terça-feira, 31 de março de 2015

Da minha manhã para a vossa noite

Hoje o meu cão Alfred faz 10 anos. Já está comigo desde as 11 semanas. Estou muito orgulhosa dele: é bem comportado, carinhoso, sensível, gosta de me proteger quando sente que eu preciso, mas também é um cão independente e não tem paranóias. É a coisa mais próxima de um filho que eu tenho e terei, dada a minha idade. Claro que hoje, a primeira coisa que eu fiz, depois de desligar o despertador, foi dar festas ao Alfred e abraços. Enquanto o abraçava, vi o que tinha acontecido no Instagram e no Facebook. No Facebook encontrei o texto do Zé Carlos sobre o futuro e promessas e fiquei ainda mais feliz por poder ler uma ideia tão bonita logo ao início do dia.

Às vezes, de manhã, abro um livro de poesia numa página ao calhas, mas tem de ser numa que tenha um poema curto, pois não tenho muito tempo. Hoje, depois de ler o Zé Carlos, apeteceu-me ler outra coisa que me inspirasse. Abri o livro do Nuno Júdice, "O Fruto da Gramática", e foi mesmo nesta página. Fotografei-a porque quis levá-la comigo, o que é contra as regras. E agora violo as regras outra vez, mas é por uma boa causa porque quero partilhar o texto convosco. Talvez faça a vossa noite um pouco melhor, como se passou com a minha manhã. Talvez algum de vós vá comprar uns livros do Nuno Júdice e a minha alma seja parcialmente redimida. Vale tanto a pena lê-lo. É um privilégio poder ler português porque nós temos uma língua mágica e alguns dos nossos escritores captam essa magia.

Desejo-vos uma boa noite...

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