sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mário Centeno, versão Pai Natal 2.0

Mário Centeno, na entrevista ao El Espanõl, onde demonstra desconhecer História de Portugal ou talvez se queira candidatar ao papel de Pai Natal, versão 2.0:
O deputado do PS explicou que as medidas de alívio da austeridade previstas pelo partido serão compensadas com o crescimento da economia à exceção dos salários da função pública. “Aí, o Estado terá que ajustar-se para cumprir com algo que consideramos ser uma obrigação, a de repor os salários. É importante deixar claro que não se trata de um aumento, mas antes do fim de um corte aplicado pelo Governo anterior”.

Fonte: Observador, 19/11/2015

Teixeira dos Santos, Pai Natal versão 1.0, em 2008, a propósito do aumento dos salários da função pública em 2,9% para 2009 (ênfases meus):

O ministro de Estado e das Finanças anunciou hoje que a proposta de aumento salarial da função pública para o próximo ano será de 2,9 por cento, um valor que representa um ganho de poder de compra de quatro décimas em relação à previsão da inflação média que baixará para 2,5 por cento. A taxa de desemprego deverá se manter estabilizada neste e no próximo ano nos 7,6 por cento.
[...]
A proposta salarial, que permite um ganho de poder de compra às famílias, é feita com base num cenário macroeconómico de crescimento real deste ano de apenas 0,8 por cento e no próximo de 0,6 por cento.
[...]
A prudência, diz Teixeira dos Santos, advém do cenário macroeconómico traçado para este orçamento, “tal como tivemos no passado”, vincou o ministro.

“Será um exercício [2009] feito com base em maior incerteza”, reconheceu o ministro, assente em pressupostos que são apenas projecções, que em si têm um risco acrescido de se alterarem.

Este é também um “orçamento de rigor”, sublinhou, que é efectuado num momento em que a economia internacional afecta o crescimento, mas que, apesar disso, “é preciso responder aos desafios económicos, sem perder o rigor que tem caracterizado a gestão deste Governo”. “Temos umas contas públicas sãs, reduzimos como nunca foi feito o défice público”, sustentou Teixeira dos Santos.

Fonte: Público, 14/10/2008

José Socrates e Teixeira dos Santos, os rigorosos Senhores Scrooge, que também são membros do mesmo partido de Mário Centeno, em 2010 (ênfase meu):

José Sócrates anunciou hoje a "redução de 5% da despesa total com salários da Função Pública" para vencimentos superiores a 1.500 euros mensais.

Para rendimentos entre 1.500 e 2.000 euros a redução será de 3,5% e nos escalões mais elevados vai atingir os 10%.

Teixeira dos Santos também explicou que a medida não é temporária e que veio para ficar. "Aplica-se em 2011 e é para manter-se", disse o ministro das Finanças.

Esta é uma das medidas anti-défice a ser inscrita no próximo Orçamento, onde também se pedirá um agravamento de dois pontos percentuais na taxa normal de IVA até 23%.

Fonte: Económico, 29/9/2010

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