Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
terça-feira, 22 de maio de 2018
Ainda Wayzata, MN
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Acho bom...
A mais recente campanha da H&M com David Beckham, para a primavera-verão 2016, foi filmada em Portugal. A marca divulgou esta semana o vídeo gravado em Lisboa com o atleta, que é o rosto da linha masculina Modern Essentials. Viu Beckham pela calçada portuguesa? Conte-nos tudo nos comentários - e partilhe fotos do momento, se tiver!Fonte: http://tinyurl.com/jopo8op
Posted by GQ Portugal on Wednesday, January 27, 2016
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Frases famosas 11
domingo, 21 de junho de 2015
Mount Vernon, VA

Vamos visitar o George...
Como mencionei acima, o local da propriedade é verdadeiramente deslumbrante e a vegetação é muito agradável. Depois mostro-vos algumas das fotos que eu tirei.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Vemo-nos gregos com geografia...
terça-feira, 12 de maio de 2015
Espionagem
Contou-me também das outras embaixadas. Os italianos foram mal-educados, os ingleses tinham garrafas de água e ofereciam flash-drives, o que agradou muito à Larysa, que é uma pessoa muito pragmática. A Estónia tinha uma pessoa a fiar lã e ela achou isso muito interessante porque é uma experiência à qual nós, que vivemos na cidade, não temos fácil acesso. Para a próxima acho que Portugal deveria ter alguém a pintar cerâmica, a fazer bordados e/ou tecelagem, cestaria, sapatos em pele de ovelha, etc. A minha mãe ofereceu-me uma toalha tecida à mão por uma senhora em Portugal que vendia de porta em porta. Sempre que eu mostro a toalha a alguém aqui, as pessoas ficam encantadas. O mesmo acontece com o tapete de Arraiolos que eu bordei, as louças portuguesas que tenho lá em casa, etc. E que tal oferecer garrafas de Água das Pedras ou do Luso?
Em Junho vou a D.C. porque a Larysa chateou-me tanto, tanto para a ir visitar. Já anda há anos a chatear-me. Quando ela estava na Florida, fui lá passar uma semana com ela e, numa das tardes, ela levou-me a Miami para eu poder ver o meu Oceano Atlântico. Foi nesse dia que eu percebi porque é que não gosto muito do Golfo do México. O Atlântico é mais rebelde e, ao longe, há manchas de espuma brancas nas pequenas ondas. A cor do Atlântico, aquele azul profundo, é, para mim, uma das coisas mais bonitas que eu vi. Fomos à praia numa ilha, não me recordo o nome, onde tomámos banho e foi uma experiência que me fez super-feliz. Tenho um arrependimento dessa viagem: a Larysa queria que eu fosse passar um dia a Key West e eu não fui. Ela achou que era um desperdício de oportunidade não ir porque eu estava tão perto. Ela tinha razão.
Após ela mudar-se para Los Angeles, começou a chatear-me novamente. Eu já fui a LA várias vezes e há apenas duas coisas de que gosto lá: o J. Paul Getty Museum e Mulholland Dr. Sim, gosto de Mulholland Dr. porque é também o meu filme preferido de David Lynch. Não gosto do Oceano Pacífico, apesar de ser um bom programa na rádio em Portugal. "Hollywood is overrated"--aquilo é pequeno, parece muito mais grandioso num écran do que na vida real. O Rodeo Dr. também não me atrai muito. Venice Beach não é uma praia muito luminosa. Enfim, sou muito esquisita. Prefiro S. Francisco ou Las Vegas; mas a minha cidade preferida nos EUA é Nova Orleães porque é lá que, na minha opinião, se encontra a melhor comida nos EUA. Como Los Angeles não me atraía, eu adiei a minha visita muito e um dia a Larysa diz-me que está em Washington, DC. O marido arranjou um emprego na Federal Communications Commission.
Quando eu disse à Larysa que estava a comprar o bilhete para ir a D.C.--fiz a transacção enquanto conversava com ela--, ela perguntou-me onde eu queria ir e eu respondi imediatamente "Lalibela". Não, não vou visitar a Etiópia. Lalibela, para além de ser a cidade mais santa da Etiópia, é também um dos melhores restaurantes de comida etíope na capital dos EUA. Eu adoro a comida deles e foi uma das coisas que eu mais gostei quando fui lá da última vez. Ela disse-me logo que queria ir comer comida de Portugal comigo e o nosso plano é ir ao Tavira. Por falar em Tavira, disse-lhe que iria a Portugal este verão e ela imediatamente me disse que queria que eu comprasse algo para ela. É como que ela quisesse estar em Portugal e, não podendo ir comigo, quisesse que um pedaço do meu tempo em Portugal fosse ocupado a fazer algo para ela. Ainda não pensei no que lhe irei trazer, mas quando eu estiver aí, eu saberei...
terça-feira, 5 de maio de 2015
IAH-LIS
E não entendo isto. Se a lógica da TAP ter um vínculo ao estado português é a de servir as comunidades portuguesas fora de Portugal e é por isso que a TAP recebe transferências dos contribuintes portugueses, então por que carga de água é que cobra preços tão mais altos do que a concorrência? Expliquem-me lá a matemática desta coisa...
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Um dia...
Já tenho estas férias na minha cabeça há bastante tempo, apesar de antes não ser possível viajar dos EUA a Cuba com um passaporte americano. Quando a administração Obama anunciou as negociações com Cuba fiquei feliz porque me facilitará muito a vida. Hoje, ao ver uma história na Bloomberg sobre Cuba, voltei a lembrar-me das minhas futuras férias.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Vender Portugal
No âmbito da estratégia de promoção turística na Alemanha, uma das apostas estratégicas é a comunicação 'online', adiantou ainda o vice-primeiro-ministro. "Acho que mais vale uma estratégia digital, uma presença na Internet maciça, menções a Portugal nos líderes de opinião que influenciam as pessoas nas suas decisões, e que sejamos escolhidos como o melhor destino para viajar por revistas de alta qualidade na área do turismo, do que um 'outdoor' que mostre apenas a luz e o sol que temos", afirmou.Apoiado, mas reparem que ele não diz muito bem o que vende Portugal ao estrangeiro. Há assim uma ideia muito vaga-- a Internet vende!--mas nada de concreto. Acho que ainda estamos a pensar em como é que vamos partir esta noz. Eu como sou muito opinada, tenho umas ideias que gostaria de partilhar.
Por exemplo, ele fala em líderes de opinião, o que eu acho muito bem. A irmã dele, a Catarina Portas, é uma líder de opinião. Foi considerada pela revista Monocle uma das pessoas mais "trendy" do mundo (a Jenna Lyons adora a Monocle, que é uma revista inglesa--as coisas triviais que vocês aprendem comigo...). Foi ela que começou com a taradice dos pássaros por causa das andorinhas da Bordallo Pinheiro. E isto dos pássaros foi Hitchcockiano porque eles, como no filme, atacaram em todo o lado, ainda se encontram esses motivos aqui nos EUA, mas não tanto como antes. Já repararam que a Catarina Portas era irmã do Paulo Portas quando ele chegou ao governo?
No outro dia falei-vos da Mónica Pinto, não falei? O blogue da Mónica Pinto já apareceu em revistas alemãs. A sério! Olhem aqui. Mas seria super-giro ver um livro dela à venda numa livraria americana. E a Cláudia Casal, que eu adoro, também já teve fotos dela em revistas estrangeiras. A minha casa está cheia de fotos da Cláudia Casal e já sou cliente dela há vários anos: eu compro na loja dela na etsy e ela também está na Society 6. E a Cláudia, que tem uma história incrível, até tem um guia turístico de Lisboa online e já houve turistas estrangeiros que foram a Lisboa para serem fotografados por ela. E, como estas bloggers, há muito mais. As mulheres portuguesas estão em força na blogoesfera e muitas delas têm um sentido estético extremamente apurado. São mesmo muito boas e têm uma imagem muito internacional, como por exemplo a Constança Cabral, do Saídos da Concha. A propósito, já comprei o livro dela, só tenho pena que não tenham feito um livro em inglês para eu poder oferecer às minhas amigas que não falam português.
Por falar em livros, vou contar-vos uma história que me aconteceu em Setembro do ano passado, quando eu fui a Portugal. Durante a minha visita em Coimbra, visitei o Edifício Chiado, onde está instalada a colecção Telo de Morais. É uma coisa deslumbrante. Fiquei muito feliz; no entanto, senti um ligeiro ataque de ansiedade porque eu estive ali duas horas e não entrou mais ninguém para ver a colecção. E já sabem que a economista Rita nunca está verdadeiramente de férias, logo a certa altura eu estava a contabilizar o custo da minha visita na minha cabeça e deve ter muitos zeros à direita porque aquilo é muito caro de se construir e manter.
À saída, vi que tinham catálogos da exposição e quis comprar, até porque achei que seria uma prenda óptima para eu trazer para oferecer à minha supervisora, que é americana e gosta muito de arte. Não havia catálogos em inglês. Estava tudo em português. Achei um bocado estranho--a tal coisa da visão oportunista passar ao lado de alguém, ainda por cima com tanto licenciado em inglês e francês desempregado... De qualquer das formas comprei dois catálogos. Eu gosto muito de fazer compras em museus: ajuda-se uma boa causa e dá-se prendas educativas.
Quando saí do edifício, estavam dois turistas a olhar para o prédio, que é deslumbrante. Para quem não conhece, o Edifício Chiado em Coimbra é um prédio da arquitectura do ferro, como a Torre Eiffel, em Paris, as pontes D. Luís e D. Maria Pia, e a estação de S. Bento, no Porto. Estavam então os turistas especados a olhar para o edifício, com uma expressão confusa porque não entendiam o que era aquilo, e estava eu cheia de adrenalina porque quando visito museus fico assim--muito excitada--, e dirijo-me a eles e digo "You have to go inside and see the exhibit! It is simply breathtaking..." O que vale é que eu não tenho sotaque português quando falo em inglês, e as pessoas pensam que eu sou americana. Sendo assim, se os assustei, eles irão pensar que foi uma americana maluca que o fez e até nem estarão enganados de todo. E depois fui pela Rua Ferreira Borges, para gastar a adrenalina.
Nem sei se entraram ou não, mas reparei que não havia nada no exterior do edifício que informasse um estrangeiro que se podia visitar o interior nem que era um museu. Quando fui à Igreja de Santa Cruz, também em Coimbra, prestar a minha homenagem ao D. Afonso Henriques, não havia nada em inglês que indicasse que ali estava o nosso primeiro rei. Eu fiquei deprimida com a Igreja de Santa Cruz, pois não estava decorada como antigamente. Suponho que agora já não é usada para serviços religiosos e por isso não é mantido o esplendor que tinha no interior. Quando fui à Sala da Cidade em Coimbra, aconteceu a mesma coisa: estava eu e um outro senhor e mais ninguém, apesar da cidade estar cheia de turistas.
Perante isto, não é estranha a ideia do Dr. Paulo Portas de que devíamos ser conhecidos por outras coisas para além da luz e do sol, mas é um bocado difícil se as coisas não estão devidamente identificadas e convidam a pessoa a entrar. Mesmo assim, nem sempre se pode entrar: recordo-me de uma vez na Universidade de Coimbra encontrar uns turistas que queriam ir visitar o edifício que tinha uma cúpula bonita e estava dentro de uma muralha--pois, era a prisão, tive de os informar que esse não era para eles.
Mas não pensem que eu ataco apenas estrangeiros, também ataco portugueses. Uma das minhas últimas vítimas é o escritor António Gil. Ainda não consegui comprar um livro de poesia dele porque muitos, como o A Céu Aberto, que era o que eu realmente queria, estão esgotados. Suponho que só o último está disponível. E também não posso oferecer os poemas dele a ninguém fora de Portugal porque ainda ninguém se lembrou que poderia ser um bom negócio traduzi-los. E por isso já mandei emails ao Gil a perguntar como é que era, porque é que eu não posso comprar as coisas dele? Durante a minha visita à Livraria Lello, no Porto, encontrei um livro de poemas do Eugénio de Andrade bilíngue, em português e francês, e comprei-o para oferecer a uma amiga minha americana e é professora de francês numa escola particular em Dallas. Ela e eu temos um pacto: um dia eu mostro-lhe Portugal e ela mostra-me a França.
Os poetas Robert Browning e Elizabeth Barrett Browning eram fãs da poesia portuguesa, chegando ela a publicar um dos mais celebrados livros de poemas de amor em inglês: Sonnets from the Portuguese, em 1850. O Robert chamava à Elizabeth "My little Portuguese" e os poemas de Camões eram apreciados por ambos, ou seja, naquela altura a poesia portuguesa já era traduzida e conhecida lá fora. Hoje em dia, com a Internet, com tanta gente que fala outras línguas desempregada, não se traduzem muitas obras portuguesas, especialmente poesia, para além dos autores já conceituados, como Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eugénio de Andrade, António Lobo Antunes, José Saramago. Ah, mas eu tenho um dos livros do José Rodrigues dos Santos em inglês... (Há sempre excepções às regras.) E notem que esta foi uma das conclusões do estudo do César Hidalgo, no qual participou o português Bruno Gonçalves: a influência da língua portuguesa (e de Portugal) seria maior se houvesse mais conteúdo original português traduzido para outras línguas.
Suponho que o que eu quero dizer é que, para além de tentar trazer mais pessoas, também podíamos fazer muito mais negócio com as coisas que já temos em Portugal. Andamos sempre à caça do que não temos, quando o que temos é mal aproveitado.
E deixo-vos com o poema mais famoso--o 43--da Elizabeth Barrett Browning, do Sonnets from the Portuguese, que decerto já ouviram:
How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of being and ideal grace.
I love thee to the level of every day’s
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for right;
I love thee purely, as they turn from praise.
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood’s faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints. I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life; and, if God choose,
I shall but love thee better after death.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
#lisbonunderthesun
Abri o feed to Miguel Flores-Vianna para o seguir. Alguns dias depois ele posta uma foto de Lisboa e eu, que estive naquele mesmo lugar em Setembro do ano passado, senti que o Universo conspirava para me fazer sorrir. (Tenho um amigo meu que me costuma dizer que eu sou muito egocêntrica, a implicação sendo que eu deveria ser menos. Mas se eu fosse menos não seria eu, logo há aqui uma impossibilidade matemática: estas duas condições são mutuamente exclusivas.)
Eis que, hoje de manhã, vou ver a feed do Miguel outra vez, só para ter a certeza que eu não tinha perdido nenhuma das fotos de Portugal e lá está uma foto da calçada de Lisboa: estão a ver, o Universo conspira para me fazer sorrir.
E eu pensei cá para a minha camisola de caxemira, porque está frio em Houston e eu não tenho botões a jeito, porque é que não se inicia uma hashtag #walkonartinPT: caminhe sobre arte em Portugal. Fiquei feliz com esta minha ideia, e vou implementá-la. Sempre que eu vir uma foto de uma calçada portuguesa no Instagram vou comentar com essa hashtag.
Depois reparei que o Miguel Flores-Vianna tinha começado uma hashtag dedicada a Lisboa, que é #lisbonunderthesun, lisboa sob o sol. E outra vez fiquei feliz--é bom que ele tivesse gostado tanto de Lisboa para o fazer e notem que ele amou Lisboa e declarou-o publicamente. Disse que era um amor que "começa devagar, em silêncio, mas que é profundo". Só há, nessa hashtag, quatro fotos: as do Miguel. Mas vou revisitar as minhas fotos do Instagram e meter-lhes essa hashtag, assim como o farei com as fotos bonitas de Lisboa que eu encontre de outras pessoas.
Gosto muito de ver o que as outras pessoas vêem quando vão a Portugal, as coisas que notam, as emoções que lhes são despertadas... Mas o outro lado também é muito bom: há feeds extraordinários de portugueses no Instagram e um dia destes eu falar-vos-ei de alguns desses que eu já descobri. E não se preocupem, o meu feed não faz parte da minha lista dos extraordinários: eu sou egocêntrica, mas também sou muito exigente.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Socorro! É desta que Portugal SE afunda de vez...
Mas mesmo ignorando a teoria, realmente, Portugal terá um problema enorme com estrangeiros a telefonar aos amigos a dizer onde estão e a postar fotos nos seus blogues pessoais, Flickr, Instagram, e Facebook. Eu sei que sim, porque quando eu vou a Portugal e posto fotos da minha viagem no Facebook, os meus amigos americanos e de outras nacionalidades roem-se de inveja e perguntam-me quando é que eu os levo a Portugal. É um dos piores problemas que o país poderia enfrentar. Não sei se vai sobreviver...
Pergunto-me se, no caso das telecomunicações, não se passará o mesmo que se passou com o BES: as empresas gastam muito dinheiro em publicidade em jornais e os jornais, com os seus fracos ou nenhuns lucros, estão dispostos a dizer qualquer coisa, ou omitir informação, para não alienar quem lhes compra publicidade.











