terça-feira, 30 de março de 2021

Version 3.329

Das minhas relações pessoais nos EUA, parece-me que eu devo ser das últimas pessoas a levar a vacina. Não conheço ninguém que se recuse a tomar a vacina, mesmo nos libertários. Obviamente, que as minhas amizades não são representativas da população americana, logo nada se conclui e apenas se registra este facto engraçado. 

No fim-de-semana, perguntei às minhas amigas de Houston, TX, na nossa reunião pessoal, como é que era o processo de apanhar a vacina lá, dado que estava curiosa acerca do processo de identificação. Todas as que levaram a vacina disseram que tiveram de mostrar identificação umas quatro vezes até serem vacinadas, mas também disseram que aquele serviço não era da cidade, ou seja, é talvez do governo federal ou do estado, logo as regras podem ser diferentes.

Isto é relevante por causa dos imigrantes ilegais. Há certas cidades e condados nos EUA que se recusam a fiscalizar a imigração ilegal porque dizem que tal tarefa é da jurisdição do governo federal na fronteira. Logo a lógica é que se a pessoa está dentro do país, então tem direito de estar no país, pois se não tivesse, o governo federal tê-los-ia apanhado à entrada. É um tipo de argumentação que é muito usado pelos americanos.

Talvez seja por isso que o sítio onde eu vou levar a vacina não esteja muito preocupado com pedir a identificação de quem a recebe. Negar vacinas a quem já está dentro do país não serve os interesses de ninguém.

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