quarta-feira, 17 de junho de 2015

Falar ou não, eis a questão...

Nos EUA, os miúdos e os adultos são ensinados a estar calados se não têm nada de bom para dizer. Se alguém só diz mal, leva logo com "If you have nothing good to say, then say nothing." A correcção é feita à frente de toda a gente, que é para o ofensor aprender que "o silêncio é de ouro; a palavra é de prata". (Nós também recebemos a mesma lição em Portugal, mas não é de uma forma tão directa e pessoal.) Aqui está um excerto do filme "Bambi":

Às vezes, o "silêncio" ou a recusa de criticar frusta-me um bocado em situações profissionais porque pede-se o feedback a alguém e eles não oferecem muitas críticas. Quando começo a trabalhar com alguém, tento pô-los à vontade para que me digam se realmente o trabalho precisa de ser melhorado. Uma das coisas que o treino do mestrado e do doutoramento nos dá é a construção de uma barreira emocional para podermos lidar com as críticas. Mas isto também significa que, por vezes, o ambiente académico embriaga-nos um bocado, e nós somos muito prestáveis a criticar a torto e a direito.

No entanto, criticar eficazmente é uma arte e, muitas vezes, nota-se que as pessoas não sabem criticar e estão mais interessadas em fazer críticas pessoais. É evidente quando alguém prefere atacar a pessoa e não tem qualquer interesse em criticar construtivamente o trabalho e melhorar a sua qualidade. Também é evidente quando isso é feito por maldade, apesar de haver quem o faça sem intenção, pois nem todos nós possuímos um bom filtro social.

Isto a propósito de um dos blogues portugueses a que nós fazemos ligação aqui no DdD. Eu abri esse blogue ao calhas porque não conhecia e, em um minuto ou dois de visita, encontrei logo comentários maliciosos. E fiquei triste...

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