Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Variedade de sotaques
As estações locais membros da NPR, National Public Radio, normalmente estão situadas em universidades americanas. Por exemplo, havia uma na Oklahoma State University onde eu estudei (era a KOSU) e outra na Universidade do Arkansas onde trabalhei (a KUAF). Em ambas, passavam notícias logo de manhã, mais ou menos das 6 da manhã à 9 e depois a partir das 15 horas. O tempo entre estes dois blocos era consumindo por música clássica. Esta é a fórmula da estação principal da NPR aqui em Memphis, a WKNO, mas, como vos disse no outro dia, têm mais dois canais de HD (alta definição, será?).
O terceiro canal, o tal que passa a BBC World service, é o que me mantém mais calma. Para além de eu achar completamente sublime que se ouça tantos sotaques diferentes de inglês numa só rádio -- ele há os britânicos, os americanos, os indianos, os africanos, australianos, etc., e também há pessoas que falam inglês como segunda língua, que é o meu caso, -- aprende-se imenso de história, arte, cultura, economia, etc. Por falar em economia, sempre que eu ouço o Tim Harford, que é o Undercover Economist, fico completamente em êxtase. Ele tem um inglês tão lindo, que podem ouvir no programa da BBC, 50 Things That Made the Modern Economy.
Este fim-de-semana, um dos programas falava sobre se a matemática apenas descrevia a realidade ou se era uma coisa que existia e nós a descobríamos. É uma questão filosófica bastante interessante e, se os vosso filhos sabem inglês, aconselho vivamente a que partilhem este programa, o Crowd Science, com eles. Hoje, à hora de almoço passaram outro programa muito bom, o People Fixing Things, em que falaram de jogos online que têm uma componente lúdica, mas também servem para avançar a ciência, pois são usados para descobrir coisas como novas proteínas. Um dos entrevistados, bastante optimista, dizia que os computadores ao terem a capacidade de fazer as tarefas repetitivas, libertavam os humanos para pensar em problemas mais interessantes e criativos. A economia do futuro, dizia ele, era a economia pensante -- thinking economy.
Já não vivo em Portugal há mais de 20 anos, não faço ideia do que se ouve na rádio, mas acho que não há programas deste género. Aliás, até tenho dúvidas que em Portugal os apresentadores de rádio tenham uma grande variedade de sotaques e pontos de vista. E é pena, pois há bastantes países no mundo que falam português com sotaque diferente do nosso--bem, do vosso, porque me dizem bastantes vezes que o meu sotaque quando falo português já não é português.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Members of the press, WTF?
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Assunto quente
O caso veio à baila devido a uma investigação do Miami Herald, que foi publicada em Novembro acerca de uma investigação das autoridades na Florida, em 2007, na sequência da qual as autoridades federais se preparavam para acusar Epstein, mas que não tinha sido levada a termo por ter sido negociado um acordo em termos muito favoráveis para Epstein.
Em 2003, a jornalista Vicky Carter, escreveu um exposé sobre Epstein para a Vanity Fair, que não chegou a ser publicado na sua versão original. Ontem, no Morning Edition, Carter falou da interferência de Epstein na publicação da peça e de os relatos das vítimas terem sido eliminados porque, em troca, Epstein ofereceu fotos para a publicação da peça.
Graydon Carter, o editor da Vanity Fair, em defesa própria disse que, na altura, não tinha confiança no trabalho de Carter. Fiquei muito chateada que tenha oferecido uma razão tão porca -- ela era incompetente --, quando sabemos hoje que a incompetência ou cobardia foi dele. Cá para mim, ainda acaba por se demitir um dia destes porque este não deve ter sido o seu único "lapso".
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Elisa destemida
Esta discussão sobre o que sabia e não sabia Mario Draghi e o que ele disse vs. o que não disse recordaram-me as polémicas em redor de Victor Constâncio, quando este estava no Banco de Portugal, que voltámos a visitar nas últimas semanas, mas achei estranho que tendo Constâncio o cargo que tem no BCE a imprensa estrangeira não tenha noticiado nada. É como se as notícias portuguesas não chegassem ao mundo.
Na peça da Elisa, achei engraçada esta passagem, que sublinhei no excerto seguinte:
"The financial shockwaves set off by the collapse of Lehman Brothers Holdings Inc. in September 2008 placed added pressure on Monte Paschi. The bank took to masking its burgeoning losses with a series of complex derivatives deals. Those transactions were hidden from public view until I later reported on them. Once they were disclosed, Monte Paschi had to restate its accounts twice.
In response, Italian prosecutors filed criminal charges against the bank, alleging market manipulation and regulatory obstruction, and two trials are ongoing. Prosecutors are seeking jail sentences for a group of former employees, including the ex-chairman and general manager. The lender itself reached a plea bargain."
Fonte: Elisa Martinuzzi, Bloomberg
sábado, 16 de setembro de 2017
Os ideialistas
Decidi inventar uma palavra hoje e a minha palavra é "ideialista", que é um casamento entre "ideia" e "ideal". O que é um ideialista? É uma pessoa idealista que acha que, por ter ideias, todas elas obedecem a um ideal. Isto vem a propósito da proposta do Bloco de Esquerda de integrar o rendimento predial com os outros rendimentos para caçar mais impostos. No meu caso, eu acabaria por pagar menos impostos. Será que sou a única?
Quando alguém com assento no Parlamento decide fazer este tipo de propostas, eu gostaria que a Comunicação Social fizesse o seu dever e perguntasse ou investigasse algumas coisas pertinentes, como o número de pessoas afectadas, a sua situação financeira, quanto se estima que irá ser a receita de impostos da modificação proposta, etc.
Depois, ao mesmo tempo que o Bloco de Esquerda quer aumentar os impostos dos senhorios, o Governo anuncia que quer implementar um programa de arrendamento acessível, o Programa Reabilitar para Arrendar. Como é que isto é compatível exactamente? Parece-me que objectivo das duas coisas juntas é aumentar os impostos aos senhorios para que estes reabilitem prédios (será que os custos das obras são dedutíveis nos impostos?), mas baixem as rendas para pagar menos impostos.
Caros jornalistas, se vocês não têm capacidade para fazer perguntas e enquadrar a notícia no contexto actual, então não é preciso ninguém vos pagar porque não criaram valor nenhum. Afinal, ficaríamos igualmente servidos com um comunicado de imprensa dos "ideialistas" em questão.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Antonomásia
"PIB da maior economia ibérica cresceu em 2016 mais do que era antecipado por toda a gente, incluindo o Governo."
Porque dizer "PIB de Espanha" dá muito trabalho, "PIB espanhol" ainda é pior, e ele há tantas economias ibéricas, que ninguém sabe os seus tamanhos relativos assim de cor e salteado, logo o uso da antonomásia é mais do que justificado. E viva a perífrase, caramba!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Leituras
Por falar em despesas militares, o WashPost malhou no Pentágono esta semana pois publicou uma peça sobre um estudo interno em que se encontrou cerca de $125 mil milhões mal gastos. Os responsáveis tentaram varrer o estudo debaixo do tapete, mas eventualmente caiu no colo dos jornalistas -- um dos autores é o Bob Woodward.
Regressando à Lista da Inveja 2016, há lá uma peça, "The Encyclopedia Reader", publicada na The New Yorker, que é muito bonita e não demora muito tempo a ler. E, claro, não posso deixar de mencionar a peça sobre o solo de guitarra de Prince, na homenagem a George Harrison, que voltei a ler. Acho que uma das minhas resoluções para o Ano Novo deveria ser voltar a lê-la em 2017. A lista termina com "The Lawyer Who Became DuPont’s Worst Nightmare", que é uma história que parece um filme, do estilo "Erin Brockovich".
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Frank O'Hara
Regressei noutro dia para ver Rothko e fiz questão de ir à tal mesa para ter uma "conversa" com a antologia de Frank O'Hara. Desfolhei mais páginas, li mais poemas, e decidi comprar o livro. Mais, decidi saber mais sobre o homem: fiz buscas na Internet, vi vídeos dele a recitar poemas no YouTube, vi vídeos de entrevistas de outros poetas acerca dele, li entradas em blogues, etc. Frank O'Hara era um homem fascinante, que vivia a vida como se estivesse num estado de constante fome. Era gay assumido, não deixando que isso o inibisse de viver a vida como queria -- hoje em dia, isso pode parecer banal, mas O'Hara morreu em 1966, com 40 anos. Durante a sua vida, O'Hara era mais conhecido pelo seu trabalho no mundo da arte, do que pelos seus poemas.
Um dos posts que encontrei e que achei mais interessante foi o de Andrew Epstein a propósito da notícia da morte do poeta. O The New York Times publicou um óbito de O'Hara e uma notícia acerca do seu funeral, que contou com a participação de 200 pessoas, muitas delas ligadas ao mundo da arte. O jornal enganou-se na forma como Frank morreu e deu erros ortográficos nos nomes de algumas das figuras presentes, como John Ashbery, Edwin Denby, e David Shapiro. Numa das edições do NYT, chegou a referir-se os amigos do falecido como os "muitos amigos barbudos e desengravatados do Sr. O'Hara" ("many bearded, tieless friends of Mr. O’Hara.")
O NYT é hoje um dos bastiões do politicamente correcto, assumidamente liberal, com grande cobertura e respeito pelos direitos da comunidade LGBT, por exemplo. Em 1966, há 50 anos, portanto, era mais como os media conservadores de hoje.
Deixo-vos com um excerto do poema de Frank O'Hara, que está no post do Andrew Epstein, e que me comove bastante:
When I die, don’t come, I wouldn’t want a leaf
to turn away from the sun — it loves it there.
There’s nothing so spiritual about being happy
but you can’t miss a day of it, because it doesn’t last.
~ Frank O'Hara
sábado, 8 de outubro de 2016
A SIC e os homens
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
A AT e gestão de dados
A lei portuguesa requer que, para se ter uma propriedade em Portugal, tem de se ter número de contribuinte, mas também há pessoas que têm números de contribuinte e não são proprietárias de nada, ou há propriedades que pertencem a mais do que um contribuinte. Quando se selecciona de uma lista, teríamos de ter em atenção os seguintes tipos de problema (lista não exaustiva, só vendo como a AT gere os dados é que poderíamos identificar todos os problemas potenciais, mas note-se que haveria mais problemas que surgiriam quando a mudança de legislação fosse implementada):
- duplicações: elementos da lista que aparecem mais do que uma vez. Se fossemos a ver os números de contribuinte associados a cada propriedade, este problema seria encontrado, pois há propriedades com mais do que um proprietário e se seleccionássemos todos os proprietários haveria duplicação de responsabilidade fiscal, ou seja, cobraríamos impostos da mesma propriedade a mais do que um contribuinte.
- elementos estranhos à lista: são elementos que estão na lista resultado, mas não são relevantes para o fim da busca. Na lista de contribuintes, que é usada para seleccionar quem nos interessa, há quem possua número de contribuinte, mas não seja proprietário, logo esses elementos não devem constar na lista que resulta da busca. Mas na lista de contribuintes que são proprietários há também elementos estranhos. No caso da alteração da lei, outros elementos estranhos ao resultado final da busca são as pessoas que são proprietárias, mas não têm rendimentos suficientes para pagar imposto; também são estranhos os elementos que têm propriedades, mas estas não valem o suficiente (€66.500) para estar sujeitas a IMI. Ainda outro tipo de elementos estranhos são as pessoas que pediram a isenção de imposto porque compraram a casa para habitação própria há menos de 3 anos (há outras restrições de rendimento).
- elementos que não constam na lista: neste caso incluem-se pessoas que conseguem ter propriedades sem as declarar ao fisco, podem ter ou não número de contribuinte. Nos que têm números de contribuinte, inserem-se os que têm propriedade, mas não têm rendimento obtido em Portugal suficientemente alto, mas podem ter rendimentos de outros países que não é necessário declarar em Portugal, logo estão sujeitos ao imposto se a sua propriedade valer mais do que €66.500.
- O problema resulta de uma falta de planeamento da Autoridade Tributária, logo é irrelevante que a mudança de critério tenha surgido de uma mudança de legislação implementada pelo governo anterior.
- A mudança de legislação não é em si a fonte de injustiça fiscal; a injustiça fiscal decorre do mau design e da má implementação do protocolo de selecção dos contribuintes. É um problema técnico.
- Como é que um governo que se gaba de simplificar os assuntos da República usando melhores ferramentas de recolha e análise de dados comete um erro deste tipo?
- O problema ocorreu em Março, mas só estamos a ser informados da falha em Agosto. Será que só agora é que descobriram que cometeram um erro básico de gestão de dados?
- Como é que este problema não foi identificado na execução do orçamento no primeiro semestre?
- Não se compreende porque razão o problema não foi corrigido sem que se tenha produzido uma notícia. Erros deste tipo são facilmente corrigíveis.
- Não se compreende como é que um erro tão básico não tenha sido apanhado, nem sequer planeado para que fosse evitado.
- Para os jornalistas que cobrem estas notícias, é incompreensível que não entrevistem um especialista em análise de dados independente do governo para saber se a explicação que o governo dá é razoável ou válida.
- A forma como a notícia é escrita é manipuladora e aproveita-se do facto do público em geral não ter conhecimentos básicos de gestão de dados.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Editor's Note
Fonte: The Huffington Post
No aviso, há links para cada uma das insinuações que faz. A Arianna Huffington não deve gostar muito de Donald Trump...
sábado, 16 de abril de 2016
Obrigada ao Observador
No entanto, gostaria de dizer que tenho estado a acompanhar a situação de perto e leio a imprensa de vários países para tentar minimizar o enviesamento das notícias. Hoje, o Explicador do Observador deu-me uma ajuda tremenda, pois tem uma cobertura detalhada do processo legal que decorre no Brasil e das intenções reveladas pelos diversos protagonistas políticos. Por isso, envio um grande obrigada a toda a equipa do Observador.
Quanto a mim, perceberam qual é a minha vantagem comparativa na área onde trabalho? Para além de saber massacrar os números, falo português e espanhol. O espanhol não é excelente -- leio melhor do que escrevo e falo; mas, no outro dia, quando fui ao supermercado latino, o moço que estava no talho pensava que eu era mexicana e eu fiquei toda contente.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Ruído
O Gabriel acha que a sua interpretação do que o jornalista escreveu é a verdade absoluta, não há lugar para erro; mas quando leio a frase, leio uma verdade diferente. Em primeiro lugar, acho um bocado redundante que o banco que recebe o salário da pessoa e tem a prova de depósito do mesmo, queira ver o cartão de cidadão para supostamente aceder aos registos de depósito do salário. Faria mais sentido que o banco exigisse uma carta notarizada do patrão da pessoa a dizer que tem emprego e quanto recebe -- mas, esperem, a notícia é acerca do comprovativo de morada, não é sobre o comprovativo de depósito de salários.
Concedo que o mundo não seja racional e o problema esteja em mim, dado que o meu tipo de personalidade no teste de Myers-Briggs é INTJ, i.e., pessoas obcecadas pela racionalidade e deficientes emocionalmente. Para além disso, como insinua a Ministra, o problema é mesmo um de redundância de informação. Eu leio que a Ministra quis dizer que "essa informação" refere-se à morada da pessoa e que "essa informação" também está contida na prova do rendimento que é depositado na conta bancária do portador do cartão de cidadão. Mas vejam lá o que ela disse e como a frase foi organizada pelo jornalista:
Um bom editor de cópia teria lido isto e pedido ao jornalista para clarificar a frase. E é por isso que os americanos aconselham as pessoas, cuja audiência é o público em geral, a escrever ao nível de alguém que tenha apenas o oitavo ano de escolaridade: usem-se frases curtas e claras para minimizar o ruído.
Lembram-se do que era o ruído? O ruído é tudo o que impede que a mensagem seja compreendida. Eu aprendi isso do ruído nas aulas de Português do primeiro ano do ciclo preparatório (quinto ano, agora). Já sei, o meu cérebro é um bocado marado e eu tenho uma certa fixação por detalhes supostamente parvos. É a minha personalidade...
Conflito de interesses: a Ministra foi minha professora na cadeira de Direito Económico da FEUC, no entanto, acho que nunca falei para ela. Reprovei à cadeira e só passei à segunda vez, logo a pessoa da Ministra é-me completamente indiferente. De resto, detesto Direito, não percebo nada daquilo, e as leis são mal escritas. Eu, com muito mais do que o oitavo ano, não as compreendo.
quinta-feira, 17 de março de 2016
O pior melhor
Well, fuck me running backwards on a rainy day! Como é que se pode comparar este ano, que se segue a 2015, um ano em que a economia portuguesa teve uma boa performance, o PIB teve o crescimento mais alto desde 2010 (1,5% vs. 1,9%), logo há expectativas de que o país já saiu da crise e a economia está em funcionamento normal, com anos em que a economia realmente entrou em colapso, o que tornava muito difícil prever o seu comportamento, e tirar esta conclusão? Isto é o mesmo que dar um antibiótico a um fulano que tem uma constipação e a outro que tem uma pneumonia e dizer que o antibiótico é muito mais eficaz no doente que tem uma constipação. Idiots R Us, parece...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Expresso e ética
Disclosure: Peter Grauer, the chairman of Bloomberg LP, recently joined Blackstone's board of directors.
Hoje li a crónica semanal de Ricardo Costa no Expresso, que menciona a disputa entre Bruxelas e Portugal acerca do OE 2016. Não há nenhum aviso de conflito de interesse no próprio artigo -- o autor é meio-irmão do nosso ilustre Primeiro Ministro --, o que seria o mínimo que se poderia exigir a um profissional que é Director de um semanário da envergadura do Expresso. Também não há nenhum aviso na página de Ricardo Costa no Expresso.
Não compreendo esta conduta, pois este é o mesmo semanário que, invocando -- e muito bem -- o motivo de conflito de interesse, se recusa a escrever críticas a obras literárias de pessoas que escrevam para a casa. A bem dizer, o que seria eticamente correcto seria que Ricardo Costa não comentasse questões que envolvessem a governação do irmão.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Público vs. Expresso
"Quando Bruxelas anunciou que a brincadeira estava para acabar (este fim-de-semana), bastou uma notícia especulativa na TVI para que mil milhões de euros desaparecessem do balanço e a salvação do Banif passasse a ser feita à custa dos impostos."
"O Banco Central Europeu (BCE) comunicou na quarta-feira às autoridades portuguesas que ia retirar o estatuto de contraparte ao Banif esta segunda-feira, decisão que ditou a venda do Banif ao grupo espanhol Santander."Fonte: Expresso, 21/12/2015
Caros editores do Público, não percebi o vosso editorial. O Expresso diz que a decisão do BCE foi comunicada às autoridades na quarta-feira passada, após a notícia da TVI, que já tem mais de uma semana. O vosso editorial diz-nos que a decisão do BCE precede a notícia da TVI. Quem é que está a mentir? Esclareçam-nos, por favor.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Tópico da semana
E notem que logo a seguir à peça de opinião do LAC no Observador, o Paulo Ferreira, no Sapo, também falou da mesma coisa (não foi coordenado). E depois foi a Helena Cristina Coelho, no Económico.
Fiquem ligados à Destreza para ficarem "ahead of the curve"...
"A contabilidade" criativa...
La contabilidad creativa y la subestimación de las principales variables de la economía, dos de las principales banderas que agitó el kirchnerismo mientras estuvo a cargo del Estado, le dieron a Néstor Kirchner, y más aun a su esposa, Cristina Kirchner, una enorme discrecionalidad en el manejo del presupuesto nacional. Un puñado de cifras alcanza de muestra: desde 2004, primer año de gestión íntegra del hasta hoy oficialismo, hasta el año pasado, el Gobierno usó más de $ 830.000 millones por fuera de lo autorizado por el Congreso. Las cifras surgen de números oficiales y de ASAP, que fueron analizados por LA NACION Data.Fonte: La Nacion
Afinal, Portugal está em "boa" companhia. É pena que a palavra "accountability" não tenha tradução para português...
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Correio da Manhã exagera...
O que vale para um, vale para todos--bem vindos ao novo Portugal!
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
A ética e as imagens
Concordo com a justificação de Kim Murphy e do The Los Angeles Times:
Kim Murphy, the assistant managing editor of The Los Angeles Times for foreign and national news, said there had been a consensus among the paper’s senior editors to show the boy as he was discovered, face down on the beach.“The image is not offensive, it is not gory, it is not tasteless — it is merely heartbreaking, and stark testimony of an unfolding human tragedy that is playing out in Syria, Turkey and Europe, often unwitnessed,” she said. “We have written stories about hundreds of migrants dead in capsized boats, sweltering trucks, lonely rail lines, but it took a tiny boy on a beach to really bring it home to those readers who may not yet have grasped the magnitude of the migrant crisis.”