domingo, 7 de fevereiro de 2016

Para onde vai esta juventude?

De quando em quando há uma grande comoção por causa de alguém que encontra uma carteira cheia de dinheiro e a devolve à polícia, ou coisa assim. Logo aparece uma corrente de comentários no facebook exaltando a nobreza e, mais do que isso, a raridade do gesto. Pergunto-me sempre que amigos terão as pessoas que escrevem essas coisas? Parece-me bastante óbvio que se eu encontrasse uma carteira cheia de dinheiro a devolveria. Tal como me parece óbvio que a maior parte dos meus amigos também o faria.

Outra coisa que comecei a ouvir com alguma insistência foi que nos transportes públicos já ninguém dá lugar aos velhinhos e deficientes. Como o único transporte público em que costumo andar é o comboio (com lugar marcado) nunca pude confirmar ou infirmar este rumor. Mas, na sexta-feira passada, saí com as minhas miúdas sem carro. Fomos de comboio suburbano até ao Porto e, uma vez lá, deslocámo-nos de Metro. Como de alguma forma forma já esperava, pude confirmar que essa ideia de que os jovens de hoje já não dão lugar às velhinhas e aos velhinhos é falsa. Pode, obviamente, ter sido coincidência e apenas se ter passado assim nas carruagens por onde andei. Mas o que vi foi os jovens diligentemente a darem lugar a quem mais precisava. De uma das vezes até foi engraçado, porque três miúdas deram uma corrida valente para ver quais delas conseguiam um dos dois lugares vagos para, 3 segundos depois, levantarem-se esbaforidas para dar lugar a duas velhotas que tinham acabado de entrar.

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