terça-feira, 1 de agosto de 2017

Teorias da fraude

"Em declarações transmitidas pela RTP3, em visita a uma ETAR na Maia, Catarina Martins defendeu que é necessário ter mais assistentes sociais para combater a fraude. Respondendo ao CDS, a bloquista acusou os centristas de terem reduzido esses profissionais quando estiveram no Governo."

Fonte: Eco

Ora vejamos se entendo bem isto, a Catarina Martins acha que há fraude porque não há assistentes sociais suficientes a trabalhar, pois o governo anterior reduziu o seu número e as que restam não dão conta do serviço. Mas quando a Geringonça reduziu o horário da Função Pública de 40 para 35 horas, foi-nos dito que tal não afectaria o serviço da Função Pública, pois naquelas 5 horas os funcionários não eram produtivos. Por outro lado, a Geringonça também implementou um programa em que, por cada dois funcionários públicos que saem, entra um, sendo que tal se justificava porque havia gorduras no estado que, ao serem cortadas, não afectariam a qualidade do serviço.

O que deduzir de tudo isto? Que os funcionários públicos eram competentes no Governo anterior, mas os governantes incompetentes da Direita deixaram sair os funcionários competentes e agora os que restam não prestam, por isso são "gorduras" do estado e por isso há agora assistentes sociais que, em vez de fazerem o seu trabalho cuidadosamente, tendo em conta a situação de risco dos casos que apreciam -- note-se que se há fraude, não há necessidade de intervir, o que libertaria recursos para pessoas que realmente precisam --, fazem-no às três pancadas e aprovam coisas que não devem?

É fascinante a forma como a Geringonça insulta a Função Pública...


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