terça-feira, 16 de julho de 2013

Françamente

Os franceses previram que 2013 teria o Verão mais frio dos últimos 200 anos e tivemos uma torreira insuportável. Não me admiro. Tolos são os que ainda acreditam em francesices como esta, Já o ano passado o hexágono nos tinha prometido que François Hollande nos salvaria da linha barrosã do draghismo-merkelismo e afinal saiu-lhes uma versão adocicada da austeridade.
Pela minha parte, assim que tive conhecimento da previsão francesa de inverno em Agosto, planeei férias com muita sombra e muita água para aliviar a canícula que estava para chegar. Quando li a notícia portuguesa sobre a antecipação do frio feita pelos meteorologistas franceses, corri a comprar uma geleira espanhola, um chapéu de sol marroquino e um ar condicionado japonês.
Os franceses são óptimos barómetros de pernas para o ar. Anunciam chuva, sai-nos calor. Quiseram liberdade e fraternidade, chegou a guilhotina. A juventude parisiense pediu revolução, as urnas deram-lhes mais De Gaulle.
A língua francesa foi perdendo força de língua internacional e hoje praticamente só é falada durante o Verão em aldeias portuguesas. O estruturalismo francês foi perdendo força e hoje praticamente só é discutido durante o Inverno em universidades americanas.
Claro, não desconheço que a França contribuiu para uma melhor humanidade com os filmes de Rohmer, os ensaios de Montaigne e os peitos de Laetitia Casta. E também estou bem ciente do enorme contributo de pensadores franceses para o surgimento da Sociologia. E não lhes perdoo.

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