domingo, 15 de março de 2015

A justiça do resultado

Sempre me meteu imensa impressão ver os comentadores e treinadores falarem da “justiça do resultado”. Esquecem-se de que o futebol é um jogo, e do jogo fazem parte a sorte e o azar. Se uma equipa teve dez oportunidades flagrantes e não aproveitou nenhuma e a outra aproveitou a única de que dispôs, o resultado é justíssimo. Quando muito, uns podem queixar-se do azar e os outros agradecer à sorte – ou à fortuna, como se dizia antigamente.
A justiça não tem nada a ver com a sorte ou o azar.
Só faz sentido falar de justiça numa situação: quando o árbitro (que é um juiz) interfere directmente no resultado.

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