segunda-feira, 6 de abril de 2015

Parece que sou medíocre...

A Betty--suponho que este não é o seu nome verdadeiro--acha que as universidades que eu frequentei e onde trabalhei nos EUA são medíocres, ergo, subentende-se do comentário, que eu também não devo valer grande coisa. Exactamente, Betty, eu sou medíocre, não valho nada. Só há três coisas na minha vida que talvez me possam salvar:
  • Os Clinton: os Clinton trabalharam na mesma universidade que eu e alguns dos meus amigos são bons amigos dos Clinton, eu até já apertei a mão de Hillary Clinton quando ela estava a fazer campanha, e, quando eu fui ao concerto dos Fleetwood Mac em Little Rock, no dia do meu aniversário, os Clinton estavam lá.
  • Ronald Reagan: uma vez, numa conferência, um dos antigos assessores de Ronald Reagan queria levar-me para a cama. Eu não misturo assuntos profissionais com assuntos privados e, mesmo no privado, não sou uma mulher muito fácil, apesar de ser fogo na cama. Não fiquem chocados, não há mal nenhum em admitir a única coisa que sabemos fazer bem: foder os outros.
  • Dinheiro: eu, por enquanto e até ficar outra vez desempregada, ganho mais do que o Presidente da República de Portugal. Eu, mulher, com pouco mais de metro e meio, sem levar ninguém para a cama, e sem sorriso Colgate--shoot me running backwards on a rainy day!!! Notem que o meu valor está circunscrito aos EUA, mas estar no top 10% dos EUA não me parece mau de todo. Esperem, enganei-me no país! Eu devia era usar a aritmética portuguesa...
Concluindo, de acordo com a Teoria dos Pasteis de Nata, uma das mais invocadas em Portugal, sou medíocre, não valho nada.

12 comentários:

  1. Cara Rita,

    Só para lhe dar os parabéns pela parte não-factual do seu post: independentemente da tal "Betty", acredita em si e tem orgulho no que faz. E ISSO é mas que suficiente. Parabéns.

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  2. Porra, eu ando sem tempo para ler o blogue e, portanto, também sem tempo para ler comentários. Isso leva-me a aprová-los desde que não sejam anónimos. Mas deverei passar a ser mais selectivo.

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    1. É pá, mas assim tiras-me uma das inspirações para os meus posts...

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  3. Olá, Luís,
    Eu podia criar uma conta com o nome de Maria Albertina. Parecia-lhe melhor? Quanto ao comentário: como diz o nosso povo, perguntar não ofende. A sério que gostava de perceber o percurso da Rita, já que ela não se importa de o divulgar e tem tanto orgulho nele.

    Para a Rita:
    Que bom ter um salário melhor do que o do presidente da república português. Como bem sugeriu, há "profissionais" em Portugal com um salário melhor do que o presidente. Só por si, não é grande argumento. (Administradores de empresas públicas têm de ir para a lista VIP, para não sabermos quanto ganham.) Diz que não tem que abrir as pernas, mas logo a seguir tem de justificar que o mercado especulativo não é assim tão mau. Vê-se que não acredita nisso. Houve muitas pessoas em Portugal que se suicidaram na sequência desse mercado de derivados tão bonzinho em que trabalha. Conheci alguns. E a Rita?

    Elisabete Aguiar (a.k.a. Betty)

    PS: Não precisam de publicar o comentário, mas lhes ferve o sangue por tão pouco, sugiro que tornem o blogue de acesso restrito para os vosso amigos.

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    1. "Eu podia criar uma conta com o nome de Maria Albertina. Parecia-lhe melhor?"

      Não. Basta o nome (ou iniciais) no fim. Criar contas de propósito para comentar é desnecessário.

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    2. Betty, é assim, os seus comentários são bem-vindos, mas a forma como os faz é estranha porque é sempre agressiva. Isso de eu explicar a especulação não tem nada a ver com eu não acreditar, tem a ver com eu achar que as pessoas não compreendem o que é. Eu não trabalho em nada exotérico.

      Quanto a suicídios, conheci várias pessoas que se tentaram suicidar por outras coisas, nunca conheci ninguém que se tentasse suicidar por causa de especulação. A legislação dos mercados financeiros em Portugal é extremamente má e não protege o pequeno investidor; a maior parte das pessoas que se mete a investir em alguns produtos de investimento mais exotéricos não deveria fazê-lo. Basta pensar que há instrumentos que são transacionados em Portugal que são proibidos nos EUA.

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  4. A forma como escreve de forma tão confiante dizendo que nunca ficaria desempregada muito tempo é bastante irritante, francamente. Eu já estive desempregada e saí do desemprego para ir para uma situação de subemprego, com os chamados falsos recibos verdes. O subemprego consegue ser quase tão mau como o desemprego; ganha-se uns trocos, cansaço quanto baste, e muito pontapé na auto-estima.

    Quanto aos suicídios, a sua resposta fez-me lembrar aqueles executivos incompetentes que temos visto a fazer depoimentos na Assembleia da República, e que nunca se lembram de nada nem sabiam de nada. Esses suicídios de que falei não eram dos especuladores, eram dos simples empregados por conta de outrem que se viram desempregados na sequência da crise financeira dos Estados Unidos de 2008. Por acaso não viu o filme "Inside Job"? Lá explicam bem ao público o que são os produtos derivados.

    B

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    1. Não, o que é irritante é que me sejam atribuidas coisas que eu não disse. A Betty acha mesmo que eu ficaria desempregada 17 anos em Portugal? Eu acho que não e acho que quem acha que sim, está muito enganado. No entanto, eu já disse várias vezes que estive desempregada nos EUA, logo nunca presumi que estar empregada 100% do tempo é possível para mim.

      Mas obrigada pelo elogio. É bom saber que eu escrevo de forma confiante e dá para se notar.

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  5. amigos, quem usa derivado para especular acaba por levar tranco. Quem usa derivado para anular risco como em posicao de mercado a vista sai ganhando.! Nao confundam

    Abracos

    Emanuel Pinto

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