terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Version 2.260

Não sei até quando a reputação do país aguentará, mas não parece que seja para sempre. Na imprensa internacional, já há um rol de notícias negativas sobre Portugal: a prestação de Mário Centeno no Eurogrupo; António Costa a chamar deplorável a membros de governos de outros países e até a sugerir a saída desses países da UE; o escândalo da falsificação de um currículo não uma, mas duas vezes, depois de se ignorar a sugestão da UE para o preenchimento da vaga; e, agora, a notícia de que o ministro das finanças português, infectado com coronavirus, teve contacto com representantes da UE.

A propósito deste último incidente, o Politico cita Ana Paula Zacarias a defender a importância de reuniões presenciais para planear a Presidência de Portugal da UE, como se não se pudessem conduzir as reuniões virtualmente. Estamos numa pandemia, em todos os países avançados, há pessoas a trabalhar de casa há meses e a colaborar com outras pessoas virtualmente, e eis que um membro do governo português anuncia ao mundo que os portugueses não sabem trabalhar assim. É imbecilidade a mais.

Se Portugal tivesse um governo competente, veria o trabalho à distância como uma enorme oportunidade para Portugal. Em vez disso, destroi a credibilidade do país. Iremos passar seis meses debaixo de uma lupa e o resultado final não irá ser bonito, para além de que, neste momento, os números de Portugal na pandemia são péssimos. Não é de todo mau, pois a UE premeia a mediocridade e paga bem quando as coisas correm mal: vem aí uma bazuca maior, o que decerto agradará ao nosso Primeiro Mercenário, perdão, Primeiro Ministro.

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