segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Version 2.293

Mais jovens portugueses a contactarem portugueses nos EUA para saber como emigrar. Se for malta que aprecie trabalho e esforço, acho louvável, mas a jovem que me calhou hoje tinha uma atitude que me deixou um amargo na boca. Queria que alguém lhe desse um emprego, apesar de não ter experiência de trabalho nenhuma, nem sequer estar muito interessada em exercer a sua área de estudo numa licenciatura que terminou no ano passado. E depois brincou a dizer que precisava de alguém que a adoptasse. Cá para mim, ainda se mete em apuros e entra numa rede de tráfico humano se anda à procura de facilidades na Internet a todo o custo. Depois vem a história no Correio da Manhã.

Contrasto isto com a situação de outra jovem, mas americana, que nem 20 anos tem. Na Sexta-feira, tivemos o convívio digital no pós-Fórum de Agricultura e um dos participantes tem uma filha que está agora na faculdade em Washington, DC. O pai dizia que estava muito orgulhoso dela porque apesar da pandemia, tinha-se mudado para DC, frequentava a universidade, tirou nota máxima a tudo, trabalhava bastantes horas por semana, e vivia num apartamento partilhado com outros jovens.

Note-se que este pai tem um cargo importante numa empresa e deve ganhar perto de meio milhão de dólares por ano, mas a filha tem a vida que teria alguém que ganhasse muito menos. A única coisa que o pai faz por ela profissionalmente é arranjar-lhe contactos para ela ir conversar com profissionais e aprender como funciona o mundo, como ele disse. Não pede emprego para a filha, nem sequer ele próprio lhe dá emprego na empresa onde trabalha. 

Tirando famílias como os Trump, a experiência deste pai é bastante normal nos EUA. Em Portugal é uma aberração porque é cunhas para tudo e a preparação dos jovens que terminam cursos universitários é fraca. Não sabem trabalhar em equipa, não sabem fazer perguntas para se orientarem, e muitos dizem e escrevem disparates a torto e a direito. 

Eu devia ter dito à moça para ir falar com o PM António Costa para ver se ele a fazia Ministra da Saúde. Pior do que a Marta Temido não devia ser e ainda prestaria um serviço lúdico ao país e não se meteria em apuros na América. Ganharíamos todos.


Sem comentários:

Publicar um comentário

Não são permitidos comentários anónimos.