terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

#lisbonunderthesun

A propósito da minha "ligeira" obsessão pela calçada portuguesa, vou confessar uma outra obsessão: o Instagram. Adoro e sou viciada naquilo. Aqui há umas semanas vi no Instagram, numa descrição de uma foto que eu gostei, a menção de uma pessoa: o Miguel Flores-Vianna. Fui logo ver de quem se tratava: é um argentino, fotógrafo, cujo portefólio de clientes inclui Elle Décor, Architectural Digest, e House and Garden. E, meus caros, este homem é, na minha opinião, muito mais atraente do que Yanis Varoufakis.

Abri o feed to Miguel Flores-Vianna para o seguir. Alguns dias depois ele posta uma foto de Lisboa e eu, que estive naquele mesmo lugar em Setembro do ano passado, senti que o Universo conspirava para me fazer sorrir. (Tenho um amigo meu que me costuma dizer que eu sou muito egocêntrica, a implicação sendo que eu deveria ser menos. Mas se eu fosse menos não seria eu, logo há aqui uma impossibilidade matemática: estas duas condições são mutuamente exclusivas.)

Eis que, hoje de manhã, vou ver a feed do Miguel outra vez, só para ter a certeza que eu não tinha perdido nenhuma das fotos de Portugal e lá está uma foto da calçada de Lisboa: estão a ver, o Universo conspira para me fazer sorrir.


E eu pensei cá para a minha camisola de caxemira, porque está frio em Houston e eu não tenho botões a jeito, porque é que não se inicia uma hashtag #walkonartinPT: caminhe sobre arte em Portugal. Fiquei feliz com esta minha ideia, e vou implementá-la. Sempre que eu vir uma foto de uma calçada portuguesa no Instagram vou comentar com essa hashtag.

Depois reparei que o Miguel Flores-Vianna tinha começado uma hashtag dedicada a Lisboa, que é #lisbonunderthesun, lisboa sob o sol. E outra vez fiquei feliz--é bom que ele tivesse gostado tanto de Lisboa para o fazer e notem que ele amou Lisboa e declarou-o publicamente. Disse que era um amor que "começa devagar, em silêncio, mas que é profundo". Só há, nessa hashtag, quatro fotos: as do Miguel. Mas vou revisitar as minhas fotos do Instagram e meter-lhes essa hashtag, assim como o farei com as fotos bonitas de Lisboa que eu encontre de outras pessoas.


Gosto muito de ver o que as outras pessoas vêem quando vão a Portugal, as coisas que notam, as emoções que lhes são despertadas... Mas o outro lado também é muito bom: há feeds extraordinários de portugueses no Instagram e um dia destes eu falar-vos-ei de alguns desses que eu já descobri. E não se preocupem, o meu feed não faz parte da minha lista dos extraordinários: eu sou egocêntrica, mas também sou muito exigente.

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