quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Conselho

Andam por aí muitos homens portugueses super-felizes com a vitória do Trump e a derrota do "political correctness". Se vocês me lêem, sabem que eu sou o que se chama uma "straight shooter": se tenho algo para dizer, digo. É um bocado estranho ouvir os portugueses falar de political correctness porque, nos EUA, nós podemos dizer muitas coisas, que, em Portugal, seriam consideradas de má educação, especialmente ditas por uma mulher.

Por exemplo, se um amigo americano me diz uma coisa que eu acho estúpida ou ofensiva, digo-lhe "you're a fucking asshole/moron/dick" e já está. Ele não leva a mal e estamos quites. Já com os meus amigos portugueses, fica mal fazer isso e, muitas vezes, se eu digo alguma coisa mais dura (pun intended), ficam logo muito melindrados, coitados.

Um homem que passa a vida a chamar nomes e a fazer piadas de Hillary Clinton, especialmente depois de Trump vencer, é um fraco; é tipo aqueles gajos que, nos filmes, aparecem no fim da luta para dar o último pontapé e cuspir no inimigo depois dos colegas o terem derrubado. Homens fracos tiram-me o tesão e fazem-me mal disposta. Por eu não estar disposta a aturar homens que gostam de malhar na Hillary Clinton ou celebrar a vitória de Trump, e por achar que tenho o direito de responder na mesma moeda com que Trump venceu a sua campanha, um amigo português disse-me que eu não era uma mulher "solta e independente" e que tinha falta de "auto-confiança" -- eu não vos disse que os homens portugueses se melindram?

Mais uma vez concluo que os homens portugueses, ao contrário dos americanos, gostam muito de tentar educar-me. Desistam dessa empreitada fútil e sigam este conselho muito mais útil: metam a pila nas calças, calem-se, e vão à vida!

32 comentários:

  1. Rita, não sei em que ambientes te moves nos EUA mas aí, talvez mais do que na Europa até, o polimento de trato é muito valorizado. E, convenhamos, em todo o lado, uma mulher a praguejar soa muito pior do que um homem a fazer o mesmo.

    Das mulheres quer-se algum recato. Não que não possam dizer as coisas. Dize-las da mesma forma que um homem as diria é que não devem. Isso tira-lhes a feminilidade e soa artificial. Perdem totalmente o seu encanto feminino tornando-se um híbrido nada natural e, nalguns casos, até mesmo grotesco. Uma mulher para se impôr, mesmo em mundos masculinos, não tem que nem deve tentar imitar os homens. Tem que se impôr por si, com naturalidade, e sem deixar de ser feminina.

    Há a força masculina e há a força feminina. Mas uma mulher a tentar usar a força masculina é tão estranho como um homem tentando impôr-se pelo uso da força feminina. São ambos contra-natura.

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    1. Caro Zuricher, aqui as mulheres praguejam. Get fucking used to it!

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    2. Longe de mim querer interferir na imagem que cada um projecta de si próprio! Mas, repara, se eu nem sequer vejo com bons olhos que as mulheres usem calças, imagina como me sinto quando ouço uma mulher praguejar. Em todo o caso, sinceramente, nem em homens gosto desse linguajar. Mas muito menos em mulheres, isso decididamente.

      Num outro registo, e isto por todo o lado onde venho andando, nunca tive mulheres praguejantes por perto. Nem nos US. E não, minha querida, nunca me habituarei nem ouvirei sem um esgar uma mulher a praguejar. Há coisas que estão tão cá dentro que irão morrer comigo. Essa é uma delas.

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    3. "Mas, repara, se eu nem sequer vejo com bons olhos que as mulheres usem calças"

      Foda-se! Temos cada um a ler o nosso blogue.

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    4. Ahhh, algo que me esqueci no comentário anterior. Há muitas coisas que podem ser ditas, com naturalidade, que calam muito mais fundo em quem as ouve do que qualquer insulto tem capacidade para fazer. E olha que diz-te isto alguém que, quando quer, é extremamente cruel no que diz. E que às vezes também o é inadvertidamente.

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    5. Já aqui escrevi circunstanciadamente sobre esse assunto, Luís Aguiar-Conraria. Não percebo qual o seu espanto.

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    6. Fico espantado que ainda haja gente assim. Fico ainda mais espantado que gente com essa mentalidade leia e comente este blogue.
      Quanto a não perceber é normal. Uma pessoa que percebesse coisas tão óbvias não teria a sua mentalidade.

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    7. Há uma bitola para se ler e comentar neste blogue?

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    8. O que não percebi foi o espanto por eu ter escrito isto quando já anteriormente me tinha referido circunstanciadamente ao tema.

      Há homens que não gostam que as mulhres usem saias. Claro que há. E mulheres que acham que não devem usar calças também. Em Portugal não é muito comum. Em Espanha já não são, nem homens nem mulheres assim, uma raridade tão rara como em Portugal, principalmente em Madrid e Sevilha. Indo para fora da Europa encontra-se em vários sítios.

      Quanto a porque é que comento no blog, eu explico muito sucintamente. Há muito tempo que não escrevo nem falo habitualmente em Português. Isso estava a ocasionar que quando queria escrever começassem a falhar-me algumas palavras e começasse a esquecer-me da grafia de várias outras, algo que nunca antes me tinha acontecido. Por isto comecei a escrever aqui. Escrevo no 4R e na DdD. Neste blog, além de gostar da variedade dos textos e temas tratados, dos autores e da forma como escrevem, é um blog com bastante movimento que me permite a mim também escrever com basta regularidade.

      Já agora copio o texto que escrevi sobre esse assunto há algum tempo neste mesmo blog embora o original não tivesse sido escrito aqui. É um dos meus textos usuais portanto tenho-o em pdf para copiar sempre que adequado:

      "Cara ..., perdoar-me-á o fora de moda do meu comentário mas, em geral, acho a moda feminina demasiado ousada hoje em dia. Não gosto de saias que ficam ao meio da coxa nem partes de cima de vestidos com os quais o peito fica demasiado visivel. Pode-se (e deve-se) ser provocante sem ser ordinária.
      Ainda sou dos que acha que, para as senhoras, o indicado são as saias até ao joelho (não precisa ser abaixo mas meia mão travessa acima do joelho no máximo dos máximos e senhoras há nas quais mesmo isso já será demasiado acima), uma blusa, um casaco, eventualmente de peles, um lenço ou uma écharpe enfim, uma farpela simples e elegante. Para certas ocasiões um vestido é muito apropriado com a parte de baixo, claro, mantendo o padrão de altura a que aludi acima para as saias. E, claro, nos pés, sempre, sempre, sempre saltos altos. Podem não ser saltos agulha de 12cm (que nem sequer ficam bem em muitas e a maioria não sabe sequer andar com eles de forma elegante) mas um salto sempre, com dimensões e forma adequadas ao
      corpo da senhora.

      O conjunto todo, naturalmente, em cores adequadas à pessoa em questão, à sua personalidade, à sua idade, de forma a realçar a pessoa e a sua personalidade, a estar sempre elegante e a não parecer uma mulher de meia porta como é o caso de muito do que vejo por aí.

      Calças? Para os homens.

      Claro que hoje em dia as mulheres em geral não se vestem assim. Em Portugal (mais em Lisboa do que no Porto) perderam totalmente a elegância e parecem sacas de batatas. Em Espanha, em Madrid e Sevilha principalmente, ainda se vão encontrando algumas senhoras, até senhoritas novas, com elegância no vestir e no estar.

      Ahhh, já agora: adoro ver uma senhora de cigarro na mão sem o acender, à espera que um cavalheiro lho acenda. Há muito, muito tempo que não vejo isto mas efectivamente gosto de ver."

      A este último parágrafo acrescento que a última senhora que vi fazer regularmente isto em público era alguém por quem tenho muito razoavel apreço, foi deputada do PS e hoje em dia não sei onde anda.

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    9. "Há uma bitola para se ler e comentar neste blogue?"

      Se houver é suficientemente baixa para todos os seus comentários até hoje terem sido aprovados, bem como os da pessoa que acha mal que as mulheres usem calças.

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    10. Bem, como diria Groucho Marx, na verdade eu não devia aceitar fazer parte de um clube que admite um tipo como eu.

      Mas a vossa bitola é, de facto, bastante baixa, a ponto de permitir as ordinarices recorrentes da vossa correspondente no Texas.

      A sua elegância é notável, e a sua irrepremível, mas bem disfarçada, vontade censória, é típica da Esquerda do Caviar, ou da Esquerda Vegetariana e Abstémia.

      Parto, definitivamente, desta vez. Não mais comentarei aqui, nem sequer lerei, por causa da minha tensão arterial. Se eu usasse do seu tom pesporrento ou da linguagem da rapariga do Texas, era capaz de ser agora mal criado, mas acho que não vale a pena. No fundo, vocês não gostam de ser contrariados, nas vossas "verdades" das bolhas académicas que vos deram à luz (para ser bem educado).

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  2. As generalizações, tanto neste caso como em tudo na vida, são perigosas e falsas.
    Nem todos os Portugueses cabem nesse retrato, embora caibam muitos mais do que seria de esperar no século XXI.

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    1. Efectivamente, também acho. Há pessoas a mais a comportar-se assim. Mas se eu deixar que invadam o meu espaço quando lhes apetece, então não terão incentivo nenhum para me tratar de forma diferente.

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    2. Este teu comentário é interessante. Pôr uma barreira entre nós e terceiros não envolve necessariamente descer ao seu nível. De todo em todo, mesmo. Um virar de costas da maneira certa, com a sobranceria qb e com o olhar certo é gaziliões de vezes mais eficaz do que um concurso de insultos. Consegue fazer alguém sentir-se mal como nenhuma palavra.

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    3. Francamente, essa constante referência ao séc. XXI só pode ser interpretada como sintoma da inquebrantável fé da Esquerda no imparável e determinístico progresso da humanidade. Imagino que, no início do séc. XX, alguns iluminados bem-pensantes dissessem o mesmo. E depois, vieram as trincheiras da Flandres, o Gulag e Auschwitz.

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  3. A verdade é que a ordinarice, a boçalidade e as dicotomias do marxismo cultural, nomeadamente as de "género", ficam mal em qualquer parte e em qualquer boca.

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    1. Também acho que ser ordinário e falso é mau, mas eu não costumo iniciar essas coisas. Quando os outros são ordinários, eu não me importo de ser ordinária. Não tenho o complexo de "Quanto mais me bates mais gosto de ti".

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    2. Plenamente de acordo. Como disse no comentário anterior, na realidade linguajar reles é algo que não aprecio nem em homens nem em mulheres. Muito menos em mulheres, evidentemente mas num homem também fica mal.

      Rita, não é "quanto mais me bates mais gosto de ti" mas tão simplesmente não descer ao nível do oponente.

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    3. Caro Zuricher, não te sabia fã da Michelle Obama. Eu agora sou fã do Trump. Se ele foi eleito por insultar e ser politicamente incorrecto, então eu tenho de me render à nova filosofia da América. O homens podem agarrar nas ratinhas e fazer o que querem das mulheres; eu também posso agarrar nos tomates e apertar muito forte, causar hematomas até, se me apetecer. A Constituição americana proíbe a discriminação de género.

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    4. Fã da Michelle Obama? Porquê? Em relação a Trump, penso ter dito algumas vezes que não gosto da forma, não disse?

      Pode ser-se politicamente incorrecto sem praguejar. É, aliás, muito mais eficaz ser-se politicamente incorrecto de forma polida do que praguejando por aí. De resto, nada tem a ver uma coisa com a outra.

      As Constituições de vários sítios proibem a discriminação de género mas não é disso que se trata. Não estamos a falar de proibir ou permitir o que quer que seja a quem quer que seja em função do seu género. Já as convenções sociais são outra coisa e aí ha, claro que há, um comportamento esperado para mulheres e um comportamento esperado para homens. Em todas as sociedades há isto. Todas. Podem não se seguir as convenções e pode até ser-se ousado. Mas isto não é sinónimo de ser-se rude. E, repito, nada tem a ver com politicamente correcto.

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    5. Zuricher, você parece ser um homem inteligente, e como tal já devia ter percebido que está a desperdiçar o seu Latim, tal como a Rita o dela com pessoas como nós. Vivemos em universos diferentes. Mais vale deixar andar.

      PS o autor espanhol que me recomendou acerca do franquismo só está publicado em castelhano e, como tal, não li, pois não domino a língua de Pablo Iglésias a pontos de me ser fácil a leitura. Mas reli o Payne e gostei.

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    6. Alexandre, passa-se algo hoje aqui que ainda não percebi bem o que será mas é, estou certo, episódico. Não é importante no global das coisas.

      Andando ao que interessa. Stanley Payne lê-se muito bem. É uma escrita, em geral, levezinha e ele próprio não é demasiado palavroso nem grandiloquente. Lê-se facilmente. Folgo em que tenha gostado. Curioso o que me diz sobre Pío Moa. Nem o "Franco para Antifranquistas en 36 preguntas clave" ou o "Franco, un balance historico" estão traduzidos para Português? Curioso... Mas, enfim, em Portugal liga-se muito pouco a estes temas relacionados com Espanha (e vv.) daí que talvez não seja assim tão curioso. Não sei. Há outros livros dele substancialmente mais densos como o "Los Años de Hierro", com um alcance muito mais reduzido e que, estes sim, me surpreenderia estarem traduzidos. Agora aqueles dois que referi são livros muito acessiveis e de fácil difusão daí pensar que houvesse edições Portuguesas. É pena não haver.

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    7. Nem edições portuguesas nem inglesas, Zuricher. Obrigado.

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  4. Gosto de vir a este blog por causa da diversidade das opiniões e da qualidade dos comentários.
    Aliás, o Zuricher e o Alexandre Burmester fazem-me vir aqui tanto ou mais que os autores dos post.
    Gosto muito da espontaneidade da Rita Carreira.
    Eu nunca praguejo, uso calças com toda a convicção e não me sinto minimamente melindrada ou chocada com as opiniões da Rita C. ou do Zuricher. A diversidade de opiniões é uma riqueza... ou não é?
    Já comentários do estilo "Temos cada um a ler o nosso blogue" chocam-me deveras... Mostra um maniqueísmo desconcertante: as boas pessoas devem pensar isto e isto, e quem não pensa assim não presta. Não deve ler nem comentar este blogue tão selecto...

    Susana V.

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    1. Cara Susana V., penhorados agradecimentos pela amabilidade das suas palavras. Naturalmente concordo com o último parágrafo do seu post. É evidente que sim. Parece-me, porém, que terá sido um episódio isolado ao qual opto por não dar qualquer relevância. Um mau dia toda a gente tem e deliberadamente opto por encaixar neste conceito o comentário que refere.

      Um grande bem haja para si!

      :-)

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    2. Excelente intervenção, Susana. Gostei.

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    3. Suzana, também não gostei daquele aparte do Aguiar-Conraria. Ele, às vezes, tem destas saídas, parecendo que é ele quem vive noutro mundo. Descuidos, talvez.

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    4. E ainda assim, estão aqui todos a comentar, tão mau que isto é.
      Mas, numa coisa, têm razão. Vindo de quem veio, não devia ter ficado admirado com aquele comentário.

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    5. Espero, sinceramente, que o Alexandre não nos deixe de vez porque os seus comentários enriquecem imenso o blogue. A Susana tem toda a razão: a qualidade dos comentários neste blogue é de facto excelente, superando muitas vezes os posts. Não nos vamos chatear por causa das eleições nos EUA, do Trump e dos Clinton, era o que mais faltava.

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    6. Olá a todos... Obrigado pelas vossas respostas ao meu comentário.

      É certo todos temos dias menos bons.... A maneira de reagir a esses desafios da vida é que pode ser melhor ou pior. Luís A-C, eu sou frequentadora do blogue não por causa desses comentários que às vezes tem, mas apesar deles...

      Zuricher, eu já tinha dito noutra ocasião que sou sua fã (se não escrevi, pensei). Não porque concorde consigo, que muitas vezes não concordo, mas porque: 1) escreve textos fundamentados e inteligentes que me fazem questionar a forma como leio o mundo, 2) se expressa sempre com imensa educação. É um gosto lê-lo, assim como ao José Carlos Alexandre e a outros bloggers e comentadores.

      Uma moeda tem sempre duas faces e se nos fixamos apenas na que nós parece mais brilhante arriscamos a perder metade da realidade.

      Cumprimentos desta vossa leitora assídua.

      Susana V.

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    7. Estimada Susana, a sua amabilidade é enorme. Não posso senão reiterar os agradecimentos expressos anteriormente aumentando-lhes a intensidade se tal for possivel. O seu comentário foi-me, não duvide, muito agradavel.

      Não precisamos concordar sempre e, realmente, por muito que gostemos do azul, se tudo o que virmos, todos os prédios, todas as roupas, todos os carros, tudo for azul, acabamos encerrados numa bolha muito pura e muito cristalina por dentro mas opaca nas suas paredes que, no fim de tudo, acaba a impedir-nos de ver o mundo nas suas infinitas facetas. É uma perda imensa para todos. Há vários bloggers e comentadores com os quais não concordo na generalidade ou em assuntos particulares mas com quem tenho imenso prazer em conversar. Temos também esse ponto em comum. Também vejo esta partilha de experiências, visões, modos de ver a vida e o mundo como salutar. Sempre e quando daí não redundem maiores prejuízos do que benefícios para terceiros não vem qualquer mal ao mundo destas diferenças. Não há, de todo, qualquer motivo para atritos entre pessoas de bem por causa da forma como cada um vê a vida e o mundo. Não são mais do que as múltiplas maneiras pelas quais cada um de nós se sente confortavel e a gosto.

      É, creia-me, um imenso prazer lê-la.

      Uma muito calorosa saudação deste seu criado,

      Z.

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  5. "Espero, sinceramente, que o Alexandre não nos deixe de vez porque os seus comentários enriquecem imenso o blogue." [José Carlos Alexandre]

    - Subscrevo.
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    Olha.... A Rita I. Carreira tentando aprender a combinar falas doutorais com as das peixeiras de Alcântara sem perder de vista a "Mulher Portugal", disponível no Estúdio Horácio Novais, comprado pela Gulbenkian. É de artista e não é surpresa nenhuma no seu estilo de "contos curtos".

    Dêem-lhe tempo e acabará por aprender que a teoria do "penisneid" está ultrapassada. Há que aprender depressa, porque as "trumps" da América estão a distribuir um “Martelo das Bruxas" para o qual existem antídotos diversificados.

    O seu nervosismo é compreensível - não entendeu bem o significado de um aviso sábio que o Luís Aguiar-Conraria lhe fizera publicamente muito antes do dia das eleições nos EUA:

    "Não tratem o Trump nem como estúpido nem como inimputável se querem que ele perca as eleições."

    Eu não apoiaria uma tentativa de instaurar alguma espécie de ‘politicamente correto’ por aqui, uma vez que seria desenvolvimento do 'Index Verborum Prohibitorum' para 'sueltos' da blogosfera. Pois... A essência poderá estar na liberdade de escolha - das teses, dos argumentos e dos vocábulos.

    De resto, é tão fácil passar ao lado de qualquer carroceiro ou carroceira!

    [Créditos a Giampietro Netto, de quem adaptei um troço de escrita contra uma novilíngua juridiquesa]

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