terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dia 14

Os ânimos andam muito exaltados por estas bandas. Para além dos funcionários federais não terem recebido salário e o prazo para pagar as hipotecas deste mês acabar no dia 15, parece que nem o Congresso, nem o Presidente estão muito preocupados em encontrar uma solução. Amanhã, o William Barr, que é o fulano que o Presidente Trump nomeou para Attorney General, vai à entrevista de emprego no Senado. Estou curiosa por saber se vai seguir a mesma estratégia de Kavanaugh: ser mal-educado e projectar indignação.

Entretanto, o cerco em volta de Donald Trump continua a apertar, pois ficámos a saber que Trump teve uma reunião com Vladimir Putin em que não havia ninguém americano, nem a tradutora. Por falar em tradutora, não há detalhes oficiais das conversas de Donald Trump com Vladimir Putin porque Trump fica com os documentos dos tradutores e dá-lhes instruções para não partilharem o que ouviram com ninguém. É um bocado difícil de acreditar que ele seria ingénuo o suficiente para ter conversas que não devia ter através de um tradutor e achar que bastaria mandar calar a pessoa, mas até agora as pessoas que rodeiam Trump e o próprio têm demonstrado um nível de atrevimento tal que nos faz acreditar que tudo é possível.

O FBI continua a trabalhar apesar do governo fechado e este ano irão haver grandes desenvolvimentos nesta história porque não vão cair no erro de esperar pelos seis meses antes das próximas eleições. Não, o que tiver de ser feito irá ser feito este ano, até porque com a guerra das tarifas e o fecho do governo, a economia irá abrandar significativamente e o pessoal irá perder a paciência para aturar Donald Trump.



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