quinta-feira, 12 de março de 2015

*Yawn*

A propósito da crónica da Sílvia Oliveira no DN, acerca do mundo ser injusto, se calhar queremos quotas para a participação feminina na sociedade, etc., encontro imediatamente dois problemas com este argumento:
  • A situação é também da responsabilidade das mulheres: a educação de uma criança tem tradicionalmente sido mais do foro da mulher, logo a atitude que os meninos têm para com as mulheres é da responsabilidade não só da sociedade, mas também dos seus pais, com forte participação de uma mulher, a mãe deles.
  • As mulheres são muitas vezes as piores inimigas das outras mulheres. Na minha carreira, já fui prejudicada por duas mulheres e já vi mulheres prejudicarem outras mulheres. Note-se que estou numa área em que é quase só homens, logo teoricamente, não haveria razão alguma para as mulheres não serem mais cordiais umas com as outras. Para além disso, do ponto de vista estatístico seria muito mais provável eu encontrar homens que me prejudicassem do que mulheres. Mas não, eu nunca fui prejudicada directamente por um homem--só por mulheres. E até tive de chegar ao cúmulo de ter de avisar outras mulheres para não se meterem no trajecto das nossas *amigas*, para além de que os homens nossos colegas vinham falar comigo fazer queixa das nossas *queridas colegas*.
Caras mulheres, antes de culparmos inteiramente os homens pela situação actual, que tal olharmos para o nosso próprio umbigo? Já viram o filme Malèna? Quem é que dá uma bruta malha na Malèna em praça pública? É mais ou menos isso que ainda se passa...

E já agora, fica o aviso da Madeleine Albright:

"There is a special place in hell for women who do not help other women."
Ou, se vocês aprendem melhor com homens, está aqui uma boa ideia do Ghandi:
"Be the change that you wish to see in the world."

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