O meu nome não é Alice, mas não é só ela que corre
atrás de um coelho branco, eu também tenho corrido.
Um blogue de tip@s que percebem montes de Economia, Estatística, História, Filosofia, Cinema, Roupa Interior Feminina, Literatura, Laser Alexandrite, Religião, Pontes, Educação, Direito e Constituições. Numa palavra, holísticos.
Mostrar mensagens com a etiqueta Floricultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Floricultura. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Floricultura 42
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Floricultura 3
Sonhou com uma planta que só floria dentro das
entranhas de homens ou mulheres. No sonho não viu se eram de homens ou mulheres
os estômagos onde vislumbrou as pétalas escarlates que nunca encontrara em
outras plantas e outros lugares.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Floricultura 16
Constantino José Marques de Sampaio e Melo, florista
português, ficou para a história graças aos seus arranjos artificiais de pano e
papel.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Floricultura 20
Olha para a porcaria que fizeste.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Floricultura 5
É na primavera que floresce, os botões abrem-se um a
um como papel de rebuçado.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Floricultura 11
Depois de mais de seis décadas a usar um cravo
branco na lapela, o senhor Almeida resolveu sair de casa sem flor.
domingo, 23 de outubro de 2016
Floricultura 30
As flores carnívoras não são flor que se cheire. Tanto moralmente, pois são manhosas. Como materialmente, ou seja, cheiram mesmo mal.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Floricultura 33
Este é mesmo um palerma. Tanto que nem me vou dar ao trabalho de fazer de conta que estou só a escrever de longe, nem vou inventar pessoas que digam por mim que este é mesmo um palerma.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Floricultura 48
À egípcia Isis chamaram os gregos hibisco. Foi deste modo acolhida. O que não admira.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Floricultura 36
Não venhas tarde.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Floricultura 37
Crescem muito amarelinhas por entre as pedras do
macadame, mas os da Câmara andam sempre a arrancá-las.
terça-feira, 3 de maio de 2016
Floricultura 9
Agarras no guarda-chuva e vais ali comprar um molho de nabiças.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Floricultura 17
17. Não é todos os dias que nos entra porta dentro um indivíduo atarracado e musculoso, vestindo um fato-macaco e com as mãos sujas de óleo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Floricultura 41
41
Todos os dias cede o seu lugar no autocarro.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Floricultura 50
O meu avô cultiva gladíolos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Floricultura 2
2
Está albergada numa estufa de ferro e vidro elegante como a gaiola de um pássaro.
Miss Snowe visita-a todos os dias, e todos os dias espana o pó que se acumula nas folhas quadrangulares. Assim, as suas miríficas cores nunca se embaciam. O púrpura bizantino. O azul de Albion. A cor que ainda não sabemos como se chama porque é a cor dos nevoeiros sobre os pântanos. A cor da fuga do jaguar, outra cor de que não temos nome ainda. Todos os dias surge uma folha nova, com a mesma forma quadrangular e sempre com uma cor diferente, algumas já conhecidas, outras não. O branco-cinzento-lilás da pérola na concha e a cor do toque dos sinos, que é o negro mas pode ser o amarelo claro que têm as rendas guardadas em arcas cheirando a sândalo e naftalina. A cor do sândalo é o ocre escuro. A cor da naftalina é o verde-lima, porque o cheiro intenso que quase magoa o nariz é intenso como o cheiro da lima mas não igual, só o facto de ser intenso os aproxima e lhes torna iguais as cores. Miss Snowe não sabe quanto irá crescer a planta e quando irá florir. Receia que o tecto da estufa não seja suficientemente alto, que as paredes não estejam suficientemente afastadas umas das outras, e que acorde uma manhã com o ruído do estilhaçar dos vidros e do retorcer dos ferros. Quando os vidros se estilhaçam passam de transparentes a azul aço claro. E o ferro retorcido é cinza ardósia. Quando se espalham pela erva verde, os vidros assumem a sua cor esmeralda, que é também a cor dos feiticeiros. E das miragens. E de Xanadu, por onde o sagrado Alph corre em cavernas que os homens não são capazes de medir. De todas as cidades longínquas onde se quer chegar e que estão sempre no horizonte, que é violeta porque o contraste aguça o engenho que nos fará atingi-las em breve, ou assim pensamos, e criamos a cor da expectativa, que em rigor é a água-marinha e não o verde. Pensar tem tantas cores quantas as que existem e quantas vierem a existir e quantas existiram já sem que tenhamos tomado conhecimento delas. De que cor é a origem. Ou dos primeiros anfíbios. A cor dos gritos adâmicos na expulsão do paraíso, ou seja, a cor de uma coisa que nunca existiu nem poderia ter existido. A cor de ter encontrado as Galápagos. A cor das interjeições, de eureka. O k é cor de chumbo e o b caramelo. Todo o abecedário é um festival de cores. A é marrom, e, branco, i, vermelho, o, azul, u, verde. Miss Snowe tem muito tempo livre, mas não demasiado porque nunca há demasiado tempo livre.
Está albergada numa estufa de ferro e vidro elegante como a gaiola de um pássaro.
Miss Snowe visita-a todos os dias, e todos os dias espana o pó que se acumula nas folhas quadrangulares. Assim, as suas miríficas cores nunca se embaciam. O púrpura bizantino. O azul de Albion. A cor que ainda não sabemos como se chama porque é a cor dos nevoeiros sobre os pântanos. A cor da fuga do jaguar, outra cor de que não temos nome ainda. Todos os dias surge uma folha nova, com a mesma forma quadrangular e sempre com uma cor diferente, algumas já conhecidas, outras não. O branco-cinzento-lilás da pérola na concha e a cor do toque dos sinos, que é o negro mas pode ser o amarelo claro que têm as rendas guardadas em arcas cheirando a sândalo e naftalina. A cor do sândalo é o ocre escuro. A cor da naftalina é o verde-lima, porque o cheiro intenso que quase magoa o nariz é intenso como o cheiro da lima mas não igual, só o facto de ser intenso os aproxima e lhes torna iguais as cores. Miss Snowe não sabe quanto irá crescer a planta e quando irá florir. Receia que o tecto da estufa não seja suficientemente alto, que as paredes não estejam suficientemente afastadas umas das outras, e que acorde uma manhã com o ruído do estilhaçar dos vidros e do retorcer dos ferros. Quando os vidros se estilhaçam passam de transparentes a azul aço claro. E o ferro retorcido é cinza ardósia. Quando se espalham pela erva verde, os vidros assumem a sua cor esmeralda, que é também a cor dos feiticeiros. E das miragens. E de Xanadu, por onde o sagrado Alph corre em cavernas que os homens não são capazes de medir. De todas as cidades longínquas onde se quer chegar e que estão sempre no horizonte, que é violeta porque o contraste aguça o engenho que nos fará atingi-las em breve, ou assim pensamos, e criamos a cor da expectativa, que em rigor é a água-marinha e não o verde. Pensar tem tantas cores quantas as que existem e quantas vierem a existir e quantas existiram já sem que tenhamos tomado conhecimento delas. De que cor é a origem. Ou dos primeiros anfíbios. A cor dos gritos adâmicos na expulsão do paraíso, ou seja, a cor de uma coisa que nunca existiu nem poderia ter existido. A cor de ter encontrado as Galápagos. A cor das interjeições, de eureka. O k é cor de chumbo e o b caramelo. Todo o abecedário é um festival de cores. A é marrom, e, branco, i, vermelho, o, azul, u, verde. Miss Snowe tem muito tempo livre, mas não demasiado porque nunca há demasiado tempo livre.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Floricultura 9
Excelentíssima Senhora Dona Baronesa, permiti-me.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Floricultura 1
1. É no dia mais quente do ano que se dá a ver o único espécime conhecido da Oppositum Flos Atacamensis.
Etiquetas:
Floricultura,
Telecomunicações
Subscrever:
Mensagens (Atom)