segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Version 2.259

Nos Estado Unidos, duas coisas dominam, uma real e outra fictícia. Na Quarta-feira, finalmente, os EUA irão fazer a transição para um novo Presidente. Sente-se no ar um certo nervosismo, como se suspendessemos a respiração para anular a expectativa colectiva de que mais alguma má pode acontecer até então. A segunda coisa é a série Bridgerton, da Netflix, que estreou no Natal, e que anda nas bocas do mundo porque permite que, por umas horas, escapemos ao nosso pesadelo colectivo.

Parecem ser coisas completamente diferentes, mas são essencialmente o mesmo: escapismo da realidade actual e maior diversidade e inclusividade racial e étnica. Estamos todos cansados de ver notícias e filmes sobre actos de racismo, mas talvez a cura também passe por estarmos expostos a situações em que pessoas diferentes se comportam com naturalidade, sem que o peso da história paire no ar. Como se quisessemos ver o resultado final do que queremos atingir, em vez de continuarmos a debater o porquê da realidade que temos.

Não elimina o problema, mas a mundança de perspectiva talvez possa inspirar uma solução.

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