quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mais verde...

No Sábado, fui à Dixon Gallery and Gardens, em Memphis. Apesar de já lá ter ido várias vezes, nunca tido passeado a sério pelo jardim, o mais que tinha feito tinha sido visitar a estufa em Janeiro passado, altura em que estava aberta uma exposição de amarílis -- um dia destes mostro-vos essas fotos. Uma das vezes em que tinha tentado visitar, era Maio, e uma amiga minha tinha-me vindo visitar em Memphis, mas chovia a potes e limitamo-nos a visitar o museu e deixámos o jardim para outra altura, que nunca chegou a materializar-se.

Enquanto passeava pelo jardim, não pude deixar de recordar a última vez que visitei o Jardim da Sereia, em Coimbra, depois da vegetação ter sido cortada porque apresentava riscos para a segurança dos transeuntes. Fiquei tão traumatizada, que nunca mais lá fui e até tenho medo de passar naquela área -- não por ter medo de ser atacada, mas por ter ficado horrorizada com a conservação do espaço, perdão, com a destruição... Note-se que este jardim, o Dixon, é completamente vedado e fora das horas de visita é protegido por guardas e completamente vedado, ao contrário do Jardim da Sereia que tem acesso livre.

Por coincidência, no Sábado à noite, passou na PBS um programa sobre a construção do Central Park, em Nova Iorque, que foi desenhado por Frederick Law Olmsted. Na altura, o projecto foi um pouco polémico, até porque foi o primeiro jardim daquele tipo nos EUA. Pode parecer macabro, mas antes de haver jardins públicos neste país, era comum as pessoas irem passear para os cemitérios aos fins de semana. Aliás, os cemitérios antigos são bastante arborizados e espaços muito agradáveis.

Antes de sair de Houston, tive oportunidade de participar numa visita guiada do cemitério Glenwood que é qualquer coisa do outro mundo. Foi a primeira vez que pensei que gostaria de morrer nos EUA, se pudesse ser enterrada ali (uma campa custa à volta de $10.000.) Imaginem que até encontrei uma antiga campa de família, cujo apelido era Pereira. Sim, sim, tirei fotos, mas ainda não tive oportunidade de partilhar convosco. Há visitas guiadas a Glenwood quatro vezes por ano e espero voltar a Houston de forma a poder completar a série.

Ah! Mas dizia eu que pensei em Central Park quando estava nos Jardins do Dixon. A razão é simples: o Dixon também tem uma zona aberta de relvado, que fica nas traseiras da Galeria (esta é uma antiga residência) e essa zona ampla foi uma inovação de Central Park. Apesar de parecer que, em partes, a vegetação é natural, todo o espaço é planeado e nota-se que há zonas que estão em construção, à espera de ser plantadas com os seus novos habitantes. Deixo-vos algumas fotos das partes que não estavam em construção. Fica para outra altura as esculturas e o trabalho em curso.



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