sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Maria Emília Brederode Santos

A presidência do Conselho Nacional de Educação (CNE) é, desde ontem, de Maria Emília Brederode Santos, eleita pela Assembleia da República há semanas. O Conselho Nacional da Educação é, em teoria, um importante órgão na estrutura da educação do país, ainda que, sendo consultivo, apenas tem um poder de influência e não de decisão. Ao longo dos seus trinta anos de existência o CNE tem cumprido a sua missão e as diferentes presidências podem considerar-se positivas.

A eleição de Maria Emília Brederode Santos é uma boa notícia. Sendo uma das expatriadas que regressou a Portugal depois do 25 de Abril, com uma licenciatura em ciências da educação pela Universidade de Genebra, tem tido desde então actividade relevante, quer colaborando na esfera do Ministério da Educação (presidente do Instituto de Inovação Educacional entre 1997 e 2002 e seu representante em conferências internacionais) quer em outras iniciativas (e entre elas relevo a direcção pedagógica da versão portuguesa da “Sesame Street”, transmitida pela RTP).

A Maria Emília tem, da educação, uma visão humanista, sobressaindo no seu currículo um interesse persistente pela arte: foi presidente da Associação Portuguesa e Intervenção Artística e de Educação pela Arte e de um Grupo Interministerial para o Ensino Artístico, em meados da década de 90, e participou na avaliação de uma das mais interessantes experiências que remonta ao tempo de Veiga Simão, a Escola Superior de Educação pela Arte, da qual resultou um livro publicado pelo Instituto de Inovação Educacional em 1994.

Aguardo com expectativa a acção da nova Presidente do CNE, confiando na sua capacidade de, sempre discreta, saber encontrar os consensos necessários numa altura em que se pretende que exista um salto qualitativo na educação em Portugal. 

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