quarta-feira, 15 de abril de 2015

O valor da arte

Ontem, o NAJ e eu estavamos a falar sobre livros e Oscar Wilde veio à baila e ele disse que Oscar Wilde abordava muito o valor da arte naquilo que escrevia.

O "valor da arte" fez-me recordar uma exposição de fotografia que eu vi no Porto; mas, mais tarde, lembrei-me de Marina Abramovic, uma artista de performance que nasceu em Belgrado, em 1946. Desde 2011, ela tem estado a tentar reunir fundos para criar um instituto de arte de performance, que não é considerado um ramo muito lucrativo.

Uma das suas actuações mais famosas foi Rhythm 0, que ocorreu em Nápoles, Itália, em 1974. Nessa peça, a artista assumia um papel passivo e transferia o poder para o público. Na sala com ela estavam 72 objectos: alguns que podiam ser usados para dar prazer a alguém (uma boa de penas, por exemplo), outros para causar dor e até morte, pois entre os objectos havia uma arma carregada, uma tesoura, e um bisturi. A artista sujeitou-se ao público durante seis horas e convidou a audiência a usar os objectos e a usá-la. Inicialmente, o público foi cauteloso, mas depois o comportamento deixou de ser individual e tornou-se colectivo e as pessoas deixaram de censurar o seu próprio comportamento. Marina descreveu essa actuação da seguinte forma:

“What I learned was that... if you leave it up to the audience, they can kill you.” ... “I felt really violated: they cut up my clothes, stuck rose thorns in my stomach, one person aimed the gun at my head, and another took it away. It created an aggressive atmosphere. After exactly 6 hours, as planned, I stood up and started walking toward the audience. Everyone ran away, to escape an actual confrontation.”

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