sábado, 18 de abril de 2015

Ainda a escrita...

Ontem o meu dia foi intenso em questões de escrita e correspondência:
  • Às vezes passo por períodos em que acordo cedo e depois não consigo dormir, como aconteceu a noite passada, quando acordei antes das quatro da manhã. Decidi levantar-me e fui escrever uma curta carta a uma amiga e uma nota de obrigada à minha sogra, que me enviou uma lembrança por causa da morte da Stella, a minha cadelinha. Como eu mandei fazer selos com duas fotos da Stella, achei que seria uma boa ocasião para usá-los. Para além disso, umas das minhas coisas preferidas é receber correio a sério, logo também gosto de o enviar. Depois voltei para a cama e adormeci.
  • A caminho do trabalho, parei nos correios e aproveitei para enviar um pacote ao meu sobrinho em Portugal. Depois de preencher o formulário da alfândega, dirigi-me ao balcão onde um senhor de origem hindu me atendeu. Quando ele olhou para o formulário da alfândega, ficou encantado por eu ter escrito tudo muito legivelmente. É que ele tinha de passar as moradas e a descrição do conteúdo para o computador e ele disse que muitas vezes não conseguia ler a letra de quem escrevia, mas a minha letra era muito boa e ele conseguia lê-la. Fiquei feliz que uma coisa tão pequena o tenha feito feliz.
  • Este fim-de-semana, eu tinha considerado ir a Memphis, mas mudei de ideias porque vou ter visitas no próximo fim-de-semana e não quero encher a minha semana de diversões, pois a viagem demora-me 11-12 horas de carro para cada lado. Porque não voar? Porque os meu cães vão comigo e eu nunca meteria os meus cães num porão de avião. Para além disso, eu, um carro e uma estrada aberta é uma coisa excitante. She needs wide open spaces, como cantam as Dixie Chicks...

    Como cancelei a viagem, telefonei à minha amiga Elinor, que vive na minha casa em Memphis para dizer que não iria. Conversámos por alguns minutos e ela disse-me que tinha conversado com o Alex, o senhor que me cuida da relva do jardim. Durante a conversa, ele disse à Elinor que gostava muito de receber o meu pagamento pelos serviços. Dizia ele que eu era a única pessoa que lhe enviava cartões escritos à mão, juntamente com o pagamento, onde lhe dizia obrigada por cuidar do nosso jardim e lhe desejava uma boa semana. Ele já está no negócio da relva há mais de 20 anos. E acrescentou ele "What a nice lady she must be!"

    A última vez que conversei com o Alex foi ao telefone, talvez há coisa de um mês, para lhe pedir para ele ir recolher as folhas que tinham caído durante o inverno. Quando lhe telefonei, estranhei o seu tom de voz. Estava feliz, meteu conversa comigo, e acabámos por conversar durante meia hora. Depois de eu falar com a Elinor é que eu me apercebi a razão de ele ter sido tão amigável: foram os meus bilhetes de obrigada. Havia alturas em que eu chegava a casa e o jardim estava tão giro porque ele tinha estado lá com a equipa dele, que eu ficava mesmo feliz e achava por bem dizer-lho aquando do pagamento.

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