quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Intervalo: jogos, jaguares e juglandáceas



Há letras competitivas, como acontece com o  jóta e com o guê.
Competem uma com a outra como um gerente germânico com um jesuíta japonês, uma jabuticaba jocosa com um ginete gesticulador ou um girino gigante com um jurista jurássico. Jogos, jaguares e juglandáceas mostram que há casos em que trabalham juntas, ainda que o jóta esteja aqui sempre em primeiro lugar e isto deve deixar o guê incomodado. Mas os gorjeios, as gorjetas e as granjas provam que também o guê é capaz de tomar a dianteira. Talvez sejam competitivas porque introduzem palavras importantes, a justiça e a graça, que nos transcendem, a grandeza e a juventude, de que buscamos as fórmulas, o juízo e o gosto que todos acreditamos ter, em quantidade abundante e de qualidade indubitável. O guê pode ser gentil e pode ser grosseiro, o jóta pode ser jucundo e pode ser jingoísta. Há uma profusão de guês nas gargantas e nos gargalos, tal como há uma profusão de jótas nos jejuns e nas jejunites. Há um guê em gratidão, mas os ingratos também têm um. A jactância é um defeito, mas a jovialidade não necessariamente. O guê consegue ser generoso, mas o jóta dá-nos muito jeito porque às vezes queremos fazer alguma coisa já. Jóias e guarda-chuvas fazem parte do nosso bem estar. Ao jóta e ao guê diremos, Compitam quanto quiserem! Prestam-nos bons serviços desde que não os confundamos. 

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