quarta-feira, 19 de abril de 2017

22 anos

Comemora-se hoje o vigésimo-segundo aniversário do atentado à bomba de Oklahoma City. De um dia para o outro, muita gente em Portugal ficou a saber que Oklahoma existia e muitos amigos, quando eu lhes dizia que ia estudar para lá em Agosto de 1995, avisavam-me que era um sítio onde havia atentados bombistas. Atentados bombistas pode haver em qualquer lado. Lembro-me perfeitamente de ver o Telejornal e darem notícias de atentados à bomba em Espanha por causa da ETA, no Reino Unido por causa do IRA, ou seja, cresci a ver notícias de atentados à bomba, para não falar dos sequestros de aviões e outras calamidades não-naturais.

No local do edifício bombeado, ergueu-se um monumento às vítimas que pereceram, às que sobreviveram, e a todas as pessoas que ficaram para sempre transformadas por esta tragédia. O monumento está repleto de símbolos, como os portões do tempo: um com a hora 9:01, um minuto antes da bomba e que representa uma época de inocência da cidade; outro com a hora 9:03, o minuto depois da bomba, que representa não só um mundo transformado, mas também o início da esperança. A "Survivor Tree", um olmo que sobreviveu ao atentado, é outro símbolo, este de esperança e resiliência; no aniversário do atentado, árvores bebé descendentes deste olmo são oferecidas, havendo várias centenas plantadas nos EUA.

Talvez o sítio mais emotivo seja o campo de 168 cadeiras vazias, cada uma inscrita com o nome de alguém que faleceu. As cadeiras mais pequenas são as das crianças, pois no edifício havia um infantário.

April 19, 1995. #weremember #okcnm

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Nota: A árvore mais à direita é a "Survivor Tree"

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