segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Adeus, Pai Natal!

Hoje está a ser um dia em grande, no qual se aprendeu muita coisa!

O nosso ilustre Primeiro-Ministro é uma pessoa muito trabalhadora, que até faz conferências de imprensa à meia-noite. Isto na semana do Natal e depois da saga para ele formar governo, faz-me suspeitar que o plano é roubar o emprego ao Pai Natal. Obviamente, o primeiro argumento será: "Qual é o país ridículo que precisa de um Pai Natal à meia-noite do dia 24, quando pode ter um Primeiro Ministro à meia-noite do dia 21?" Ah, a propósito do 21, Winter is no longer coming--it is here!

O Banif realmente foi ao ar, apesar da TVI ter pedido desculpa porque a notícia não era bem assim. Agora, parece que era mais para o assim do que para o assado, logo importam-se de pedir desculpa pela desculpa? E depois publiquem também um critério para nós sabermos distinguir quando devemos confiar na TVI de quando nos estão a amaciar o pêlo.

Eis que Mário Centeno volta a dar o dito pelo não dito. Não bastava nós, economistas, fazermos uns estudos que não tinham qualquer aplicabilidade ao mundo real, agora fomos informados que a meta do défice orçamental que iria ser cumprida com muito sacrifício porque este era um governo responsável, terá de ser violada porque os dois governos anteriores foram muito irresponsáveis. A culpa é sempre dos outros, uma teoria inovadora. Se o Banif tivesse sido vendido no dia 1 de Janeiro de 2016, a culpa teria sido de quem? (Eu já vos tinha dito que dava jeito ao PS violar a meta do défice. "Fool me once, shame on you; fool me twice, shame on me...")

Mas há mais! Os Sindicatos Bancários afectos à UGT estão felizes porque, imaginem!, esta solução permite salvar os empregos dos trabalhadores do Banif, pois o Santander tem preocupações sociais -- é um banco altruísta; afinal, há bancos altruístas, isto não era um oxímoro. Este banco altruísta supostamente quer que os trabalhadores, que trabalharam mal, pois o banco foi ao ar, continuem a trabalhar no mesmo conforto.

Já perceberam que o sistema não muda; só mudam os protagonistas? E agora, se calhar, até vamos ficar sem Pai Natal. Adeus, Pai Natal!

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