A publicação hassídica ― movimento dentro do judaísmo ortodoxo ― considera indecente a representação de mulheres.
Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Charlie Hebdo - porquê insistir na representação do Profeta, que se sabe ofender os muçulmanos? Não estou de acordo. Não em meu nome. — Ana Gomes
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Uma ousadia
O escândalo da descoberta do poder de perdoar
Cultura chiclete
Probabilidades
11 de Setembro, 11 de Março, 7 de Julho e 7 de Janeiro
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Os recém-licenciados não qualificados
Esta teoria peca por várias razões, sendo a mais óbvia que, mesmo se as universidades portuguesas conseguissem o milagre de formar pessoas com este tipo de qualificações leves, Portugal não tem empregos suficientes para absorver todos os jovens que se formam, logo necessariamente tem de haver aumento do desemprego ou subemprego ou saída desses jovens para outros países. Uma segunda razão é que, a meu ver, as universidades portuguesas fazem um bom trabalho a formar os jovens e a dotá-los de boas qualificações técnicas e a maneira de ser portuguesa dá-nos características que até são muito boas. Frequentemente, se vê anúncios de empresas estrangeiras que vêm a Portugal recrutar jovens porque têm características muito empregáveis: treinam-se facilmente, aprendem outras línguas com facilidade, são esforçados, não causam problemas, etc. Todas estas características são qualificações leves que são valorizadas pelos empregadores estrangeiros. Aos empregadores estrangeiros não lhes interessa que os jovens tenham a capacidade de entrar na empresa e ser como o Nescafé--instantâneos,--interessa sim que sejam como um bom pedaço de mármore bruto, que tenham o potencial de ser esculpidos de acordo com as necessidades da empresa.
Independentemente da nossa inteligência ou capacidade inata ou adquirida, todos nós que temos emprego começámos exactamente da mesma forma quando entrámos no mercado de trabalho: indivíduos sem experiência. Até Richard Feynman, que muitos consideram um dos homens mais inteligentes que já existiu, conta, num episódio entitulado "Monster Minds", no seu livro "Surely You're Joking, Mr. Feynman", da sua inexperiência e de como se sentiu quando apresentou um seminário, durante os seus tempos de "graduate student" em Princeton, a cientistas conceituados. Nesse relato, ele diz:
"I went back to Wheeler and named all the big, famous people who were coming to the talk he got me to give, and told him I was uneasy about it. [...] So I prepared the talk, and when the day came, I went in and did something that young men who have had no experience in giving talks often do—I put too many equations up on the blackboard. You see, a young fella doesn’t know how to say, “Of course, that varies inversely, and this goes this way … because everybody listening already knows; they can see it. But he doesn’t know. He can only make it come out by actually doing the algebra—and therefore the reams of equations. [...] Then the time came to give the talk, and here are these monster minds in front of me, waiting! My first technical talk—and I have this audience! I mean they would put me through the wringer! I remember very clearly seeing my hands shaking as they were pulling out my notes from a brown envelope."
Ou seja, não é uma característica exclusiva dos jovens portugueses não terem experiência quando terminam a sua formação escolar. Isto acontece em todo o lado (um à parte: este livro de Richard Feynman é um livro óptimo para os jovens lerem, especialmente os que estão à procura de emprego). Há, no entanto, algumas formas de se tentar atenuar este efeito. A este propósito, vale a pena ler este texto da Mary Alice McCarthy, em que se fala dos EUA e da Alemanha.
Nos EUA, é normal para qualquer jovem começar a trabalhar aos 16 anos em regime part-time. Isto já dá ao jovem alguma formação no sentido de trabalhar em equipa, ser organizado, ser assíduo, saber atender clientes, ter responsabilidades para com outrem, que não os membros da sua família, etc. Aqui há uns anos, ouvi Ben Bernanke, num dos seus discursos enquanto Presidente da Reserva Federal americana, falar do desemprego jovem. A preocupação dele era que os jovens americanos não estavam a adquirir formação que mais tarde seria necessária para terem sucesso no mercado de trabalho e para as empresas americanas serem competitivas. Mas, mesmo tendo empregos part-time, é muito raro que os jovens americanos tenham essa formação na área que mais tarde vão adoptar para se especializar profissionalmente. Ou seja, terminam o curso e o normal é não terem a experiência exacta para os empregos aos quais se candidatam.
Uma outra maneira de tentar minimizar o efeito da falta de experiência inicial é o modelo seguido na Alemanha, onde as empresas colaboram com as escolas e os jovens fazem estágios e módulos de aprendizagem que os preparam para empregos nessas companhias. O modelo alemão é frequentemente empregue na área de manufactura, e é uma das ideias que se sugeriu para diminuir o desemprego jovem em Portugal. Na minha opinião, estamos a iludir-nos: sem a criação de mais empregos pelas companhias portuguesas, i.e., crescimento do sector privado português, não adianta muito que os jovens portugueses sejam qualificados na maneira alemã. Adiantará mais para a Alemanha, que terá uma reserva maior de portugueses qualificados para ir trabalhar para lá. Este modelo também é usado em alguns sectores americanos, por exemplo, as empresas de Wall Street, que todos os anos vão às melhores universidades americanas à procura de estagiários e que, mais tarde, seleccionam os melhores estagiários para seguirem carreiras nas suas empresas. Quem não ouviu as histórias de Michael Lewis, acerca deste tópico? Ainda há menos de um mês atrás, ele escreveu uma peça de opinião na Bloomberg onde atacava este comportamento das grandes companhias de Wall Street. Escrevia ele, jocosamente,
"Wall Street will take the resources it once hurled at Harvard and Yale universities, to recruit their students, and invest in America's leading retirement communities, to recruit their swelling population of elderly women, most of whom are currently wasting valuable trading hours."
Uma das coisas que mais aprecio na sociedade norte-americana é o contacto intergeracional. A figura do mentor é extremamente importante nos EUA e, quando estamos a estabelecer-nos profissionalmente, é normal perguntar nas nossas entrevistas para emprego se a empresa/universidade/etc. facilita o contacto com um mentor para nos integrarmos melhor e mais rapidamente na organização. Como curiosidade, na área dos mentores, um projecto engraçado, nas Ciências Matemáticas, é o Número de Erdös, em que os matemáticos calculam quantas pessoas os separam de Paul Erdös, um matemático famoso. Ter alguém experiente ao nosso lado que nos apoia, estimula, cultiva a auto-confiança, dá permissão para explorarmos o que somos profissionalmente, é essencial para o nosso desenvolvimento profissional. Eu reconheço isso por experiência própria. Eu não me criei sozinha; parafraseando Sir Isaac Newton, o progresso profissional que eu fiz e faço depende dos que vieram antes de mim e me carregaram nos ombros para eu ver e ir mais além. Hoje em dia, é meu dever e privilégio fazer isso por outras pessoas.
Isto tudo para quê? Isto tudo para vos dizer que, quando eu ouço uma pessoa com experiência profissional avançar a ideia de que os jovens portugueses não sabem trabalhar ou não têm experiência, o que eu ouço é uma admissão por parte dessa pessoa de que não está disponível para aclimatizar os jovens ao mercado de trabalho. E note-se que quem tem experiência pode apoiar jovens que não são colegas. Há muito jovem desempregado que beneficiaria do apoio de alguém com mais experiência para o ajudar com o CV, com dicas sobre entrevistas de emprego, conselhos, histórias de problemas que enfrentaram, cultivar a auto-estima, etc. No entanto, talvez a situação de Portugal não seja assim tão má. Também já ouvi uma história de um português que mencionou o nome de outro colega mais velho e disse o quão importante esse colega foi para o seu desenvolvimento profissional.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Aussi le résultat de politiques anti-européennes d'austerisme: chômage,xénophobie,injustice, extremisme,terrorisme — Ana Gomes
Daqui a um milénio, qual será o lado civilizado?
Do preâmbulo de "The Islamic Foundation of Renaissance" de Hugh Bibbs.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Ide-vos!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Contemplando a produtividade do trabalho
Pelo Natal de 2013, enviei ao meu afilhado em Portugal um tablet barato que comprei e enviei através da Amazon.com. A Amazon deu-me a opção de eu pagar as taxas de alfândega aquando da encomenda e eu paguei. Passados uns dias, começei a receber emails da UPS, a companhia encarregada do envio, mais propriamente dos gabinetes da UPS em Portugal. Queria a UPS que eu fornecesse o número de contribuinte do meu afilhado, que tinha na altura 12 anos, para que o pacote pudesse ser entregue. Obviamente, eu não tenho o número de contribuinte de toda a gente a quem eu envio pacotes. No decorrer deste incidente, falei com três empregados da UPS em Portugal. Perguntei-lhes porque razão precisavam do número de contribuinte quando a encomenda era uma oferta e as taxas de alfândega já tinham sido pagas--note-se que, para efeitos de alfândega, pacotes cujo valor excede €45 têm de pagar taxas. Responderam que era a lei. O assunto só foi resolvido ao fim de vários dias, depois de falarem ao telefone com a minha irmã e ela ter fornecido o número. Pergunto-me o que foi conseguindo por todo este esforço. Os impostos foram pagos ao estado português, não havia nada de irregular com o pacote, pois era um produto permitido por lei, logo para quê tanta burocracia? Serve os interesses de quem?
No outro episódio, que ocorreu há dois ou três anos, perdi a senha de acesso ao Portal das Finanças e precisava de uma nova. Note-se que, para efeitos das Finanças, eu tenho um procurador em Portugal como exige a lei, mas julgo que há muita coisa que eu posso tratar sem ter de incomodar o meu procurador. Enviei um email às Finanças a perguntar como é que eu deveria proceder para obter acesso ao Portal das Finanças, pois eu precisava de entregar a declaração de IRS brevemente e eu estava fora de Portugal. Responde-me o empregado com um email "formato enlatado" a dizer-me para eu me dirigir à minha Repartição de Finanças--reparem que eu tinha informado no meu email inicial que não estava em Portugal. Fiquei muito zangada com esta resposta. Se é para enviar email "formado enlatado", porque razão pagamos nós o salário a uma pessoa que não lê os emails que nós enviamos e não personaliza a resposta à nossa pergunta e à nossa situação em particular? Enviei uma resposta a pedir esclarecimento e, mais uma vez, a expor a situação. Recebi mais outra resposta, que não me resolvia o problema. Desta vez, fui à Internet, procurei o email do gabinete do Ministro das Finanças e enviei um email a expor a situação e a perguntar porque é que o estado português, que tem falta de dinheiro, dificulta tanto a vida a quem lhe quer dar dinheiro. O problema foi finalmente resolvido.
Não percebo a razão de ser das pessoas não poderem resolver coisas tão banais num número mínimo de passos. Exactamente, qual o efeito de todo este esforço adicional no PIB português?
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Socorro! É desta que Portugal SE afunda de vez...
Mas mesmo ignorando a teoria, realmente, Portugal terá um problema enorme com estrangeiros a telefonar aos amigos a dizer onde estão e a postar fotos nos seus blogues pessoais, Flickr, Instagram, e Facebook. Eu sei que sim, porque quando eu vou a Portugal e posto fotos da minha viagem no Facebook, os meus amigos americanos e de outras nacionalidades roem-se de inveja e perguntam-me quando é que eu os levo a Portugal. É um dos piores problemas que o país poderia enfrentar. Não sei se vai sobreviver...
Pergunto-me se, no caso das telecomunicações, não se passará o mesmo que se passou com o BES: as empresas gastam muito dinheiro em publicidade em jornais e os jornais, com os seus fracos ou nenhuns lucros, estão dispostos a dizer qualquer coisa, ou omitir informação, para não alienar quem lhes compra publicidade.
Bondade humana
As boas obras devem ser esquecidas a partir do momento que são praticadas, vão e vêm sem deixar vestígio. Quando a bondade se mostra abertamente já não é bondade, embora possa ser útil como caridade organizada ou como acto de solidariedade.
É surpreendente que esta atitude tenha sobrevivido na era secular moderna. Ainda hoje milhares e milhares de pessoas (cristãos e não só), por esse mundo fora, ajudam os pobres, os doentes, os desvalidos, discretamente, invisivelmente. São heróis invisíveis. Estão fora do mundo, por opção pessoal, por amor à bondade, tal como ela foi proposta por Cristo há mais de 2000 anos.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Feriados 'R' US...
- violação dos direitos adquiridos dos trabalhadores;
- os portugueses não têm muitos feriados comparado com os outros países;
- celebrar feriados noutros dias que não os dias estabelecidos não tem jeito nenhum; e
- a eliminação de feriados religiosos tem de ser aprovada pela Igreja Católica.
Comparar Portugal com outros países é irrelevante, pois há países com mais e países com menos, logo também é uma razão arbitrária. A terceira razão é o resultado de preferências pessoais e, por isso, não tenho qualquer problema com ela. A bem dizer, a que mais me surpreendeu foi a quarta razão. O estado português é laico e fiquei surpresa por ver o estado e a Igreja às turras. Suponho que é uma coisa geracional, pois a minha geração não foi exposta a religião dentro de instituições públicas. Recordo-me de uma vez ter mostrado dinheiro americano a uma amiga minha que tem a mesma idade que eu e ela ficou muito espantada com o "In God We Trust", que aparece nas notas e moedas americanas.
Agora que o Ano Novo chegou, a questão dos feriados apareceu novamente nas notícias. O jornal Expresso decidiu fazer a contabilidade dos dias de lazer do novo ano. No universo dos feriados nacionais de 2015, dois feriados calham em sábados e dois calham em terça- e quinta-feiras e são, estes últimos, passíveis de pontes.
Como eu vivo fora de Portugal a minha contabilidade feriadística (sim, inventei a palavra) é ligeiramente diferente--é a contabilidade americana que é parecida com a proposta do reinado da Troika. Tenho reparado que ultimamente, em Portugal, se presta mais atenção ao feriados americanos, como o Dia de Acção de Graças, e por isso decidi abordar o tema. A preferência pela celebração de feriados à segunda-feira é o regime que prevalece nos EUA, onde os únicos feriados flutuantes nos dias da semana são o 1 de Janeiro (Ano Novo), 4 de Julho (independência dos EUA), 11 de Novembro (Armistício), e 25 de Dezembro (Natal). O dia de Acção de Graças, calha sempre na quarta quinta-feira de Novembro. No todo, os feriados federais americanos são os seguintes (mais ou menos, pois o governo federal não tem poder para os impor aos estados--eu apenas fiz a lista dos mais comuns; consultar a Wikipédia neste tópico):
- Janeiro, 1: Ano Novo
- Janeiro, terceira segunda-feira: aniversário de Martin Luther King, Jr., que nasceu em 15 de Janeiro de 1929;
- Fevereiro, terceira segunda-feira: Washington's Birthday, aniversário de George Washington, mas o Presidente Lincoln também nasceu em Fevereiro, logo há quem chame a este dia President's Day;
- Maio, última segunda-feira: Memorial Day, em memória dos soldados que pereceram durante a Guerra Civil americana;
- Julho, 4: Independência dos EUA;
- Setembro, primeira segunda-feira: Labor Day, reparem que é Dia do Trabalho--nos EUA não se comemora o Dia do Trabalhador de 1 de Maio, como no resto do mundo, pois o ataque de Haymarket deu-se a 4 de Maio de 1886 e o Presidente não queria que se confundisse com a celebração de um acto de violência;
- Outubro, segunda segunda-feira: Columbus Day, Dia do Cristóvão Colombo (nem todos os empregadores observam);
- Novembro, 11: Veteran's Day, internacionalmente é o Dia do Armistício da Primeira Grande Guerra Mundial (nem todos os empregadores observam);
- Novembro, quarta quinta-feira: Dia de Acção de Graças;
- Dezembro, 25: Natal.
Uma curiosidade: o Memorial Day é considerado a abertura da época de férias; já o Labor Day é considerado o regresso ao trabalho e à escola depois das férias e é de muito mau tom usar roupa branca depois do Labor Day. Hoje em dia, há escolas que iniciam as aulas antes, pois o trabalho na agricultura não está tão dependente da ajuda familiar.
Julgo ser evidente que o sistema americano acaba por ter mais dias de folga para os trabalhadores assalariados do que o sistema português. Só que, como o tempo de lazer é concentrado em fins-de-semana e é espaçado durante o ano, acaba por não interromper tanto a semana e o ritmo de trabalho e tem o benefício de dar ao trabalhador oportunidade para descansar durante um tempo mais prolongado, mais frequentemente. (Note-se também que nos EUA, os trabalhadores assalariados têm menos tempo de férias do que nos países europeus, logo estes feriados acabam por mitigar, de alguma forma, o efeito das férias mais curtas). A preferência por um sistema ou outro varia de pessoa para pessoa; mas, pela minha parte, não acho este sistema tão mau quanto isso.
Bom Ano Novo a todos!
Resoluções para quando for velho (pode ser já para 2015)
Não procurar a companhia da mocidade, a menos que realmente assim o desejem.
Não ser irritadiço, nem rabugento, nem desconfiado.
Não fazer pouco do presente, das suas convicções, das suas modas, nem dos homens ou da guerra.
Não ser louco por crianças, mas tão pouco as repelir.
Não contar sempre a mesma história às mesmas pessoas.
Não ser avarento.
Não negligenciar o decoro, ou o asseio, por medo de cair na sordidez.
Não ser demasiado severo com os mais novos, mas ser tolerante com as suas loucuras juvenis e as suas fraquezas.
Não ser influenciado, nem dar ouvidos à coscuvilhice dos criados ou de quem for.
Não ser demasiado prestável no aconselhamento a não ser que seja desejado.
Pedir a alguns amigos que me informem de quais as resoluções que quebro ou negligencio, e onde; e modificar-me de acordo com essas críticas.
Não falar muito, sobretudo de mim.
Não me gabar da minha beleza passada, ou da minha força, ou do meu sucesso com as mulheres, etc.
Não dar ouvidos à lisonja; nem pensar que possa ser amado por uma rapariga jovem.
Não ser categórico nem opinativo.
Não me dispor a cumprir todas estas regras, por receio de não obhservar nenhuma dela.
[Jonathan Swift, Resolutions When I Come to be Old, escrito em 1699]
