois disto, quem ficou bem acordada fui eu.

Tão Brilhante, que me cegou...

Comecei a ler esta entrevista do socialista Eurico Brilhante Dias, com grandes expectativas e a pensar, pela manchete, que talvez fosse uma pessoa que eu pudesse apoiar, mas cheguei à terceira pergunta e fiquei logo decepcionada. Não percebo a obsessão dos Socialistas com a taxa moderadora do aborto. Gostaria de saber exactamente qual a mensagem que é dada às mulheres com isto. Parece-me ser algo como:

"Olha, filha, é assim: se engravidares, nós tratamos do aborto; mas se apanhares uma doença sexualmente transmissível ou ficares traumatizada psicologicamente, certifica-te que tens dinheiro para as taxas moderadoras."

Sou a favor do aborto, mas acho que o aborto não deve ser uma coisa que seja incentivada, nem deve ser usado como método contraceptivo. É um método de último recurso. Ter uma taxa moderadora de €7 numa coisa que custa ao estado centenas de euros, não me parece mal. Para além disso, é razoável que o estado não tenha um aborto mais barato do que é comprar um preservativo. Se é para ter sexo recreativo ocasional, é preferível que as mulheres usem um preservativo. Isto não é óbvio? No entanto, compreendo que se faça uma excepção em casos de violação, onde haja evidência médica que a mulher teve sexo não consensual.

No outro dia, na rádio, deram testemunhos de várias pessoas no Texas acerca da sua posição sobre o aborto. Uma delas era uma jovem cubana de 24 anos, que já tinha feito sete abortos, o primeiro aos 18 anos, pois em Cuba ter um aborto é muito fácil. Estava grávida outra vez, mas decidiu ter a criança, pois agora estava nos EUA e "tinha encontrado Deus". O marido queria que ela abortasse, mas ela disse-lhe que não queria abortar mais, já não conseguia, e separaram-se. Ao ouvi-la, não fiquei com a ideia de que as mulheres devessem ter quantos abortos quisessem. (Podem ouvir na Soundcloud, que está em baixo; é a terceira história.) Tornar o aborto numa coisa banal é errado porque as suas consequências não são banais e nenhuma mulher sabe o que acontece depois de um aborto: há quem aceite bem, há quem sofra e recupere, há quem sofra e não recupere.

Não acho que o estado deva incentivar abortos. Acho que deve facilitar, quando é necessário; mas dar abortos grátis é mais um desserviço que se faz às mulheres. Gostaria de ver o estado português a fazer um estudo de acompanhamento a longo prazo das mulheres que tiveram abortos, para que se estudem questões como os efeitos psicológicos; a taxa de arrependimento a curto, médio, e longo prazos; efeitos na vida pessoal e familiar, etc.

The Wall: A história da União Europeia

Na ressaca da Segunda Guerra Mundial, a Europa começa a sua caminhada rumo a um futuro melhor.

A mesma ressaca em que é criado Pink, personagem cuja vida é explorada ao longo do álbum The Wall.

Pink. Europa. Um abstracto, o outro concreto. Um imaginado, o outro real.
Duas entidades em dimensões diferentes. 
E, ao olhar para trás, duas entidades seguindo caminhos surrealmente paralelos.

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Lado 1: 1950 - 1970

Daddy's flown across the ocean
Leaving just a memory
A snap shot in the family album
Daddy what else did you leave for me?

Em 1950 é fundada a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), e em 1957, o Tratado de Roma cria a Comunidade Económica Europeia (CEE).

You slip out of your depth and out of your mind 
With your fear flowing out behind you 
As you claw the thin ice


Em 20 de Julho de 1963, a CEE assina o seu primeiro grande acordo internacional de assistência a 18 antigas colónias africanas.

Ooooh, babe, ooooh, babe, ooooh, babe
Of course Mama's gonna help build the wall
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Lado 2: 1971-1991

Em 1973, a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido juntam-se à CEE.

The flames are all long gone 
But the pain lingers on 
Goodbye blue sky

A primeira eleição para o Parlamento Europeu por sufrágio directo e universal acontece em Junho de 1979.

What shall we use
To fill the empty spaces
Where we used to talk?

A Grécia junta-se à CEE em 1981, seguida por Portugal e pela Espanha em 1986.

I am just a new boy 
A stranger in this town 
Where are all the good times 
Who's gonna show this stranger around? 

Entretanto, em 1985, a Gronelândia abandona a CEE.

Ooooh Babe 
Don't leave me now 
Don't say it's the end of the road 
Remember the flowers I sent 

Em 1986 é assinado o Acto Único Europeu.

I have seen the writing on the wall 
Don't think I need anything at all 
No don't think I'll need anything at all 
All in all it was all just bricks in the wall 

Em 1989 cai o muro de Berlim. Dois anos mais tarde dá-se o colapso da União Soviética.

Goodbye cruel world 
I'm leaving you today 
Goodbye 

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Lado 3: 1992-2003

Em 1992 é assinado o Tratado de Maastricht. A CEE passa a a UE.

Hey you ! don't help them to bury the light 
Don't give in without a fight.

Em Novembro de 1993 o tratado entra em vigor.

I've got a strong urge to fly

Áustria, Finlândia e Suécia juntam-se à UE.

Hey you ! would you help me to carry the stone 
Open your heart, I'm coming home

Em 2003, Alemanha e França registam défices superiores a 3%. Nenhuma das sanções previstas é imposta a qualquer um dos países.

There is no pain, you are receding
A distant ship smoke on the horizon
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Lado 4: 2002-2013

No início de 2002, as notas e moedas de Euro começam a circular na zona Euro.

Will I remember the songs? 
Oooooh aah the show must go on.


Em 2004 a UE expande-se para o Leste, recebendo dez novos membros. 

That one looks Jewish and that one's a coon
Who let all this riff raff into the room?
There's one smoking a joint and another with spots
If I had my way I'd have all of you shot

Em Outubro do mesmo ano, o tratado para a constituição da UE é assinado.

So ya
Thought ya might like to go to the show
To feel the warm thrill of confusion
That space cadet glow

Em 2008, a crise financeira chega à Europa. Começa a Grande Recessão.

Run, run, run, run
Run, run, run, run
Run, run, run, run
Run, run, run, run

No final de 2009 a crise da dívida pública Europeia começa a assolar vários países da zona Euro.

Stop
I wanna go home
Take off this uniform
And leave the show
And I'm waiting in this cell
Because I have to know
Have I been guilty all this time

Em 2011 Portugal segue as pisadas da Grécia e da Irlanda que, no ano anterior, tinham assinado planos de resgate com a troika, abrindo as portas à austeridade.

Good morning Worm your honour
The crown will plainly show
The prisoner who now stands before you
Was caught red handed showing feelings
Showing feelings of an almost human nature
This will not do

Em 2015, enquanto uma onda de refugiados Sírios tenta desesperadamente entrar na Europa, a Hungria constrói um muro para manter esses mesmos refugiados fora das suas fronteiras.

Sitting in a bunker here behind my wall 
Waiting for the worms to come 
In perfect isolation here behind my wall 
Waiting for the worms to come 



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A vantagem de ter Mário Centeno no governo

No meu artigo de estreia como colunista do Observador, falo sobre as vantagens de ter Mário Centeno no Governo de Portugal. No fundo, é uma defesa do programa do Partido Socialista, já que ninguém do PS o faz, faço eu.

Esta cassete não estava prevista, camarada!

Talvez desde os tempos do PREC, este seja o momento da nossa história política em democracia que mais deve provocar indigestões nas hostes do PCP. E não é de criancinhas (ou leitões) ao pequeno-almoço!
O partido parece estar entalado. E mesmo auto-entalado, o que é pior numa organização que nos tem habituado a um inteligente posicionamento nas estruturas sindicais e a uma congruência (que roça o mantra) ideológica assinalável, tanto como o é a circunstância de ser, na Europa a 28, dos poucos partidos marxistas-leninistas que se mantém como tal, não abdicando da foice e do martelo por outros instrumentos pequeno-burgueses, como tem acontecido com os seus sucedâneos do Velho Continente, após a Queda de 1989.
Vocacionado para partido de protesto – e desempenhando enquanto tal um relevante papel social –, julgo que era mais ou menos pacífico – ainda que na lógica do “centralismo democrático” (expressão a merecer um “think tank” urgente) do Comité Central, que o PCP (ou a CDU, essa transmutação “sexy” em tempo eleitoral, com um PEV aprisionado e que nada tem que ver com o que sucede, p. ex., na Alemanha) – que o partido tinha a sua história traçada para as próximas “cassetes”.
E eis que se vê na contingência de apoiar um governo socialista (inimigos fidalgais desde os tempos Cunhal/Soares), torcendo-se todo com o cumprimento do Tratado Orçamental, em geral, das exigências em matéria financeira da União e, pasme-se, mesmo com a NATO. Para uma boa parte (quase todo?) do PCP, a Cortina de Ferro continua a existir, a Coreia do Norte é uma democracia e o que sucedeu a Luaty Beirão é um problema interno de Angola, não devendo Portugal ser uma “placa giratória de ingerência na soberania” daquele país.
Já meteram Jerónimo dentro de fato e gravata, mas a dizer que nunca apoiará medidas que representem perdas líquidas de remuneração para os trabalhadores. Pudera! Se o PCP abandona o seu reduto, arrisca-se a implodir como sucedeu com a maioria dos PC da Europa. Se inviabiliza um acordo “patriótico e de esquerda”, fica com o ónus do bandido. A camisa tem muitas varas, ou talvez a T-shirt de Che, mais ao gosto do ideário comunista.
Arriscada jogada, camaradas! Tudo indica que tirar o tapete a Costa é uma opção muito viável e, até certo ponto, poderia ser um ajuste de contas com o passado. O PCP é conhecido por ser mental, frio e implacável quando toca aos dogmas. Esse é o seu maior defeito e, paradoxalmente, o seu seguro de sobrevivência. Jerónimo e os seus camaradas já devem estar arrependidos das jogadas de bastidores antes do acto eleitoral do passado dia 4/10, ainda que candidamente desmentidas pelo Secretário-Geral, que, diga-se em seu abono, tem pouco jeito para “inverdades”, como soe dizer-se em “politiquês”.

Ou então, isto é tudo uma efabulação e ressoa a voz inconfundível do “olhe que não… olhe que não…”.

Frases famosas 18


18.  Pronto, leva lá a bicicleta. Alcides Zuzarte, distraído crónico, entendeu literalmente a frase do rapaz do café. Não viu qualquer bicicleta quando olhou em volta, o que não o impediu de em silêncio felicitar a humanidade por ser tão generosa. Ali estava alguém que queria oferecer-lhe uma bicicleta, não importa se nova se velha, e ainda que não tivesse nenhuma bicicleta para concretizar a oferta, oferecê-la assim verbalmente era já admirável. Talvez lha oferecesse logo que pudesse, e mesmo antes de guardar uma para si. Ainda que apanhado de surpresa pela falta da bicicleta, não se pode dizer de Alcides que foi apanhado de surpresa pela boa vontade humana, tão bem representada por aquele moçoilo baixo e de cabelo espetado. Já em outras ocasiões testemunhara esta disponibilidade afectuosa ligando homens e mulheres num metafórico abraço fraterno e numa concreta partilha da propriedade. Por vezes não podia deixar de ficar perplexo porque, tentando aceitar o que lhe ofereciam, e deitar a mão às bicicletas, ou colaborar na plantação de batatas, ou localizar numa esquina a mesma pessoa que parecia estar à sua frente, as reacções dos indivíduos fraternais faziam desconfiar de que afinal não queriam mesmo oferecer o que ofereciam, fosse porque lhe arrancavam das mãos as bicicletas, quando efectivamente as tinham, fosse porque soltavam uma gargalhada quando o viam dirigir-se a um batatal ou a uma esquina. Mas não sendo de seu natural desconfiado, estes pensamentos indignos depressa abandonavam o espírito de Alcides, e tomava sempre as reacções referidas como expressão de cuidado com a sua integridade física, posto que andar de bicicleta é um desporto arriscado, as enxadas são armas com potencialidades letais, e nas esquinas espreitam perigos para os quais não se está preparado. Ou então como confusão momentânea, porque ser generoso é como sentir as bolinhas de um espumante subirem-nos nariz acima em direcção à cabeça, e a antecipação da felicidade que ser solidário gera é estonteante. Por esta razão, trazia sempre Alcides nos bolsos pacotes de caramelos. Gostava tanto destes quadradinhos castanhos que queria que todos à sua volta tivessem a mesma experiência. Mas as crianças deitavam-nos fora, avisadas pelas mães de que não se deve aceitar nada de estranhos, nem mesmo caramelos. E os adultos olhavam para ele de olhos arregalados e esqueciam-se de desembrulhá-los. Nada disto, porém, infirmava as convicções de Alcides. Se as crianças recusavam os caramelos, seria porque treinavam desde cedo a disciplina que lhes garantiria o sucesso dos seus projectos futuros. Se os adultos não os deglutiam, seria porque sabiam que o corpo humano é frágil e o excesso de açúcar um veneno. Que maravilha conviver com gente assim, pensava sempre que lhe deitavam a língua de fora ou lhe faziam um manguito. Tantos gestos solidários, reflectia. Mesmo há bocado, depois de lhe oferecer a bicicleta, o rapaz do café lhe fizera um, que vira pelo canto do olho ao sair. Que orgulho na espécie, exultava ao cair desamparado num buraco fundo em que não reparara, de tal modo era distraído.

"I love my husband!"

"I love my husband!", deixou escapar uma amiga e eu disse-lhe que sabia. Ela perguntou-me como e eu, não elaborando, relatei-lhe a razão óbvia de ela ser casada com ele, logo devia amá-lo. "Não necessariamente", responde ela. No entanto, ela não me parece ser alguém que ficasse num casamento sem amor.

Lembrei-me daquela notícia acerca de um economista chinês ter sugerido que a China deixasse que as mulheres tivessem dois maridos. Contei à minha amiga e acrescentei o meu medo: que as mulheres sejam aprisionadas para ter filhos, por causa das baixas taxas de natalidade. Ela interrompe-me com "The Handmaid's Tale". Não percebi; ela explicou: é um livro de Margaret Atwood onde esse cenário é explorado. Foi escrito em 1985. A minha amiga leu-o quando ainda era solteira. Eu nunca tinha ouvido falar...

Offred is a Handmaid in the Republic of Gilead, a totalitarian and theocratic state that has replaced the United States of America. Because of dangerously low reproduction rates, Handmaids are assigned to bear children for elite couples that have trouble conceiving. Offred serves the Commander and his wife, Serena Joy, a former gospel singer and advocate for “traditional values.” Offred is not the narrator’s real name—Handmaid names consist of the word “of” followed by the name of the Handmaid’s Commander. Every month, when Offred is at the right point in her menstrual cycle, she must have impersonal, wordless sex with the Commander while Serena sits behind her, holding her hands. Offred’s freedom, like the freedom of all women, is completely restricted. She can leave the house only on shopping trips, the door to her room cannot be completely shut, and the Eyes, Gilead’s secret police force, watch her every public move.

Fonte: SparkNotes

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Palavras para quê? É um líder português.

Francisco Assis já pensa e já se comporta como um líder partidário português:
Não vou apelar a que desrespeitem a disciplina de voto porque a disciplina de voto é importante.

The good, the bad, and the ugly

A menina foi encontrada e não estava ferida, ler aqui.

Poem

“Two communities outside Birmingham, Alabama, are
still searching for their dead.” - News Telecast

And tomorrow morning at 8 o’clock in Springfield, Massachusetts,
my oldest aunt will be buried from a convent.
Spring is here and I am staying here, I’m not going.
Do birds fly? I am thinking my own thoughts, who else’s?

When I die, don’t come, I wouldn’t want a leaf
to turn away from the sun—it loves it there.
There’s nothing so spiritual about being happy
but you can’t miss a day of it, because it doesn’t last.

So this is the devil’s dance? Well I was born to dance.
It’s a sacred duty, like being in love with an ape,
and eventually I’ll reach some great conclusion, like assumption,
when at last I meet exhaustion in these flowers, go straight up.

~ Frank O'Hara

Deus nem sempre é amigo

"Por isso fiz questão de começar esta visita pelos cumprimentos de condolências à família enlutada. Era um homem que já tinha vindo do estrangeiro, tinha 80 anos, fica a sua mulher Fátima. Ele, que era um homem de apelido Viana, entregou-se a Deus e Deus com certeza que lhe reserva um lugar adequado."

"A fúria da natureza não foi nossa amiga. Deus nem sempre é amigo, também acha que de vez em quando nos dá uns períodos de provação."

Fonte: Calvão da Silva citado na Visão

E não nos livrou disto. Só me apetece dizer ao Ministro: "O Sr. Ministro vá com Deus e deixe o resto connosco!".

Já ganhei o dia...

Picture a city with an iconic golden bridge, trams, bronzed surfers and a vibrant technology industry. San Francisco? Definitely. But what about Lisbon?

The Portuguese capital already has the bridge, trams and surfers. Now it's starting to show off its tech strength too, with a raft of startups in Lisbon catching the attention of international investors.

Uniplaces was founded three years ago and finds accommodation for students across 38 countries. It has won backing from renowned angels such as Alex Chesterman, founder of Zoopla, and European venture capital firms including Octopus Investments.

Andre Albuquerque, head of growth at Uniplaces, thinks the Lisbon-San Francisco comparison is a valid one. "It's a booming environment and I see a lot of similarities from the energy of the people who are in both cities."

Fonte: Bloomberg