sexta-feira, 26 de março de 2021

Version 3.325

Ontem falhei e não publiquei. Penso que foi a única vez até agora. Mas não falhei o teste de condução ontem de manhã. Levantei-me perto das 6 das manhã, que é mais ou menos a minha hora, e saí de casa às 7:08. Não deu para passear muito o Julian e ele de vez em quando é chatinho e anda devagar ou recusa-se a andar porque quer cheirar tudo. Normalmente, quando estou mais nervosa, ele age assim, ou talvez seja que, nessas alturas, eu note mais.

Estava neblina de manhã, quando saí de casa, e pensei que fosse levar mais do que os 28 minutos de viagem. Desde Dezembro que quase não tinha conduzido, aliás, ontem foi a terceira vez e tive de ir para o DMV ilegal, pois não tinha carta, não me tinham dado licença de aprendizagem porque o computador não deixava -- estes computadores sabem muito --, e não dava para ninguém ir comigo àquela hora. Então fui sozinha. 

Às Quartas-feiras, de 15 em 15 dias, deixam prestar exame de condução sem marcação prévia. É só preciso estar nos 12 primeiros da fila. Por isso saí tão cedo, pois o gabinete abria às 8:30. Quando cheguei, perto das 7:35, já havia seis pessoas à minha frente, não sei bem se eram todos para exame. Depois de abrir, apontaram o meu nome e mandaram-me esperar no carro. 

Fiz o exame pouco depois das 10 da manhã e a examinadora chamava-se Ginger, uma senhora muito simples e super-bem-disposta. Recordo-me dela do dia em que fiz o exame escrito, pois foi ela também que me recebeu à entrada. Quando perguntou o que ia lá fazer, respondi que era o exame escrito, mas estava com receio de não passar. Disse logo, de forma muito confiante, que claro que passava, como se nem sequer se pudesse duvidar. Não sei que gene é esse, que faz as pessoas ser tão bem-dispostas e gentis, mas de certeza que o meu ou é muito avariado ou nem sequer está ligado.

O exame foi super-simples. Pediu-me para colocar o pé no travão e ligar os piscas antes de entrar no carro. Assim que entrou, disse-me que gostava muito das minhas calças, eram muito engraçadas e lembravam-na da praia (eram umas Lilly Pulitzer bordadas com estrelas do mar). Perguntou-me se contava ir de férias em breve e contou-me das últimas férias que teve com os filhos e marido. Como estava um pouco nervosa, quase que não prestei atenção ao que ela disse sobre as tais férias. Logo eu, que converso com toda a gente... 

Demos uma voltinha ao  quarteirão e ela aconselhou-me que, como havia buracos na rua, podia perfeitamente desviar-me para os contornar. Fiz o que recomendou e até usei piscas, o que aqui é tão pouco comum de ver, mas nunca perdi o hábito de Portugal. E, pronto, estou legal outra vez. Quando me deu a fotocópia da carta, eu disse que devia ter esticado o pescoço um bocado mais para a foto, mas respondeu-me que não interessava, o que interessava era que estava legal; as fotos giras deviam ser reservadas para o Facebook, para o meu mural. 

Após chegar a casa, fui ver se havia vaga para ir apanhar a vacina do coronavírus. Esta semana, estava tudo cheio na minha zona, mas havia bastantes vagas em Midtown, logo marquei para Sábado. Só havia a vacina da Pfizer e noticiaram que a da Johnson & Johnson estão a reservar para as populações mais carentes, como quem está de cama em casa e recebe a vacina no domicílio, os sem-abrigo, e as pessoas de mais idade. Será a Pfizer, então. Vou aproveitar para levar o Julian ao hotel dos animais para brincar com os outros cães, enquanto passo pelos jardins do Dixon e depois vou à vacina. Este cão tem vida de rico.

  

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