sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A população também cai

Ao ler o último post do Zé Carlos, recordei-me que ainda não vos mostrei, nem falei do trabalho de Norwood Viviano, que tive oportunidade de ver na exposição Visions and Revisions: Renwick Invitational 2016, da Renwick Gallery, parte do Smithsonian American Art Museum, em Washington, D.C.

Uma das instalações de Viviano, Global Cities, ilustra a evolução da população de diferentes cidades do mundo durante vários milénios: no chão está desenhado um planisfério e, sobre as cidades principais, estão penduradas orbes de vidro cuja altura representa o tempo e a população é representada por círculos concêntricos que se sobrepõem.

À primeira impressão, as formas de vidro parecem naves extraterrestres que pairam sobre o mundo, mas na parede encontramos uma legenda em forma de gráfico, identificando o tempo no eixo vertical e as cidades pela forma da orbe ao longo do eixo horizontal.

A maior parte das cidades têm uma população que evolui numa forma parecida com um V, mas os lados não são lineares. A cidade mais interessante é Beijing, pois a sua população aumenta e diminui ao longo do tempo. Roma tem uma forma muito alta, em que se identifica um aumento -- o Império Romano -- e depois uma diminuição seguida de um ligeiro aumento durante os séculos mais recentes.

Tirei algumas fotos que vos deixo em baixo, mas podem ver imagens mais detalhadas na página de Internet do artista.




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