quinta-feira, 4 de junho de 2015

O destino da jóia da coroa

A PT foi privatizada em bolsa há 20 anos. Durante muito tempo, foi apresentada como a jóia da coroa, um exemplo de boa gestão e de inovação. No último ano, descobrimos que, afinal, havia outra, uma PT má, com negócios obscuros no Brasil e operações financeiras inacreditáveis, e que, invertendo os papéis, financiava o banco do regime, um monstro chamado BES. A Altice tomou finalmente conta da PT e os antigos administradores saíram indemnizados – eu bem digo que o mundo é cruel e injusto. Imagino que os 12 mil funcionários que lá continuam devem transpirar medo. Ninguém sabe qual é estratégia da Altice, mas é fácil de adivinhar uma onda de despedimentos e de cortes a torto e a direito. Armando Pereira, o “herói de Vieira do Minho”, como lhe chamou Pires de Lima, é especialista nestas operações de recauchutagem empresarial.

O mais provável é a jóia da coroa acabar desmembrada e vendida aos bocados no mercado. É assim, pelo menos, que costumam acabar as jóias da coroa de países pequenos que sofrem de megalomania. 

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